-
Ferrari mostra suas garras para a Mercedes nos treinos livres do GP da Hungria de F1
-
Ex-ministro e aliado de Maduro se declara inocente de lavagem de dinheiro nos EUA
-
CAS analisará recurso do Senegal sobre Copa Africana de Nações em outubro
-
Sensação na internet, macaco Punch comemora seu primeiro aniversário
-
Rodri passará por cirurgia nas costas, confirma novo técnico do City
-
Mark van Bommel é o novo técnico da seleção da Bélgica
-
Chamas forçam milhares a fugir por terra e mar de seu paraíso de veraneio na França
-
LeBron James anuncia que jogará pelo Philadelphia 76ers
-
Técnico da Espanha diz que comportamento dos jogadores argentinos após a final da Copa foi 'intolerável'
-
Vários incêndios cercam Madri e obrigam a evacuar milhares de pessoas na França e na Espanha
-
Brasil proíbe produção e venda de foie gras
-
Jürgen Klopp é anunciado como novo técnico da seleção da Alemanha
-
'O fogo te devora', diz morador evacuado pelo incêndio sem precedentes perto de Madri
-
Росія після Путіна: «Парламент із шансом в один відсоток»
-
Россия после Путина: «Парламент с шансом в один процент»
-
A Rússia pós-Putin: O «Parlamento com uma hipótese de 1%»
-
IA se tornou poderosa demais para ser controlada?
-
Incêndios cercam Madri e obrigam a evacuações na França e Espanha
-
Ao menos 21 mortos em ataques de longo alcance na Rússia e na Ucrânia
-
Trump retorna ao jantar dos correspondentes três meses após ataque caótico
-
Hungria anuncia investigação sobre zebras pertencentes a associado de Orbán
-
Bairros no Peru com o nome de 'Keiko Fujimori' esperam que presidente eleita cumpra promessas
-
Israel prepara 'operação antiterrorista' na Cisjordânia após violência mortal
-
Buscas por desaparecidos continuam um mês após terremotos na Venezuela
-
Montanhista suíço morre e mulher de 99 anos é resgatada no Monte Fuji
-
Seis candidatos para dirigir a ONU se enfrentam em debate televisivo
-
UE acusa TikTok de expor menores a riscos online
-
Ucrânia ataca com drones depósito de gigante comercial russo perto de São Petersburgo
-
Incêndios colocam Espanha em 'situação dramática' e obrigam a deslocamentos na França
-
EUA lança novos ataques contra Irã
-
EUA reativa guerra comercial com nova rodada de tarifas
-
EUA ameaça punir Irã após ataques de rebeldes do Iêmen
-
Oito mil novas espécies de insetos são identificadas por meio do DNA no Equador
-
Luka Modric renova com o Milan por mais uma temporada
-
Comic-Con começa nos EUA em meio a expectativa por retorno da Marvel
-
Presidente argentino Milei se reunirá com Flávio Bolsonaro no Brasil
-
Condenado à prisão perpétua homem que assassinou congressista estadual nos EUA
-
Ferrari quer parar Antonelli na Hungria antes da pausa da Fórmula 1
-
Néstor Lorenzo renova como técnico da seleção da Colômbia
-
As principais bases que abrigam Forças Armadas dos EUA no Oriente Médio
-
Barcelona confirma ruptura de ligamento do joelho de Frenkie De Jong
-
Atacante grego Christos Tzolis troca Brugge pelo Arsenal em transferência recorde na Bélgica
-
TotalEnergies avalia sair de projeto russo de GNL
-
Garnacho assina com Aston Villa cedido por empréstimo pelo Chelsea
-
Brasil tem mínimo de mortes violentas em 14 anos, mas letalidade policial e feminicídios crescem
-
Grêmio anuncia contratação do atacante Jovane Cabral, revelação da Copa com Cabo Verde
-
Manchester City contrata volante Elliot Anderson por valor recorde para o clube
-
Em paraíso costeiro da Venezuela, sucata ajuda a sobreviver após terremotos
-
Barcelona anuncia contratação do atacante alemão Karim Adeyemi
-
Novo primeiro-ministro britânico anuncia medidas de apoio aos pubs
Em paraíso costeiro da Venezuela, sucata ajuda a sobreviver após terremotos
De um dos três prédios do complexo La Mar Suites em Tucacas, pequeno paraíso costeiro no norte da Venezuela, não resta mais que um montão de pedras sobre o qual alguns homens recuperam ferro-velho.
