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Museu de IA oferece imersão sensorial na Floresta Amazônica
Com visualizações imersivas, cheiros da natureza, sons e sabores, um novo museu promete em Los Angeles uma viagem ao coração de uma floresta tropical, ou a uma interpretação dela por meio da inteligência artificial (IA).
Dataland, um projeto de Refik Anadol e Efsun Erkiliç, busca gerar arte multissensorial com a ajuda da IA e dos dados de seus próprios visitantes. Mais de 10 milhões de linhas de código estão por trás de suas animações, que concentram 1,5 bilhão de pixels, disse Anadol à AFP.
Sensores nas paredes vão calibrar os movimentos dos visitantes, que usarão um dispositivo semelhante a um relógio para monitorar suas emoções e sua frequência cardíaca com o objetivo de interagir com o modelo de IA, além de um difusor de fragrâncias portátil durante o percurso.
- Visita à Amazônia -
A mostra inaugural foi inspirada em uma visita de Anadol à Amazônia brasileira. Em uma das salas, ondas coloridas banham os visitantes. A experiência de cada grupo é única, exceto na Sala Infinita, uma viagem à Amazônia que Anadol descreve como "uma história viva".
"Gostaria que todos nós pudéssemos passar um tempo na floresta. (...) A pergunta foi: 'A floresta pode vir até nós?'", disse Anadol.
O modelo de IA se alimenta de bilhões de imagens e informações de florestas tropicais. É como se estivesse sonhando, explicou Efsun, que descreveu o processo como mais poético do que científico.
Os dados colhidos dos visitantes - movimentos, batimentos cardíacos e resposta galvânica da pele - também influenciam a obra, ao alimentarem em tempo real o modelo de IA, que responde com imagens e fragrâncias.
- Utopia -
O Dataland abrirá suas portas neste sábado, no centro de Los Angeles. "Há muito trabalho aqui, e é tudo trabalho humano. São colaborações entre seres humanos e máquinas", disse Anadol.
Ele contou que cresceu vendo na ficção científica uma utopia, e não uma distopia, e disse que o receio em torno da IA é esperado, por se tratar da "tecnologia mais transformadora que a humanidade já teve".
Efsun, sua parceira pessoal e profissional, acredita que a humanidade pode se adaptar: "Eu me recuso a acreditar que uma tecnologia pode nos apagar do mapa. Somos mais fortes do que isso."
A.Seabra--PC