-
Reino Unido recupera ouro de resíduos eletrônicos para fabricar joias
-
Secretário do Tesouro dos EUA diz que há chances de acordo com Irã para reabrir Ormuz
-
Salvadorenho morreu em centro de detenção migratória em Nova Jersey
-
Neymar evita pensar em 2027, mas pai do jogador descarta aposentadoria
-
Rabat diz que alertou Madri sobre risco representado por decisão judicial espanhola
-
Projétil atinge navio e tensão aumenta em Ormuz
-
UE se reúne para discutir crise migratória em Ceuta
-
Ataques entre Rússia e Ucrânia deixam oito mortos
-
Bombeiros lutam para conter incêndio ao noroeste de Atenas
-
Guatemala declara alerta de 'perigo' após erupção de vulcão
-
Mais de 65 mil pessoas fogem dos incêndios que devastam cidade no noroeste dos EUA
-
Petro diz temer 'guerra civil' na Colômbia após suposta fraude eleitoral
-
Trump afirma que EUA e Irã negociam e alerta para 'última oportunidade'
-
Incêndio na França revela obuses da Segunda Guerra Mundial
-
Mau tempo em cuba dificulta reconexão elétrica após apagão
-
Conselho de Paz tranquiliza Israel após objeções a retirada de Gaza
-
Tarifas de Trump voltam à mira da Justiça nos EUA
-
Crise em Ceuta abre nova frente para premier da Espanha
-
Ex-presidente hondurenho indultado pelos EUA vai se defender em liberdade
-
MLS escolhe Larry Berg como comissário para suceder Don Garber
-
Vladimir Petkovic deixa cargo de técnico da Argélia
-
Vinte e cinco estados democratas processam governo Trump por 'tarifaço'
-
737 MAX 7 da Boeing obtém certificação após vários anos de atrasos
-
Trump diz que EUA e Irã estão negociando e alerta para 'última oportunidade'
-
Real Madrid acerta transferência do atacante Gonzalo García para o Fulham
-
Zelensky demite embaixadora ucraniana nos Estados Unidos
-
Fritz vence Jódar na final em Washington e conquista seu 11º título
-
Trump acusa petroleiras de ganhar 'dinheiro demais' graças à guerra com Irã
-
Eala vence Pegula na final em Washington e conquista seu 1º título WTA
-
Taxa de homicídios recuou no México em 2025
-
Cuba restaura eletricidade após apagão nacional, mas cortes persistem
-
Irmãs Williams recebem convites para disputar duplas do WTA 1000 de Cincinnati
-
Incêndio perto de Bordeaux revela projéteis da Segunda Guerra Mundial
-
Eala vence Pegule na final em Washington e conquista seu 1º título WTA
-
Casa Branca terá reunião sobre regulação da IA na terça-feira
-
Trump diz que Irã deve escolher entre 'acordo' ou 'rendição total'
-
Flick admite que Barça precisa de reforços no ataque
-
Chelsea contrata meia Jordan Henderson, do Brentford e da seleção inglesa
-
Atividade industrial cresce em ritmo acelerado em julho nos EUA
-
Seleção dos EUA renova com técnico Mauricio Pochettino até a Copa de 2030
-
Edin Dzeko renova com Schalke 04 por mais um ano
-
Cuba começa a restabelecer eletricidade após novo apagão nacional
-
Inglaterra e Gales tiveram julho mais seco desde que começaram os registros
-
Espanha defende sua soberania sobre Ceuta após crise migratória
-
Amazon ultrapassa pela primeira vez os US$ 3 trilhões em valor de mercado
-
Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado
-
Condições de trabalho na América Latina melhoraram pouco em três décadas, diz BID
-
Chefe da UE pede resposta comum para 'reforçar fronteiras' após crise em Ceuta
-
'Ted Lasso' retorna aos gramados com equipe feminina
-
Ataque russo queima oito milhões de livros na Ucrânia, denuncia editora
Quase 60 países participam de primeiro encontro na Colômbia para superar as energias fósseis
Diante do idílico Mar do Caribe, cruzado por navios que transportam carvão, quase 60 governos se reúnem nesta terça (28) e quarta-feira em um encontro inédito na Colômbia para abandonar os combustíveis fósseis, apesar da dependência mundial desses poluentes.
