-
Apoiadores de Morales protestam na Bolívia contra aumento do diesel
-
Liverpool vence Ipswich e conquista 1ª vitória no Inglês
-
Canal do Panamá começa a reduzir tráfego de navios devido ao El Niño
-
Real Madrid sofre primeira derrota no Espanhol em visita ao Betis
-
Monaco de Filipe Luís vence PSG de virada e segue líder 100% no Francês
-
Stuttgart goleia Colônia na abertura da 2ª rodada do Alemão
-
Alcaraz vence sem sustos e vai às oitavas do US Open
-
Sem Suárez e com 9 "brasileiros", Forlán divulga primeira lista de convocados do Uruguai
-
Crescimento do emprego, mas preços recordes do diesel: meio de mandato de Trump é um misto de avanços e retrocessos
-
Após ouro olímpico e polêmica, boxeadora taiwanesa Lin Yu-ting segue brilhando no ringue
-
Argentina vai restituir a herdeira quadro de galerista judeu roubado por nazistas
-
Luis Enrique renova com PSG até 2030; Beraldo até 2031
-
Julgamento de mãe que matou três filhos nos EUA é anulado após impasse do júri
-
Sabalenka reclama de cheiro de maconha no US Open: "É muito forte"
-
Russell desbanca Ferrari e é o mais rápido nos treinos livres em Monza
-
Milhares de agentes de IA da OpenAI assumiram controle de site alemão
-
Zelensky propõe cessar-fogo à Rússia durante visita de enviados dos EUA
-
Acordos ocultos entre magnata Walter e Magic Johnson após compra dos Dodgers são denunciados
-
ONU adota reforma do mapa-múndi que o aproxima da realidade
-
Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias apresentam nova denúncia por agressão sexual
-
Sabalenka vence Rakhimova e vai às oitavas do US Open
-
Sem reposição para Lewandowski, Raphinha assume papel de homem-gol do Barça
-
'Não sou assassino', diz ex-presidente da Colômbia investigado por massacres
-
Argentina vai restituir herdeira de quadro de galerista judeu roubado por nazistas
-
Desemprego se mantém estável nos EUA, com mercado e Trump de olho nas taxas de juros
-
Rússia ataca sede dos serviços de segurança ucranianos em Kiev
-
Situação de Julián Álvarez é aprendizado para ele, diz Simeone
-
ONU acusa Israel de 'possível limpeza étnica' em campos de refugiados na Cisjordânia
-
Eleições legislativas começam nos EUA com voto pelo correio na Carolina do Norte
-
Mídia marroquina critica informe da polícia espanhola sobre fluxo de migrantes em Ceuta
-
Agência de segurança viária dos EUA abre investigação sobre Cybercab da Tesla
-
Copa do Mundo Feminina no Brasil pode 'mudar vidas' de muitas jogadoras, diz Formiga
-
Guardas, o elo mais fraco no setor de segurança privada no Equador
-
Mais de 120 mortos durante ofensiva dos rebeldes no Iêmen
-
Dois trabalhadores resgatados em túnel do Nepal nove dias após avalanche
-
Trump pedirá reembolso de países europeus pela ajuda concedida à Ucrânia
-
Como uma história de amor de Dostoiévski conquistou o TikTok
-
Seca e guerras impulsionaram preços dos alimentos em agosto, diz FAO
-
Brasil expressa 'profunda preocupação' por suspensão de exportações de carne para UE
-
Meloni celebra recorde de permanência no poder e lança campanha para 2027
-
Diretora Maggie Gyllenhaal optou por não usar IA em seu filme sobre Marilyn Monroe
-
Extrema direita alemã confiante em conquistar primeiro governo regional
-
Prefeito e ex-prefeita de Paris enfrentam denúncia por agressões sexuais nas escolas
-
Famílias denunciam prefeito e ex-prefeita de Paris por agressões sexuais nas escolas
-
Reino Unido reafirma sua soberania sobre as Malvinas após reivindicação de Milei
-
Dois trabalhadores resgatados em túnel do Nepal nove dias após a avalanche
-
Nova Zelândia aprova uso de MDMA para tratar estresse pós-traumático
-
Crise no STF se agrava e Lula pede investigação transparente
-
Estudo brasileiro que desafia serpentes e mictórios antirrespingo estão entre vencedores do Ig Nobel
-
Construção do arco de Trump começará este mês, segundo alto funcionário dos EUA
Reino Unido reafirma sua soberania sobre as Malvinas após reivindicação de Milei
O Reino Unido reafirmou nesta sexta-feira (4) que as Ilhas Malvinas "são britânicas", depois que o presidente Javier Milei disse que percebe "ventos de mudança" favoráveis à reivindicação da Argentina, após declarações de Donald Trump sobre o arquipélago.
