-
Vaso sanitário dourado é instalado em Washington para ironizar Trump
-
Processo de venda do estádio de San Siro vira alvo de investigação na Itália
-
Ministro húngaro denuncia 'ingerência estrangeira' após acusação de passar informação à Rússia
-
Tiger Woods portava forte analgésico no bolso quando sofreu acidente, diz polícia
-
Patriarca latino anuncia que Páscoa em Jerusalém será a portas fechadas
-
Nobel da Paz iraniana teria sofrido infarto, advertem apoiadores
-
Suprema Corte dos EUA invalida lei no Colorado que proibia 'terapias de conversão'
-
Tottenham anuncia Roberto De Zerbi como novo técnico
-
Jogadores da seleção do Irã homenageiam crianças vítimas da guerra
-
Infantino confirma que Irã jogará Copa do Mundo nos Estados Unidos
-
Ataques de EUA e Israel atingem Irã após ameaça de Trump
-
Austrália goleia Curaçao (5-1) em amistoso preparatório para Copa do Mundo
-
Liga, streaming e 'Marty Supreme': tênis de mesa profissional emerge nos EUA
-
Escândalo de 'deepfakes' sexuais provoca onda #MeToo na Alemanha
-
Suprema Corte dos EUA invalida lei no Colorado que proíbe 'terapias de conversão'
-
Lula confirma Alckmin como pré-candidato a vice em busca da reeleição
-
Teste do gene SRY é 'simplista' demais, admite cientista que o descobriu
-
Treinadora nigeriana usa futebol como ferramenta de combate às drogas
-
Vencedores e perdedores nas bolsas após um mês de guerra no Oriente Médio
-
Petroleiro russo atraca em Cuba durante crise energética
-
Inflação na zona do euro sobe para 2,5% em 12 meses
-
Manifestantes se mobilizam na Alemanha em apoio à atriz vítima de 'deepfake'
-
‘Sentimos falta das coisas mais simples’: moradores de Teerã no limite após um mês de guerra
-
Regulador investiga redes sociais após proibição para adolescentes na Austrália
-
Australiano recorre à IA para encontrar vacina que salve sua cadela do câncer
-
Príncipe Harry e Elton John exigem inenização 'substancial' do Daily Mail
-
Ataques intensos dos EUA e Israel atingem Irã após ameaça de Trump
-
Petroleiro russo se aproxima de Cuba para entregar combustível
-
Irã lança mísseis contra países do Oriente Médio após ameaça de Trump
-
Nasa inicia contagem regressiva para lançamento lunar
-
Cubanos aguardam chegada de petróleiro russo em meio a bloqueio dos EUA
-
Defesa de Bolsonaro nega uso de celular em prisão domiciliar
-
Céline Dion anuncia retorno aos palcos com shows em Paris
-
Alemanha sofre, mas vence Gana (2-1) em amistoso preparatório para Copa do Mundo
-
Vaticano expressa 'pesar' a Israel por barrar patriarca no Santo Sepulcro
-
Parlamento de Israel aprova lei de pena de morte para palestinos condenados por 'atos de terrorismo'
-
Plata é acolhido no Equador após problemas disciplinares no Flamengo
-
Guerra no Oriente Médio aumenta trânsito de navios pelo Canal do Panamá
-
Presidente da AFA é acusado formalmente de evasão fiscal
-
Messi será titular em amistoso contra Zâmbia, anuncia Scaloni
-
Aluno de 13 anos morre em ataque a tiros em escola na Argentina
-
Juiz suspende parcialmente reforma trabalhista de Milei na Argentina
-
Finais da repescagem definem últimas quatro vagas europeias na Copa do Mundo
-
Primeiros pagamentos a seguranças devem reduzir caos em aeroportos dos EUA
-
Alemanha pressiona por retorno de refugiados sírios durante visita de Al-Sharaa
-
Trump ameaça destruir principal terminal petrolífero do Irã apesar da alta dos preços
-
Piquerez sofre lesão ligamentar no tornozelo e passará por cirurgia
-
Criador do OpenClaw afirma que 2026 será o ano dos agentes de IA
-
Ancelotti diz que já definiu escalação do Brasil para estreia na Copa do Mundo
-
Cinco curiosidades que marcam o 50º aniversário da Apple
Criadoras de conteúdo adulto enfrentam abusos na Colômbia
Quartos insalubres, brinquedos sexuais compartilhados, turnos excessivos, clientes com pedidos degradantes, assédio. Durante anos silenciadas, as criadoras de conteúdo adulto denunciam os abusos que sofreram na Colômbia, meca desse negócio bilionário.
