-
Toulouse vence Olympique de Marselha nos pênaltis e vai às semis da Copa da França
-
Real Sociedad elimina Bilbao e vai à final da Copa do Rei contra o Atlético de Madrid
-
Submarino dos EUA afunda navio de guerra do Irã em frente ao Sri Lanka
-
Forças israelenses avançam por terra no Líbano; Hezbollah afirma que não vai se render
-
Novo julgamento de Harvey Weinstein por estupro começará em abril
-
Em preparação para Jogos de 2028, Turquia faz grande campanha de naturalização de atletas
-
Forças israelenses avançam por terra no Líbano, onde seguem os bombardeios
-
Pai processa Google após acusar IA de incitar seu filho ao suicídio
-
Espanha se mantém firme e nega 'categoricamente' cooperar com EUA na guerra contra o Irã
-
Air France anuncia suspensão de voos a Cuba por escassez de combustível
-
Nubank fecha acordo para dar nome ao novo estádio do Inter Miami
-
Dois terços de Cuba estão sem energia, inclusive Havana, por falha na rede
-
IA deve evitar reproduzir erros das redes sociais, avalia Character.AI
-
Norris inicia busca pelo bicampeonato no GP da Austrália em uma 'nova' F1
-
Submarino dos EUA afunda navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka
-
Mojtaba Khamenei, candidato a suceder ao pai como líder supremo do Irã
-
Senado americano examina limites aos poderes de Trump na guerra contra Irã
-
'Hora de partir': super-ricos de Dubai pagam fortunas para fugir da guerra
-
IA ainda não elimina empregos em massa na Europa, dizem economistas do BCE
-
Venezuela cresceu quase 9% em 2025 graças ao petróleo (Banco Central)
-
Polícia Federal prende Daniel Vorcaro em escândalo do Banco Master
-
Desconexão e privacidade: celulares atípicos se destacam no Congresso Mundial de Telefonia
-
'Ninguém estará pronto', diz Pierre Gasly sobre 1º GP da temporada da F1
-
Partido das Farc joga sua última cartada na Colômbia: 'não tem sido fácil'
-
Acusado por naufrágio de submarino argentino diz que embarcação tinha 'condições de navegar'
-
Novos ataques israelenses deixam 11 mortos no Líbano, onde se intensifica a ofensiva
-
Irã anuncia que controla o Estreito de Ormuz, via crucial para o tráfego de combustíveis
-
Netanyahu aposta seu futuro político na guerra contra o Irã
-
Seleção feminina do Irã está 'muito preocupada' com suas famílias no país
-
Primárias do Texas marcam o início das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos
-
Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
-
Espanha aumenta tensão com EUA ao não ceder suas bases contra o Irã
-
Shakespeare teria rejeitado o streaming, diz equipe de 'Hamnet'
-
Irã ausente da Copa de 2026? Em Los Angeles, a diáspora espera ansiosa
-
Alta do petróleo provoca tremor nas Bolsas asiáticas; mercados europeus se recuperam
-
Reunião política na China começa com foco na economia
-
Primárias do Texas abrem processo das eleições de meio de mandato com a agenda de Trump em disputa
-
Bombardeios israelenses deixam 11 mortos no Líbano
-
Botafogo empata na visita ao Barcelona-EQU (1-1) pela ida da 3ª fase da Libertadores
-
Sabalenka defende expansão dos jogos de Grand Slam para 5 sets; Swiatek e outras se opõem à ideia
-
Cuba autoriza pela primeira vez empresas mistas entre Estado e setor privado
-
Tripulantes de barco dos EUA interceptado em Cuba são acusados formalmente de 'terrorismo'
-
Fluminense contrata argentino Rodrigo Castillo, carrasco do Flamengo na Recopa Sul-Americana
-
Renato Gaúcho anuncia retorno ao Vasco após 18 anos
-
Secretário de Comércio dos EUA vai depor no caso Epstein
-
Preços da energia disparam e bolsas sofrem perdas por guerra no Oriente Médio
-
Liverpool perde nos acréscimos (2-1) para o lanterna Wolves e é 5º no Inglês
-
Strasbourg vence Reims (2-1) e vai à semifinal da Copa da França
-
Cinco pontos a destacar antes da nova temporada da F1
-
Barça chega perto da virada (3-0), mas Atlético de Madrid vai à final da Copa do Rei
Em preparação para Jogos de 2028, Turquia faz grande campanha de naturalização de atletas
Frustrada com seu desempenho nos Jogos de Paris 2024 (101 atletas, nenhuma medalha de ouro e 64º lugar no quadro de medalhas), a Turquia empreendeu uma campanha massiva de recrutamento, naturalizando 11 atletas, incluindo cinco medalhistas quenianos e jamaicanos.
