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Com problemas de audiência e identidade, CNN investe no streaming
O canal de notícias americano CNN, com problemas de audiência e identidade, vai eliminar cerca de 200 postos de trabalho, 6% de seu pessoal, na TV tradicional, mas promete fazer contratações para reforçar seu serviço de streaming, anunciou seu presidente nesta quinta-feira (23).
"Nosso objetivo é simples: deslocar o centro de gravidade da CNN para as plataformas e produtos para onde as audiências vão e, fazendo isso, assegurar o futuro da CNN como uma das grandes organizações de informação do mundo", afirmou o presidente da rede, Mark Thompson, em nota aos funcionários, à qual a AFP teve acesso.
"Sim, haverá demissões. Cerca de 6% dos efetivos serão afetados", disse. "Mas não esperamos que o número total de funcionários diminua muito este ano, inclusive [esperamos] que não diminua", acrescentou.
Segundo a CNN, a Warner Bros. Discovery, sua casa matriz, investirá 170 milhões de dólares (cerca de R$ 1 bilhão) em projetos digitais com mais de 100 empregos a serem criados no primeiro semestre de 2025 e "centenas de contratações nos próximos trimestres no mundo".
Em julho de 2024, a empresa já tinha anunciado a supressão de uma centena de empregos, bem como um serviço de assinaturas em seu site para produtos exclusivos de "informação" e "análise".
Thompson também anunciou, nesta quinta-feira, o lançamento futuro de um serviço de streaming pago, sem entrar em detalhes. A CNN já está presente na plataforma Max (ex-HBO), de propriedade da Warner Bros. Discovery.
A CNN já tinha lançado um serviço de streaming pago em 2022, o CNN+, mas em um mês este foi encerrado ruidosamente com prejuízos, pois não entrava nos planos de fusão entre a WarnerMedia (CNN, HBO Max) e a Discovery.
A emblemática emissora de notícias de um setor de TV a cabo em declínio também foi afetada pela concorrência. Sistematicamente, é superada nos Estados Unidos pela rede preferida dos conservadores, a Fox News. Também foi superada pela MSNBC, que nos últimos anos adotou um tom muito crítico em relação a Donald Trump, que acaba de voltar à Casa Branca.
E.Ramalho--PC