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Suprema Corte dos EUA limita redesenho eleitoral destinado a favorecer minorias
A Suprema Corte dos Estados Unidos, de maioria conservadora, anulou nesta quarta-feira (29) o mapa eleitoral do estado da Louisiana, em uma decisão de grande alcance para a representação das minorias no Congresso, em particular afro-americanos e hispânicos.
A decisão representa um revés para os democratas, envolvidos há vários meses em uma batalha com os republicanos em torno do redesenho eleitoral de vários estados, antes das cruciais eleições de meio de mandato de novembro.
O partido do presidente Donald Trump, por outro lado, sai fortalecido no longo prazo.
Por seis votos a três, dos juízes conservadores contra os progressistas, a Corte concluiu que uma lei emblemática que garante a representação eleitoral das minorias, a Lei dos Direitos de Voto (Voting Rights Act), não obrigava a Louisiana a criar um segundo distrito de maioria afro-americana.
Como consequência, o mapa eleitoral deste estado do sul "é uma redistribuição inconstitucional", afirmou o magistrado conservador Samuel Alito na sentença redigida em nome da maioria.
No entanto, para a juíza progressista Elena Kagan, "a decisão da Corte fará retroceder o direito fundamental à igualdade racial" nas eleições, "que o Congresso havia concedido" com a Lei dos Direitos de Voto de 1965.
Há cerca de dez anos, a maioria conservadora do principal tribunal do país esvaziou em grande medida o conteúdo desta lei-chave, adotada em pleno movimento pelos direitos civis para impedir que os antigos estados segregacionistas do sul violassem o direito de voto dos afro-americanos.
L.Henrique--PC