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Karla Sofía Gascón diz que ficará 'em silêncio' em respeito ao filme 'Emilia Pérez'
A atriz espanhola Karla Sofía Gascón, que se envolveu em um escândalo por causa de tuítes ofensivos que postou no passado, anunciou nesta sexta-feira (7) que permanecerá "em silêncio" em respeito ao filme que estrela, "Emilia Pérez", em meio à campanha do Oscar.
A polêmica começou no final de janeiro, quando antigos tuítes críticos a muçulmanos e afroamericanos nos Estados Unidos vieram à tona, e cresceu até quarta-feira, quando o diretor de "Emilia Pérez", Jacques Audiard, se distanciou de Gascón e descreveu suas mensagens como "indesculpáveis" e "cheias de ódio".
Seguindo as palavras de Audiard, "decidi, pelo filme, por Jacques, pelo elenco, pela equipe incrível que merece, pela linda aventura que todos nós tivemos juntos, deixar o trabalho falar por si", disse Gascón em uma mensagem em sua conta do Instagram.
A artista trans, indicada ao Oscar de Melhor Atriz por seu papel como uma traficante mexicana que quer mudar de sexo e desaparecer, disse que espera que seu "silêncio permita que o filme seja apreciado pelo que ele é, uma bela ode ao amor e à diferença".
A mensagem, na qual ela mais uma vez pede desculpas a "todos aqueles que foram feridos ao longo do caminho", foi acompanhada de uma foto de Audiard e da equipe do filme em Cannes, onde ganhou o Prêmio do Júri e o prêmio conjunto de Melhor Atriz, concedido a todo o elenco feminino (Gascón, Selena Gómez, Zoe Saldaña e Adriana Paz).
"Emilia Pérez", filmado na França e ambientado no México, é o filme com mais indicações, 13, na cerimônia do Oscar de 2 de março.
Após o escândalo, a Netflix removeu a atriz da campanha promocional do filme nos Estados Unidos, de acordo com a imprensa americana.
Na Espanha, a editora Dos Bigotes anunciou na quinta-feira que, "à luz" dos tuítes, desistiu de publicar um livro de Gascón, lançado no México em 2018.
"Emilia Pérez", que recebeu quatro Globos de Ouro, também se envolveu em outra polêmica no México, onde recebeu muitas críticas pela maneira como retrata questões como tráfico de drogas, migração e corrupção.
L.E.Campos--PC