A conferência organizada pela Colômbia e pelos Países Baixos em Santa Marta acontece em meio ao conflito no Oriente Médio, que colocou em xeque a segurança energética mundial e disparou os preços do petróleo.
À medida que os delegados chegavam na segunda-feira para esta reunião de alto nível, ativistas climáticos e povos indígenas protestavam contra os combustíveis fósseis nas ruas e praias desta cidade turística e, ao mesmo tempo, grande porto de exportação do carvão colombiano.
O encontro reúne desde países produtores de combustíveis fósseis, como Brasil, Canadá e Noruega, até pequenos Estados insulares ameaçados pelo aquecimento, como Tuvalu.
Não conta com os maiores emissores mundiais, como China, Estados Unidos e Rússia, mas para seus participantes isso é uma vantagem para evitar que atrapalhem as discussões, como costuma acontecer nas conferências do clima da ONU.
Na COP28 de Dubai, em 2023, a comunidade internacional se comprometeu a iniciar uma transição para abandonar o petróleo, o gás e o carvão, os maiores poluentes do planeta.
No entanto, desde então não houve avanço. As emissões de gases de efeito estufa provenientes desses combustíveis voltaram a aumentar em 2025, até atingir um máximo histórico.
Além disso, os países gastam cinco vezes mais para apoiar essas fontes de energia, por exemplo, com subsídios, do que com as renováveis, segundo um estudo do Instituto Internacional de Desenvolvimento Sustentável.
Em Santa Marta, "há possibilidades reais" de romper essa dependência, disse à AFP a ex-presidente irlandesa Mary Robinson, ex-enviada especial da ONU para o Clima. "Nunca antes tínhamos tido o tempo e o espaço para fazer isso", acrescentou.
- O papel da ciência -
Cientistas apresentaram no domingo um "menu" com 12 medidas para orientar de forma concreta os Estados. Por exemplo, "parar todo novo projeto de extração ou de infraestrutura para as energias fósseis".
"Sem dúvida, não há nenhuma justificativa para fazer qualquer nova exploração dos combustíveis fósseis", afirma à AFP Carlos Nobre, renomado meteorologista brasileiro, presente em Santa Marta para lançar um painel científico que apoiará os países na transição.
Mesmo que não se faça nenhuma nova exploração, "a quantidade de combustíveis fósseis, petróleo, carbono e gás natural que já existem vai fazer a temperatura chegar até dois graus e meio em 2050", acrescenta.
Hoje o mundo está em +1,4 °C em relação ao século XIX, e as nações estabeleceram em 2015 o limite de 2 °C, ou mesmo de 1,5 °C, para evitar um efeito catastrófico para o futuro do planeta.
Mas substituir carros à gasolina, caldeiras a diesel e fábricas a gás por equivalentes movidos a energia solar ou eólica representa um esforço financeiro colossal.
Mesmo as nações mais decididas, como a Colômbia do presidente Gustavo Petro, reconhecem que ainda precisarão de décadas.
Outros países, como o Brasil, parecem inclusive reforçar sua política extrativista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou na semana passada que a Petrobras trabalha com a mexicana Pemex para chegar a um acordo com o objetivo de explorar petróleo em águas profundas do Golfo do México.
O projeto foi duramente criticado pelo Greenpeace. "Repete um padrão histórico preocupante na América Latina, que continua apostando na extração de recursos naturais como motor de desenvolvimento, adiando indefinidamente a diversificação de sua base econômica e energética", disse à AFP Mariana Andrade, coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil.
F.Santana--PC