Em um luxuoso estúdio com webcam, em Bogotá, Paula Osorio, de 25 anos, recorda seu início na indústria há cinco anos, sob condições de trabalho injustas em um país onde o trabalho sexual é legal.
"Era regra fazer 12 horas diárias (de transmissão), se não, me tiravam uma porcentagem do dinheiro que eu ganhava", disse.
Relatos similares foram denunciados em um relatório do Human Rights Watch (HRW), em dezembro, que evidenciou múltiplos abusos psicológicos, físicos e condições insalubres em alguns estúdios na Colômbia, onde as jovens enfrentam falta de oportunidades.
Segundo a ONG internacional, no país há milhares de estúdios e dezenas de milhares de mulheres, tanto cisgênero quanto transgênero, nesta atividade, as quais são pobres, mães solo ou de baixa escolaridade.
"Eu pensava que isso (as multas) era normal dentro da indústria, que todos os estúdios eram assim. Eu comecei lá para ter o que comer e eles abusavam (...) porque eu não tinha para onde ir", diz Osorio, que agora trabalha em melhores condições.
A desvalorização da moeda local em relação ao dólar faz da Colômbia um dos maiores centros de produção de conteúdo adulto online do mundo, no mesmo nível da Romênia, de acordo com especialistas.
- "Estúdios de garagem" -
Com base em 55 entrevistas com trabalhadoras do ramo, a HRW identificou que a maioria foi “pressionada, ameaçada ou coagida” a realizar atividades “degradantes, traumatizantes ou fisicamente dolorosas”.
Em alguns estúdios, a falta de higiene levou a erupções cutâneas e outros problemas de saúde relacionados à presença de fluidos como sangue, vômito e fezes.
Além disso, o informe chama a atenção para a falta de transparência nos contratos e a repartição desigual do dinheiro.
Quase todas as entrevistadas pela AFP concordam que este último aspecto foi traumático, considerando que a maioria delas veio para a indústria em busca de uma renda boa e rápida, em um país com um salário mínimo baixo (320 dólares ou cerca de 1.800 reais na cotação atual) e um alto nível de informalidade (55%).
"As companheiras (...) são vítimas de violência dentro dos estúdios, não em todos", diz Carolina Calle, uma trabalhadora do sexo e defensora dos direitos humanos na ONG "Corporación Calle 7".
A mulher, de 40 anos, deixou o mercado de conteúdo adulto há uma década após ter experiências ruins, como compartilhar brinquedos sexuais com outras mulheres.
Fontes jornalísticas citadas pela HRW indicam que esse negócio gerou cerca de US$ 40 milhões (valor em 235,6 milhões de reais na cotação atual) em 2021 na Colômbia e que em 2020 havia cerca de 40.000 trabalhadoras. O salário delas depende de sua popularidade, mas a maioria ganha mais do que o salário mínimo.
Desde 2024, o governo vem trabalhando na regulamentação dessa atividade para garantir os direitos trabalhistas e combater a evasão fiscal.
Os estúdios não são legalmente constituídos como empresas de conteúdo adulto online, dada a lacuna na lei.
Embora o relatório tenha gerado temores no setor, a demanda por trabalhadores - inclusive homens - continua a crescer.
Sergio Rueda, proprietário do estúdio GoldLine, não se sentiu contemplado com o levantamento do HRW. Ele reconhece que existem de fato “estúdios de garagem”, ou seja, com orçamentos baixos, mas ressalta que eles não representam toda a profissão.
- "Violação de direitos" -
Cansada dos abusos, Darling Leon criou um centro de treinamento para ensinar as criadoras a lidar com eles.
“Isso evita que elas se envolvam em um escândalo de violação de direitos”, diz a ex-profissional do ramo, de 28 anos.
Muitas entrevistadas relataram que os abusos levaram-nas à depressão, ansiedade e distúrbios alimentares, diz a HRW.
De acordo com Katherine Arroyave, psicóloga da GoldLine, sete em cada dez mulheres que entram em seu estúdio tiveram “experiências ruins” no passado.
V.Fontes--PC