-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
-
Falha grave no Paint permite execução remota de código no Windows 11
-
Tesla reduzirá Cybertruck no Texas para ampliar produção do Cybercab
-
Data centers já respondem por 65% da receita da AMD
-
Jardins do Palácio Guanabara passam a receber visitas gratuitas
-
Galeria Movimento recebe encontro sobre investimento no terceiro setor
Pobreza aumenta e atinge 40,1% dos argentinos no primeiro semestre de 2023
A pobreza na Argentina alcançou 40,1% da população no primeiro semestre de 2023, segundo dados oficiais publicados nesta quarta-feira (27), a poucas semanas das eleições presidenciais, marcadas pela situação crítica da economia.
Além disso, o instituto estatal de estatística, Indec, informou que 9,3% da população vive em situação de indigência, quando as pessoas não têm rendimentos suficientes para cobrir os gastos alimentares básicos.
"Os preços aumentam e a renda das famílias não se recupera. Com o tempo, sempre fica abaixo e com perdas muito importantes de um mês para o outro", explicou à AFP Eduardo Donza, pesquisador do Observatório da Dívida Social Argentina da Universidade Católica Argentina (UCA).
O principal fator que incide na medição da pobreza é a inflação elevada, que fechou em 50,7% no primeiro semestre e continuou subindo para 80,2% até agosto, quando registrou o maior valor mensal em três décadas (12,4%). A medição a 12 meses mostra um aumento de mais de 120% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC).
- Inflação e trabalho precário -
Donza assinalou que, além da inflação, há uma "precarização" do trabalho, o que obriga muitos a buscar uma fonte de renda adicional para chegar ao fim do mês.
A pobreza foi de 36,5% no primeiro semestre de 2022 (com 8,8% de indigência) e de 39,2% no segundo (8,1% de indigência).
"Há uma situação de perda de poder aquisitivo de todos os grupos da população", apontou Leopoldo Tornarolli, pesquisador do Centro de Estudos Distributivos, Trabalhistas e Sociais da Universidade Nacional de La Plata.
Segundo esse especialista, a tendência é de alta e a inflação bastante elevada dos últimos três meses vai gerar, no fim do ano, "outro máximo de pobreza que, inclusive, deve superar o pior momento da pandemia", ao final de 2020, quando o índice chegou a 42%.
"Há famílias com rendimentos menores reais em todos os estratos sociais. Isso significa que alguns que eram classe média se tornam vulneráveis e alguns que eram vulneráveis se tornam pobres", explicou.
Por décadas, a Argentina aparecia entre os países com menor pobreza em comparação com outros vizinhos da região.
"O lamentável é que a tendência mudou", destacou Donza. "Muitos vizinhos nossos melhoraram a situação de suas populações, enquanto a Argentina retrocedeu, partindo de uma situação que, nas décadas de 1940, 1950, 1960 e até 1980, era bastante invejável."
"A Argentina está entrando em uma piora constante e cada vez mais acentuada", opinou.
Nesse sentido, a deterioração da situação econômica tem dominado a campanha eleitoral para as eleições de 22 de outubro.
Nos últimos dias, o ministro da Economia e candidato da situação, Sergio Massa, anunciou subsídios e reduções de impostos para aliviar a perda de renda. Do outro lado, o libertário de extrema direita Javier Milei promete cortes de gastos públicos e a dolarização da economia.
L.Torres--PC