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OpenAI enfrenta 'onda' de processos por ataque a tiros no Canadá
A Justiça dos Estados Unidos recebeu, nesta quarta-feira (29), sete ações contra a OpenAI em nome de famílias afetadas por um ataque a tiros em uma pequena cidade canadense em fevereiro.
O gigante da inteligência artificial enfrenta críticas por não ter informado sobre o uso perturbador do ChatGPT por Jesse Van Rootselaar, uma mulher trans de 18 anos que matou oito pessoas em sua casa e em uma escola.
A OpenAI suspendeu sua conta em junho de 2025, mas afirmou que não informou a polícia canadense porque não viu provas de um ataque iminente na cidade de Tumbler Ridge.
As ações apresentadas em um tribunal federal dos Estados Unidos alegam que a empresa decidiu não denunciar Van Rootselaar "porque denunciar um caso significaria denunciar milhares", segundo um comunicado da equipe jurídica.
Também contestam a alegação de que a conta de Van Rootselaar no ChatGPT foi bloqueada.
Os autores das ações apontam que, quando uma conta é encerrada por comportamento perigoso, a OpenAI indica à pessoa como retomar seu uso, inclusive com conselhos sobre como contornar o período de suspensão de 30 dias.
Segundo os relatos, Van Rootselaar abriu uma segunda conta no ChatGPT depois que a primeira foi encerrada.
A equipe jurídica americana disse que está trabalhando em coordenação com advogados canadenses que anteriormente haviam apresentado uma ação contra a OpenAI em nome da família de Maya Gebala, uma menina de 12 anos gravemente ferida no ataque.
"Haverá mais casos. Nas próximas semanas, uma equipe transfronteiriça apresentará mais de duas dúzias de ações em nome das vítimas do ataque em massa de Tumbler Ridge. As ações serão apresentadas em ondas", afirmaram.
Van Rootselaar matou a mãe e o irmão na casa da família antes de seguir para a escola de ensino médio local, onde assassinou cinco crianças e um professor. A agressora se suicidou depois que a polícia entrou no prédio.
No início de abril, o diretor executivo da OpenAI, Sam Altman, desculpou-se perante a comunidade de Tumbler Ridge e disse que "lamentava profundamente não ter alertado as forças da lei sobre a conta que foi suspensa em junho".
A empresa também afirmou que, sob suas atuais políticas de segurança, que foram revisadas desde junho, a conduta de Van Rootselaar teria sido comunicada à polícia.
S.Pimentel--PC