Protestos contra crise da moradia continuam em Portugal
Protestos contra crise da moradia continuam em Portugal / foto: Filipe Amorim - AFP/Arquivos

Protestos contra crise da moradia continuam em Portugal

Dezenas de barracas continuavam de pé, nesta segunda-feira (19), no centro de Lisboa e do Porto, ocupadas por manifestantes que exigem medidas para conter os preços da moradia em Portugal, apesar das ameaças do governo de iniciar processos judiciais.

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Na Praça Pedro IV, em Lisboa, dezenas de barracas coloridas permanecem instaladas desde sábado ao redor da coluna monumental que domina essa ampla esplanada pavimentada.

Em meio a esse acampamento improvisado, os manifestantes circulam, conversam e preparam cartazes e faixas, que depois penduram na base do monumento.

"Geração sem moradia", "Moradia é um direito, não um luxo", "Quero um lugar para morar", dizem alguns dos cartazes.

Os manifestantes acusam o governo de não agir diante da crise habitacional e de querer facilitar o despejo de inquilinos por meio de uma reforma no mercado de locação.

Miguel Gregorio, de 22 anos, reclama que ganha um salário mínimo de 920 euros (5.213 reais) e que, para ele, é impossível alugar um imóvel.

"Com 920 euros, não consigo pagar um aluguel de 1.500 euros (cerca de 8.500 reais). É uma questão matemática; até uma criança de cinco anos entenderia!", afirmou.

Em setembro, o Parlamento aprovou, em primeira votação, uma reforma para acelerar o despejo de inquilinos em casos de inadimplência, como parte de uma flexibilização do mercado de locação.

P.L.Madureira--PC