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Mais 7.000 trabalhadores se juntam à greve do sindicato UAW, do setor automotivo nos EUA
O presidente do sindicato americano de automóveis (UAW, na sigla em inglês), Shawn Fain, convocou mais 7.000 trabalhadores, nesta sexta-feira (29), para aderirem à greve em curso no setor.
O chamado diz respeito a duas fábricas: uma da Ford, em Chicago; e outra, da General Motors, em Lansing (Michigan).
Esses operários vão se juntar aos 18.600 já paralisados, no âmbito desse movimento que começou há duas semanas em busca de melhorias salariais para os trabalhadores destas duas empresas e da Stellantis.
O líder sindical especificou que não haverá prorrogação da greve na Stellantis, devido a "avanços significativos" em vários pontos em discussão. Ele mencionou um mecanismo de reajuste salarial com base no custo de vida e o direito à greve, em caso de fechamento de fábricas, ou remanejamento da produção por parte do fabricante.
"Estamos entusiasmados em ver este impulso na Stellantis", disse o líder do poderoso sindicato.
Na semana passada, o UAW saudou avanços significativos com a Ford.
Mas o vento parece ter mudado, e o presidente do UAW criticou a Ford, publicamente, esta semana por ter suspendido, na segunda-feira, a construção de uma fábrica de baterias em Michigan, considerada um grande projeto pela empresa.
Esta semana, os trabalhadores em greve receberam apoio do presidente Joe Biden, que foi a um centro de distribuição de autopeças da GM em Belleville, subúrbio de Detroit, na terça-feira.
G.Machado--PC