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Psiquiatra diz em julgamento que medicação de Maradona era adequada para seu quadro
Um psiquiatra citado pela defesa afirmou nesta quinta-feira (10), em audiência do julgamento de sete profissionais de saúde pela morte de Diego Maradona em 2020, que a medicação que o ex-jogador recebeu durante sua internação domiciliar era a adequada para o seu quadro.
Maradona morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória e de um edema pulmonar, durante uma internação cuja pertinência, condições e assistência estão sendo examinadas neste julgamento.
Durante as audiências iniciadas em abril, especialistas convocados pela acusação questionaram os psicofármacos administrados pela psiquiatra Agustina Cosachov, uma das acusadas, devido aos seus possíveis efeitos sobre as funções hepática, renal e cardíaca.
Ao começarem, nesta semana, os depoimentos das defesas, o psiquiatra Aníbal Areco, convocado pelos advogados de Cosachov, contestou essa teoria.
"A causa da morte não pôde ser determinada, mas posso afirmar que não foi por intoxicação nem por uma questão medicamentosa", disse ele nesta quinta-feira perante o tribunal.
Areco afirmou que "a indicação psicofarmacológica foi adequada para o quadro que o paciente apresentava" e que a dose administrada "não provoca cardiotoxicidade".
O psiquiatra também relativizou a necessidade de internar Maradona contra a sua vontade, levantada por outros peritos durante o julgamento: "Não há indícios para afirmar que este paciente precisava desse processo".
Cosachov é acusada, juntamente com outros seis profissionais de saúde, de homicídio simples com dolo eventual, que pressupõe que o acusado tinha ciência do risco de que suas ações ou omissões poderiam causar a morte do ex-jogador.
A acusação questiona tanto a medicação psiquiátrica administrada quanto a participação de Cosachov na organização da internação domiciliar em uma casa em Tigre, ao norte de Buenos Aires, onde Maradona morreu em 25 de novembro de 2020.
Maradona havia sido transferido para lá depois de ter passado por uma cirurgia neurológica em 3 de novembro daquele ano.
O longo julgamento começou em abril e espera-se que termine antes de novembro, quando o tribunal de San Isidro, perto de Tigre, decidirá se o herói do título mundial da Argentina em 1986 foi vítima de homicídio.
Os acusados, embora com estratégias diferentes, alegam inocência em relação a uma acusação que prevê penas de até 25 anos de prisão.
G.M.Castelo--PC