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Em tribunal, esposa do presidente do governo espanhol nega ter desviado fundos
A esposa do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, que já prestou depoimento várias vezes perante um juiz, compareceu novamente a um tribunal nesta quarta-feira (10) para responder a uma suspeita de desvio de fundos, o que negou categoricamente.
Begoña Gómez se limitou a responder a "três ou quatro perguntas" feitas por seu advogado "durante um minuto e meio ou dois minutos" em uma audiência a portas fechadas, indicou uma fonte judicial presente no interrogatório.
O juiz Juan Carlos Peinado, responsável pelo caso, busca determinar se uma funcionária contratada pela presidência do governo trabalhou para Gómez, então responsável por um programa de mestrado na Universidade Complutense de Madri.
Se Cristina Álvarez serviu "às atividades privadas de Begoña Gómez", isto poderia "representar um desvio de recursos públicos em benefício de interesses privados", indicou o juiz ao citar ambas.
Gómez afirmou que, de forma "pontual", pediu a Álvarez, encarregada de assisti-la, para "enviar alguma mensagem", mas insistiu que esta última "nunca" a ajudou em suas atividades profissionais.
Segundo ela, a assistente gerenciava a agenda institucional e conhecia sua agenda pessoal apenas para evitar que houvesse sobreposições.
Esta é a quarta vez que Gómez comparece perante o juiz Peinado, que já a investiga por suposta corrupção e tráfico de influências.
O magistrado investiga desde abril de 2024 se a esposa de Sánchez se aproveitou do cargo de seu marido para obter financiamentos para o mestrado na universidade, que dirigiu até o ano passado.
Na semana passada, o presidente do governo espanhol acusou alguns juízes de estarem "fazendo política", afirmando que os casos judiciais que envolvem vários de seus aliados, são "denúncias falsas".
L.Carrico--PC