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Fed mantém taxas de juros inalteradas pela terceira reunião consecutiva
O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) manteve as taxas de juros inalteradas pela terceira reunião consecutiva nesta quarta-feira (29), em meio à grande incerteza decorrente da guerra no Oriente Médio, naquela que provavelmente foi a última reunião de política monetária presidida por Jerome Powell.
"A inflação permanece elevada, em parte devido ao recente aumento dos preços globais da energia", observou o banco central, ao manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75%.
Mas quatro dos 12 membros votantes se opuseram à decisão, incluindo Stephen Miran, que defendeu um corte de 0,25%.
Outros três — Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan — apoiaram a pausa, mas não a declaração do Fed, sinalizando uma mudança para taxas de juros mais baixas.
Este foi o maior número de votos dissidentes desde 1992, e a divergência entre os membros será acompanhada de perto.
O Fed segue uma trajetória de cortes nas taxas de juros desde o final do ano passado.
No entanto, com o aumento dos custos de energia e as interrupções na cadeia de suprimentos causadas pela guerra, os analistas observam para ver se a inflação pode levar os responsáveis pela política monetária a considerar o aumento dos juros.
A reunião do Comitê Federal de Política Monetária (FOMC) do Fed foi provavelmente a última presidida por Jerome Powell, alvo frequente da ira do presidente americano, Donald Trump.
A coletiva de imprensa de Powell está marcada para as 14h30, horário local (15h30 em Brasília).
Além de sua avaliação do impacto econômico da guerra, todas as atenções estarão voltadas para seus planos futuros.
O mandato de Powell como presidente do Fed termina em 15 de maio, e uma comissão do Senado votou a favor da nomeação do candidato de Trump para o cargo, Kevin Warsh.
No entanto, o mandato de Powell como membro do Conselho de Governadores do Fed se estende até janeiro de 2028. Portanto, ele poderá permanecer como um alto funcionário da instituição.
M.Gameiro--PC