-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
Copom reduz Selic em 0,5 ponto percentual, a 12,25%
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) aplicou um novo corte na Selic, sua taxa básica de juros, nesta quarta-feira (1º), situando-a em 12,25%, diante da evolução do "processo de desinflação", informou a instituição em nota.
Trata-se da terceira vez consecutiva que o Copom reduz a Selic desde o início do ciclo de baixas, em agosto, de acordo com a expectativa do mercado, e atento às adversidades no cenário internacional.
"A inflação cheia ao consumidor manteve trajetória de desinflação, mas segue acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta de inflação", indicou o Copom no comunicado divulgado ao término de sua penúltima reunião do ano.
Em setembro, a alta de preços acumulada em 12 meses atingiu 5,19%, ultrapassando a meta de inflação do BCB (4,75%).
Cerca de 140 consultorias e entidades financeiras já haviam previsto a decisão do Copom em uma pesquisa do jornal econômico Valor.
O BCB tem mantido o ritmo dos cortes em 0,5 ponto percentual desde sua primeira redução em três anos, em agosto passado, quando os juros estavam em 13,75%. O movimento seguinte ocorreu em setembro.
Com 12,25%, o Brasil volta a liderar o ranking mundial de juros reais (descontando a inflação projetada para 12 meses), após um breve período atrás do México, segundo o site especializado MoneYou.
Para sua última reunião de 2023, em dezembro, o Copom "antevê uma redução da mesma magnitude", considerando que "esse é o ritmo adequado para manter a política monetária contracionista necessária" para que a inflação continue cedendo.
Um novo corte de 0,5 ponto percentual deixaria a Selic em 11,75% no final do ano, conforme anteciparam os analistas na pesquisa Focus do BCB divulgada na última segunda-feira.
- Dúvidas sobre a situação fiscal -
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressionou as autoridades do Banco Central a reduzir as taxas, devido à queda do índice de preços ao consumidor. A previsão do mercado é de uma inflação de 4,63% para o final do ano, de acordo com o boletim Focus do Banco Central.
Sua intenção é impulsionar a economia, incentivando o consumo e o investimento com créditos mais baratos.
Apesar do nível ainda alto dos juros, o mercado melhorou suas expectativas e espera um crescimento do PIB de 2,89% em 2023.
Contudo, a discussão política na última semana concentrou-se na situação fiscal do país, após Lula afirmar, às vésperas da reunião do Copom, que "dificilmente" o Brasil alcançará um déficit fiscal zero em 2024.
Essa promessa, prevista no orçamento enviado ao Congresso, havia trazido tranquilidade sobre as perspectivas econômicas, após a eliminação do teto de gastos públicos imposto por lei e sua substituição por um novo regime em agosto.
O Copom pediu firmeza com "as metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação".
Analistas alertam que uma flexibilização da meta fiscal poderia aumentar os gastos públicos, aumentando o risco inflacionário.
- Complicações no cenário externo -
As autoridades do BCB enfatizaram a necessidade de "atenção e cautela" por parte dos países emergentes como o Brasil, diante de um ambiente externo "adverso".
Por um lado, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, manteve nesta quarta-feira sua taxa de juros em uma faixa de 5,25% a 5,50% pela segunda reunião consecutiva. Tratam-se de cifras máximas em 22 anos em um contexto de uma inflação que "permanece alta", segundo o Fed.
Juros elevados nos países ricos atraem capital internacional e reduzem o atratividade das economias emergentes.
O Copom mencionou "novas tensões geopolíticas", devido à guerra no Oriente Médio entre Israel e o Hamas desde 7 de outubro.
O conflito ameaça provocar um aumento nos preços do petróleo, o que elevaria as cotações das commodities, impulsionando a inflação.
O.Salvador--PC