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RD Congo aposta em congelar a exportação de cobalto para frear queda de preços
A República Democrática do Congo (RDC) suspendeu temporariamente a exportação de cobalto para tentar conter a queda dos preços do mineral, mas especialistas advertem que a medida é arriscada.
O governo afirma que suspender por quatro meses a exportação do componente de baterias elétricas para veículos busca estabilizar o mercado "diante da excessiva quantidade de oferta" internacional.
A RDC produziu 76% do cobalto mundial em 2024, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, mas seus preços caíram 75% nos últimos três anos, alcançando seu nível mais baixo em oito anos.
Robert Searle, analista da Fastmarkets, agência que divulga preços de matérias-primas, advertiu que a suspensão provoca "riscos importantes".
"As empresas chinesas investiram bilhões de dólares na indústria de mineração da RDC, a incerteza e proibição as surpreenderam e podem frear novos investimentos no país", declarou a AFP.
Searle disse ainda que "o aumento dos preços do cobalto e as interrupções (do fornecimento) podem ceder espaço ao desenvolvimento" de baterias sem cobalto ou que utilizem menor quantidade do mineral "nos próximos anos".
- Aumentos importantes -
Fabricantes de baterias para veículos elétricos, especialmente empresas chinesas, já parecem interessados em baterias sem cobalto, como as de lítio, ferro e fosfato. Elas são menos eficientes, porém mais baratas.
Ainda assim, a suspensão das exportações rendeu frutos com um aumento no preço do cobalto.
O país africano tem reservas de cobalto, mas as empresas acreditam que sejam insuficientes para quatro meses. Segundo Searle, os preços podem disparar sem uma oferta alternativa.
Ele disse que nos últimos dois anos houve um aumento no fornecimento de cobalto da RDC, especialmente da China Molybdenum Company (CMOC). Esta empresa, líder mundial na produção do mineral, opera duas das maiores minas do mundo, localizadas na RDC.
Por ser um subproduto do cobre, o aumento de sua extração devido aos seus altos preços também leva ao excesso de cobalto, dizem analistas.
- Crime organizado -
Apesar de sua riqueza mineral, quase três quartos da população da RDC vive com menos de 2,15 dólares por dia (12,40 reais), segundo dados de 2024 do Banco Mundial. Naquele ano, o setor de mineração contribuiu com mais de 70% do crescimento econômico do país africano.
No entanto, o setor enfrenta contrabando, redes criminosas e corrupção.
A situação piorou em 2021 com o ressurgimento do conflito nas regiões de mineração de ouro e coltan nas províncias de Kivu do Norte e do Sul.
O cobalto é extraído na província de Katanga, no sudeste do país, a cerca de 1.000 km do conflito, e permaneceu fora da guerra.
Mas sua rede de abastecimento é marcada por "níveis complexos de crime organizado", disse em 2024 Oluwole Ojewale, pesquisador da Enact, que analisa o crime organizado na África.
Em 2019, o governo congolês criou a Arecoms, um órgão regulador da mineração artesanal, que proibiu o trabalho infantil e incluiu estudos ambientais na atividade.
Porém, grupos de direitos humanos continuam denunciando a corrupção e as condições de trabalho perigosas para crianças em minas artesanais, especialmente de cobalto.
F.Cardoso--PC