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Corte de apelações rejeita ação de Trump contra a CNN por difamação
Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (18) a rejeição de uma ação que Donald Trump apresentou contra a CNN por descrever sua afirmação de que as eleições presidenciais de 2020 foram roubadas como a "Grande Mentira".
Na ação apresentada em um tribunal federal na Flórida em outubro de 2022, Trump, então ex-presidente, havia alegado que o uso da frase pela rede de notícias a cabo o associava a táticas utilizadas por Adolf Hitler.
O uso de "Grande Mentira" por parte da emissora, disse, representava um "esforço deliberado da CNN para propagar entre sua audiência uma associação entre o autor e uma das figuras mais repugnantes da história moderna".
Mas em julho de 2023, o juiz Raag Singhal, indicado por Trump durante seu primeiro período na Casa Branca (2017-2021), rejeitou a ação de 475 milhões de dólares (cerca de 2,53 bilhões de reais) contra a CNN.
"A retórica ruim não é difamação quando não inclui declarações objetivamente falsas", afirmou em sua decisão.
O Tribunal de Apelações do 11º Circuito, em Atlanta, concordou.
"Trump não alegou de forma adequada a falsidade das declarações da CNN", disse o colegiado de três juízes, entre eles dois indicados por Trump.
"Portanto, ele não conseguiu apresentar uma ação por difamação", concluiu.
Trump, que voltou à Casa Branca em janeiro após vencer as eleições de novembro de 2024, segue insistindo sem provas que ganhou as eleições presidenciais de 2020 contra o democrata Joe Biden.
O presidente republicano já apresentou várias ações contra veículos de comunicação, que ele acusa de divulgarem "notícias falsas", e fechou acordos financeiros em vários casos.
Na semana passada, Trump ameaçou processar a emissora pública britânica BBC por até 5 bilhões de dólares (cerca de 26,68 bilhões de reais) devido a uma montagem enganosa do discurso que ele fez em 6 de janeiro de 2021, antes do ataque de seus apoiadores ao Capitólio, em Washington.
Trump foi acusado de conspirar para anular os resultados das eleições de 2020, mas o caso foi rejeitado após as eleições de novembro de 2024, em virtude de uma política do Departamento de Justiça que impede acusar ou processar um presidente em exercício.
V.F.Barreira--PC