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Tiros e evacuação de Trump: jantar de correspondentes da Casa Branca termina em caos
Era para ser uma noite de sábado (25) cheia de glamour em um salão de baile de Washington onde estava Donald Trump, mas o ambiente foi interrompido por disparos que fizeram com que os convidados se jogassem no chão e que o presidente dos Estados Unidos fosse evacuado pelo pessoal de segurança.
Trump estava sentado no palco durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca — era a primeira vez que comparecia como presidente — quando fortes estrondos interromperam a celebração e fizeram com que ele e outras pessoas no palco levantassem a cabeça alarmados.
As imagens captadas pela AFP no evento mostravam uma cena caótica.
Momentos depois do que pareciam disparos, ouviram-se gritos de "Não se levantem!" e "Ao chão!", enquanto os convidados, entre eles correspondentes, funcionários da administração Trump e alguns membros de seu gabinete, se protegiam.
Em meio ao caos, o presidente foi rapidamente cercado por agentes do Serviço Secreto, com as armas em punho, e retirado rapidamente do palco, sendo levado por uma cortina nos bastidores enquanto a multidão se abaixava em estado de choque.
A música parou e os presentes, vestidos com trajes de gala e smokings, permaneceram em silêncio enquanto os agentes se aglomeravam ao redor das mesas e sobre os convidados no chão do enorme salão de baile do hotel Hilton em Washington, o mesmo onde o presidente Ronald Reagan sobreviveu a uma tentativa de assassinato 45 anos antes.
"Foram ouvidos disparos lá em cima", disse Mehmet Oz, administrador dos Centros de Serviços de Medicare e Medicaid de Trump, enquanto era evacuado pelos serviços de segurança.
Também foi visto saindo apressadamente do salão de baile o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., cujo tio, o presidente John F. Kennedy, foi morto por um assassino em Dallas, Texas, em 1963.
Alexandra Ingersoll, correspondente da One America News, declarou à AFP que estava dentro do salão quando começou a confusão e viu como o Serviço Secreto entrou em ação para proteger o presidente.
"Eu simplesmente me abaixei debaixo da mesa e pensei: 'Não vou correr esse risco'", disse à AFP. "Eu não sabia se tinham neutralizado o agressor nem o que estava acontecendo".
Ainda sem muitos detalhes sobre o que realmente ocorreu, foi ordenada a evacuação de todo o salão de baile, e várias centenas de convidados se dirigiram ao saguão do Hilton e saíram para o ar frio.
Os presentes foram vistos se abraçando, fazendo ligações, enviando mensagens de texto a amigos e familiares, e às suas redações.
Mais tarde, o Serviço Secreto informou em um comunicado que estava investigando um ataque a tiros perto do principal perímetro de controle de segurança do evento.
"O presidente e a primeira-dama estão a salvo, assim como todas as pessoas sob proteção", afirmou a agência. "Uma pessoa está detida".
Não ficou imediatamente claro se o agressor disparou ou se os agentes de segurança responderam à ameaça com tiros próprios.
Por volta das 20h40 (21h40 em Brasília), um repórter da AFP viu policiais correndo pelas ruas ao redor do Hilton, erguendo barreiras, desviando pedestres para outras ruas e retirando os carros da área o mais rápido possível.
Um helicóptero sobrevoava a região. Alguns minutos depois, uma comitiva deixou o Hilton em direção à Casa Branca.
Ferreira--PC