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Direção do Louvre defende qualidade das vitrines quebradas no roubo
A direção do Louvre defendeu, nesta terça-feira (21), a qualidade das vitrines que continham as joias roubadas no domingo, em resposta a um artigo publicado por um jornal satírico francês que afirmava que elas eram "aparentemente mais frágeis que as antigas".
"O Museu do Louvre afirma que as vitrines instaladas em dezembro de 2019 representaram um avanço considerável em termos de segurança, pois o grau de obsolescência dos equipamentos antigos era evidente e, se não tivessem sido substituídas, teriam forçado a retirada das obras da exposição pública", afirmou a direção da instituição parisiense à AFP.
O jornal satírico Le Canard Enchaîné afirmou que o roubo das peças históricas na manhã de domingo "foi possível graças às vitrines ultramodernas para as joias da coroa, que são aparentemente mais frágeis que as antigas".
O grupo de ladrões precisou de apenas alguns minutos para entrar na galeria Apolo, que acessou por meio de um elevador de carga externo. Eles usaram uma serra circular para quebrar várias vitrines instaladas em 2019 e roubaram nove joias. Em sua fuga, deixaram para trás uma das peças.
O Le Canard Enchaîné alega que uma antiga vitrine blindada instalada na galeria na década de 1950, equipada com um sistema que lhe permitia desaparecer "ao primeiro sinal de alerta" em um cofre escondido em sua base, teria impedido o roubo se tivesse permanecido no local.
A direção do Louvre insiste que esse sistema, equipado com um novo mecanismo na década de 1980, estava "obsoleto, com incidências de bloqueios quando as laterais desciam".
"Houve vários acidentes" que colocaram "as obras em risco", acrescentou o museu.
Após diversos estudos iniciados em 2014, foram encomendadas três novas vitrines, "que atendiam a todas as garantias necessárias", incluindo as duas quebradas no domingo, afirmou a mesma fonte.
Nogueira--PC