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Colômbia enfrenta 'risco' fiscal por endividamento às vésperas das eleições
O crescente endividamento do Estado e o aumento dos gastos públicos no governo do presidente de esquerda Gustavo Petro colocam "em risco" a sustentabilidade fiscal da Colômbia, advertiu nesta terça-feira (19) o órgão responsável pela fiscalização dos recursos públicos.
A menos de duas semanas das eleições presidenciais de 31 de maio, o país enfrenta um crescente déficit fiscal de cerca de 7% do PIB, que, segundo analistas, será um dos maiores desafios para o próximo presidente.
O diretor da Controladoria, entidade que protege os recursos públicos, alertou que a "sustentabilidade fiscal do Estado" está "em risco" devido a fatores como os "orçamentos superdimensionados" para programas do governo e o aumento acelerado da dívida pública.
O Estado precisa de 25 trilhões de pesos (quase 33 bilhões de reais, na cotação atual) para cobrir suas obrigações, mas no mês passado dispunha de apenas sete trilhões de pesos (9,2 bilhões de reais), declarou o controlador Carlos Hernán Rodríguez à Blu Radio.
Rodríguez pediu ao governo que "contenha o endividamento acelerado" e adote medidas para reduzir a "pressão sobre as finanças públicas".
Também questionou a alta taxa de juros à qual o Estado está se endividando, após o leilão no mercado público de valores de cerca de 1,575 bilhão de dólares (7,9 bilhões de reais) em Títulos do Tesouro (TES) na semana passada, que alcançaram até 15% de juros e prazos de até 32 anos.
Petro herdou uma economia fraca após a pandemia. A oposição afirma que o presidente levou os cofres públicos ao limite e usa o dinheiro do Estado de maneira desmedida para financiar projetos sociais, especialmente antes das eleições.
O candidato de seu partido, o senador de esquerda Iván Cepeda, propõe um Estado robusto que amplie o investimento social.
Os principais candidatos de direita propõem ajustar os gastos públicos.
O advogado Abelardo de la Espriella, segundo nas pesquisas atrás de Cepeda, propõe reduzir o tamanho do Estado, enquanto Paloma Valencia, candidata do principal partido de oposição, promete cortar os gastos públicos para diminuir o déficit fiscal.
G.M.Castelo--PC