Rússia emite ordem de busca internacional contra o CEO do Telegram por 'cumplicidade com terrorismo'
Rússia emite ordem de busca internacional contra o CEO do Telegram por 'cumplicidade com terrorismo' / foto: Giuseppe CACACE - AFP/Arquivos

Rússia emite ordem de busca internacional contra o CEO do Telegram por 'cumplicidade com terrorismo'

O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia anunciou nesta quarta-feira (29) que emitiu uma ordem de busca internacional contra o fundador e CEO do aplicativo de mensagens Telegram, Pavel Durov, a quem acusa de "cumplicidade com terrorismo".

Tamanho do texto:

"Uma ordem de busca internacional foi emitida (...) contra o CEO do Telegram, P. Durov", empresário nascido na Rússia e detentor de passaportes francês e emiradense, informou o FSB em um comunicado.

Durov, que está na França, enfrenta na Rússia acusações de "cumplicidade com terrorismo" no âmbito de "uma investigação criminal" sobre o treinamento de jovens russos pelos serviços secretos ucranianos em atividades de sabotagem.

O FSB acusa o Telegram de não ter eliminado um 'bot' de encontros que, segundo as autoridades, a inteligência ucraniana utilizava para envolver homens russos "em atividades terroristas e de sabotagem".

Segundo o comunicado, 46 cidadãos com idades entre 12 e 22 anos que utilizaram o 'bot' Leo Match, proibido na Rússia, foram detidos desde julho de 2025 em diversas regiões do país por agressão a membros das forças de segurança e por atos contra infraestruturas de energia e de transporte.

Todos foram contactados com o uso da ferramenta tecnológica por agentes de inteligência ucranianos que se faziam passar por garotas jovens com o objetivo de chantageá-los posteriormente, explicou o FSB.

Durov, naturalizado francês em 2021, foi detido em agosto de 2024 na região de Paris ao desembarcar de um avião e foi indiciado neste país por uma série de delitos relacionados ao crime organizado.

A Justiça francesa o acusa, em linhas gerais, de não ter adotado medidas contra a divulgação de conteúdos ilícitos em sua plataforma de mensagens e proibiu que ele deixe o país sem autorização.

A Rússia, que iniciou uma ofensiva na Ucrânia em fevereiro de 2022, impõe restrições digitais sem precedentes em seu território, que também afetam o aplicativo WhatsApp.

T.Batista--PC