Uma dezena de pessoas, cujos corpos foram tirados dos escombros, fazem parte dos mais de 5.300 mortos do duplo terremoto que sacudiu a Venezuela em 24 de junho. O conjunto residencial, que costumava ficar lotado nos fins de semana e recebia turistas de todo o país, por sorte tinha pouca ocupação naquela quarta-feira quando aconteceu a tragédia.
Tucacas é uma pequena cidade situada na entrada do Parque Nacional Morrocoy, um paraíso de belas praias, pequenas ilhotas com barreiras de coral (conhecidas como 'cayos') e manguezais, hábitat de tartarugas e flamingos rosados.
Com máscara para se proteger da poeira e evitar ser reconhecido, um dos sucateiros que reviram as ruínas admite, falando sob a condição do anonimato: "A estes (os mortos) não serve mais, não serve a ninguém, (mas) para nós, sim".
Os sucateiros não têm permissão para subir no prédio que desabou, mas podem coletar metais e outros materiais que caíram nas laterais dos muros que desmoronaram.
- "Sem prejudicar ninguém" -
Aos pés do prédio, na área autorizada, dois homens reúnem sucata em uma manta que levam para um montículo antes de voltar para buscar mais.
José Luis Teras, de 53 anos, trabalha na praia. "Eu vendo sorvete de coco, magnum, cornetto, bombom, batibati (sorvete de uva popular na Venezuela), mantecado, pastelado (tipos de sorvete cremoso), de futas, sanduíche gostoso!", recita como um mantra. "Mas agora, não há trabalho. Coletamos sucata para sobreviver, sem prejudicar ninguém, sem faltar com o respeito com ninguém", diz.
"Qualquer pedaço de ferro, qualquer alumínio que ganhamos, qualquer cobrezinho (...) vendemos ao sucateiro. Nós vendemos uma tonelada disso, e essa tonelada rende 60 dólares (R$ 303) para três pessoas, fica 20 dólares (R$ 101) para cada um", explica.
"Estou ganhando a vida, não vou roubar", garante Teras, que diz ter se virado como pedreiro, eletricista e operário. "Fazemos de tudo, patrão, no que você me colocar para fazer, a gente trabalha", afirma.
Policiais chegam ao local e os sucateiros que estavam se movendo sobre o prédio descem para a área autorizada. Os agentes, que não se deixam enganar, repreendem um deles.
- Colchões e dólares -
Aos pés do prédio, veem-se dezenas de colchões destroçados. Como em La Guaira, um pouco mais a leste, onde se concentra a maior parte das vítimas e dos danos, saqueadores procuram dinheiro escondido.
Diante da forte desvalorização da moeda nacional, o bolívar, muitos venezuelanos guardam dólares em casa, e diz-se com frequência que o fazem dentro dos colchões.
Os policiais se afastam. Dois homens carregam um colchão intacto em uma moto e vão embora. Dois vigias os observam de longe. "São uns abusadores, todos os dias se metendo. Não têm nenhum respeito por nada, por ninguém", reclamam.
Na praia, Luis Enrique Aranguru, de 38 anos, cata mexilhões e pequenas conchas "para comer" e bugigangas "para recuperar", como uma sandália de plástico ou um pedaço de sucata. "Não está fácil neste momento", admite.
Perto do porto, atualmente fechado pelo duplo terremoto, Luis Miguel Sánchez tem uma embarcação que leva turistas para as pequenas ilhas por até 150 dólares (cerca de R$ 760) ida e volta.
"O movimento baixou um pouco com o terremoto, mas graças a Deus os turistas já estão chegando, que é o importante", diz Sánchez, de 53 anos.
"Todos os 'cayos' têm todos os seus serviços, todos estão trabalhando normalmente". Para quem vem de outras partes do país, "aqui é um paraíso", ratifica.
M.Gameiro--PC