Reino Unido e Argentina travaram, em 1982, uma guerra de 10 semanas pelo arquipélago do Atlântico Sul, um território britânico ultramarino ao qual os argentinos se referem como Malvinas e os britânicos chamam de Falklands.
O destino das ilhas voltou às manchetes nos últimos dias porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir na disputa, e a revelação de um projeto de exploração petrolífera britânico-israelense perto do arquipélago gerou indignação na Argentina.
"No mundo correm ventos de mudança favoráveis à nossa reivindicação", declarou Milei em cadeia nacional, depois que Trump afirmou nesta semana que não descarta "revisar" a tradicional posição de neutralidade de Washington sobre o histórico litígio a respeito das ilhas.
"Esta ameaça não é inócua", acrescentou o mandatário argentino. O pronunciamento aconteceu no contexto do protesto de seu país contra o projeto de exploração petrolífera Sea Lion, promovido pela empresa britânica Rockhopper e pela israelense Navitas em águas localizadas a 220 quilômetros das Malvinas.
O controle das Malvinas é um tema muito sensível na Argentina, apesar de uma votação de 2013 na qual os moradores da ilha optaram em grande maioria pela continuidade como parte do Reino Unido.
"As Malvinas são britânicas porque os habitantes das Malvinas escolhem ser britânicos", respondeu o ministro da Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira. Ele classificou a declaração de Milei como resultado de "política interna".
"Nosso compromisso com as Malvinas é absoluto e inabalável", acrescentou Streeting.
Milei disse que vai "endurecer as sanções e penas contra as empresas ligadas a operações não autorizadas" e anunciou a criação de uma base naval na província patagônica da Terra do Fogo.
Ele acrescentou que os habitantes das ilhas, por constituírem "uma população implantada em território usurpado, não têm um direito legítimo à autodeterminação".
- Trump -
A disputa pela soberania das ilhas é reconhecida oficialmente por uma resolução da ONU de 1965, que pede aos dois países que não tomem decisões unilaterais e resolvam o impasse pela via diplomática.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos, como a maioria dos países ocidentais, reconhece que o Reino Unido administra de fato o arquipélago, mas não se pronuncia estritamente sobre sua soberania, reivindicada pela Argentina.
"A questão Malvinas serve a Trump para pressionar o Reino Unido, para que cumpra as suas demandas em relação ao financiamento da Otan, à colaboração na guerra no Irã", disse à AFP Tomás Mugica, cientista político e diretor do Centro de Estudos Internacionais da Universidade Católica Argentina.
Por isso, "é necessário ser bastante cuidadoso quanto às expectativas" sobre uma mudança na postura dos Estados Unidos, cuja relação com o Reino Unido "é muito sólida".
"Muitas vezes, as posições retóricas de Trump, que são muito fortes, não correspondem às iniciativas diplomáticas e militares que se seguem", acrescentou.
"Se há um conflito, Trump interfere", afirmou Juan Battaleme, cientista político e que foi secretário de Assuntos Internacionais para a Defesa do governo de Milei até dezembro de 2025.
Para Battaleme, a postura é parte da chamada "doutrina Donroe" (em referência à doutrina Monroe do século XIX), segundo a qual "o interesse americano está demarcado do Ártico à Antártica e pretende que exista um grau de estabilidade" na região.
- Causa nacional -
Argentina e Reino Unido disputam a soberania do arquipélago austral. A guerra em 1982 terminou com a rendição do governo ditatorial argentino após 74 dias de conflito, nos quais morreram 649 argentinos e 255 britânicos.
Mais de quatro décadas depois, o tema é de alta sensibilidade para os argentinos e chegou a ser mencionado durante a Copa do Mundo de 2026, quando jogadores da seleção 'albiceleste' exibiram uma faixa com a frase "As Malvinas são argentinas" após a vitória de 2-1 sobre a Inglaterra nas semifinais.
Milei aborda o tema em um momento de queda de popularidade, a pouco mais de um ano das eleições nas quais buscará um segundo mandato. As pesquisas recentes apontam que a aprovação do governo está em 34%, com uma desaprovação de 55%.
"Existe um consenso muito amplo no conjunto da população, mas também entre as elites políticas, quanto à legitimidade da reivindicação de soberania por parte da Argentina", disse Mugica.
X.M.Francisco--PC