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Musk lança site para competir com Wikipédia, que ele acusa de viés ideológico
A empresa xAI de Elon Musk lançou, na segunda-feira (27), a Grokipedia para competir com a Wikipédia, a enciclopédia digital colaborativa criada em 2001, que ele acusou de viés ideológico de esquerda.
A versão 0.1 do site já contava com mais de 885.000 artigos até a tarde de segunda-feira, em comparação com os mais de sete milhões de artigos da Wikipédia em sua versão em inglês.
O lançamento do site por Musk veio com a promessa de uma nova versão 1.0 que, segundo o empresário, será "dez vezes melhor" do que o site atual, que já é, segundo ele, "melhor do que a Wikipédia".
"O objetivo do Grok e da Grokipedia.com é a verdade, toda a verdade e nada além da verdade. Nunca seremos perfeitos, mas ainda assim lutaremos por esse objetivo", escreveu Musk em sua conta na rede social X.
O lançamento da Grokipedia estava previsto para o final de setembro, mas o empresário americano o adiou para "eliminar a propaganda", explicou Musk em outra publicação no X.
Musk tem sido um constante crítico da Wikipédia. Em 2024, ele acusou o site de ser "controlado por ativistas de extrema esquerda" e pediu o fim das doações à plataforma. Em agosto, ele declarou que a Wikipédia não poderia ser "usada como fonte definitiva" porque "seu controle editorial tem um viés extremamente esquerdista".
O conteúdo da Grokipedia é gerado por inteligência artificial (IA) e pelo assistente de IA generativa Grok.
Um artigo da Grokipedia sobre Musk indica, por exemplo, que o CEO da Tesla e da SpaceX fomentou "debates mais amplos sobre progresso tecnológico, declínio demográfico e vieses institucionais, muitas vezes por meio do X".
O artigo também acrescenta que ele fez isso em meio a "críticas da mídia tradicional, que demonstra uma inclinação à esquerda em sua cobertura".
A Wikipédia, criada em 2001, é uma enciclopédia colaborativa administrada por voluntários, financiada em grande parte por doações e cujas páginas podem ser escritas ou editadas por usuários da Internet.
A empresa afirma ter um "ponto de vista neutro" em seu conteúdo.
E.Raimundo--PC