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Rapper congolês Gims é acusado de lavagem de dinheiro na França
O rapper congolês Gims, artista mais ouvido na França em 2025, foi acusado formalmente nesta sexta-feira (27) de lavagem de dinheiro qualificada, após ser detido esta semana em Paris, informou a Promotoria Nacional Contra o Crime Organizado (PNACO, na sigla em francês).
O cantor, de 39 anos, foi liberado após a acusação e colocado sob supervisão judicial, com "a obrigação de pagar uma fiança", cujo valor não foi informado.
Gims, cujo nome é Gandhi Djuna, também é processado por "participação em grupo organizado de uma operação de atribuição, ocultação ou conversão do produto de um crime" e "lavagem em grupo organizado de bens ou fundos procedentes de um crime de fraude fiscal qualificada".
O rapper e dois de seus colaboradores, igualmente acusados, foram presos anteontem em um aeroporto de Paris, por investigadores do Escritório Nacional Antifraude.
As prisões fazem parte de uma investigação judicial a cargo desde 2023 de três juízes do Tribunal Judicial de Paris, supervisionada pela PNACO. A investigação levou a acusações contra 15 pessoas, cinco das quais estão presas.
Segundo a Africa Intelligence, a investigação se concentra em um projeto imobiliário de luxo promovido por Gims em Marrakech, no Marrocos, uma das cidades onde ele reside. O projeto foi lançado com pompa em 2025, na presença do rapper.
O cantor nasceu em 1986, em Kinshasa, e chegou à França aos 3 anos de idade, juntamente com sua família, que fugia do regime do ex-presidente Mobutu. Em 2019, ele se tornou o primeiro rapper francófono a lotar o Stade de France.
Pai de seis filhos, Gims se apresentou com vários músicos, desde o rapper americano Lil Wayne até Sting. Apesar de seu sucesso, ele não conseguiu obter a cidadania francesa, que solicitou duas vezes.
A.Silveira--PC