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Salvadorenhos protestam contra políticas de Bukele em marcha do 1º de maio
Milhares de salvadorenhos denunciaram, nesta sexta-feira (1º), durante a marcha pelo Dia do Trabalhador, retrocessos democráticos provocados pelas políticas do presidente Nayib Bukele, e exigiram a libertação dos "inocentes" na guerra contra as gangues.
El Salvador vive desde 2022 sob um regime de exceção, decretado por Bukele para conter as gangues, que permite detenções sem ordem judicial, razão pela qual é duramente criticado por organismos de defesa dos direitos humanos.
Cerca de 91.000 pessoas foram capturadas após esta medida e, segundo ONGs humanitárias, muitos inocentes permanecem atrás das grades.
"Nestes últimos anos, temos sido vítimas deste governo com políticas que são totalmente regressivas (...), que atentam contra a dignidade e a liberdade do povo salvadorenho", disse a jornalistas a porta-voz do Bloco de Resistência e Rebeldia Popular, Marisela Ramírez.
A dirigente denunciou a demissão de milhares de médicos e professores nas "políticas de morte" do presidente conservador, no poder desde 2019.
"Bukele, inimigo dos pobres", dizia um cartaz na manifestação, ao lado de fotografias de pessoas detidas, cuja inocência foi reivindicada por seus familiares.
Organizações sociais denunciaram que blitze em estradas detiveram ônibus com manifestantes que se dirigiam para o protesto, que reuniu cerca de 5.000 pessoas em San Salvador, segundo um jornalista da AFP no local.
"Estamos desafiando o terror que este regime de exceção gerou", acrescentou Samuel Ramírez, líder do Movimento de Vítimas do Regime (Movir), que reúne famílias de presos que se consideram inocentes da guerra contra as gangues.
Uma pesquisa publicada no ano passado pela Universidade Centro-americana assinalou que os principais problemas que angustiam os salvadorenhos são a economia e o desemprego.
S.Caetano--PC