Önder Özbilen, coordenador dos atletas turcos que almejam participar dos Jogos de Los Angeles 2028, confirmou essa estratégia em entrevista à AFP: trata-se da "campanha de naturalização mais humanitária já realizada".
Mas "eu não sou um turco que viaja o mundo com uma mala cheia de dinheiro", esclarece o eloquente assessor do ministro dos esportes da Turquia.
Entre as "contratações" estão a queniana Brigid Kosgei, ex-recordista mundial da maratona e medalhista de prata nos Jogos de Tóquio em 2021, seu compatriota Ronald Kwemoi, medalhista de prata nos 5.000 metros em Paris 2024 e outros três quenianos menos conhecidos (Catherine Amanang'ole, Nelvin Jepkemboi e Brian Kibor).
A eles se juntam quatro jamaicanos que conquistaram três das seis medalhas de seu país em Paris: Rojé Stona, que surpreendeu ao conquistar o ouro no lançamento de disco; Wayne Pinnock, prata no salto em distância; Rajindra Campbell, bronze no arremesso de peso; e o jovem Jaydon Hibbert (21 anos), quarto colocado no salto triplo.
A velocista nigeriana Favour Ofili e a heptatleta russa Sofia Yakushina, que também assinaram contratos até outubro de 2032, completam a lista.
- "Não são mercenários" -
Esses atletas recrutados "não são mercenários", garante Özbilen, que se orgulha de ter resgatado vários atletas "abandonados" por suas respectivas federações.
A Turquia, que tem uma longa tradição de naturalização de atletas, fará deles "modelos a serem seguidos, que atrairão talentos locais" para as pistas de atletismo, afirma ele.
Acenando com o celular, o recrutador alega ter rejeitado 30 ofertas de atletas, incluindo americanos, motivados unicamente por dinheiro.
Veículos de imprensa africanos e caribenhos denunciaram as motivações financeiras por trás dessas recentes mudanças de nacionalidade, citando valores que chegam a US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões na cotação atual) por atleta. Esses números foram desmentidos à AFP por diversas fontes, incluindo o agente do atleta jamaicano Rojé Stona.
"Não há bônus de assinatura, apenas indenizações", afirma Özbilen, que especifica que metade dos atletas recebeu quantias "de até US$ 300 mil [R$ 1,56 milhão], pagas em parcelas ao longo de 30 meses" para compensar a perda de renda (bônus por vitórias, contratos publicitários, etc.) causada pelo período de três anos durante o qual um atleta naturalizado não pode representar nenhum país em uma competição com representação nacional.
A isso se soma um salário mensal entre US$ 3 mil e US$ 7 mil (entre R$ 15,7 mil e R$ 36,6 mil) e generosos bônus planejados para todos os medalhistas turcos: até 1.000 moedas de ouro da República da Turquia (Cumhuriyet Altini) em caso de título olímpico, o que equivale a mais de US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões) na taxa de câmbio atual.
- "Pagar as contas" -
"Amo o meu país, mas lealdade não basta para pagar as contas", disse o jamaicano Wayne Pinnock à publicação esportiva The Inside Lane no ano passado.
Paul Doyle, agente do campeão olímpico Rojé Stona, disse à AFP que "teria sido muito difícil para ele continuar neste esporte" se tivesse permanecido na Jamaica.
Suas mudanças de nacionalidade, assim como as dos outros nove atletas que se naturalizaram cidadãos turcos entre maio e julho de 2025, ainda precisam ser validadas por um painel da Associação Internacional de Federações de Atletismo (World Athletics), que exige que cada competidor "tenha uma ligação genuína com o país representado".
Em contato com a AFP, a World Athletics enfatizou que "cada caso será analisado minuciosamente", sem especificar um prazo.
- "Sem garantia de medalhas" -
Na Turquia, essa estratégia de recrutamento, até então mantida em segredo, vem causando atritos entre atletas e treinadores, afirma Devrim Demirel, repórter do jornal Nefes que cobre o atletismo turco desde a década de 1990.
Na opinião dele, "essa campanha agressiva é uma aposta" feita com dinheiro do contribuinte, sem consultar a federação de atletismo e "sem nenhuma garantia de medalhas".
A Turquia, que não figura entre os 25 primeiros colocados no quadro de medalhas olímpicas desde 2004, espera, no entanto, que sua estratégia renda frutos.
Özbilen sonhava em naturalizar o lançador de martelo canadense Ethan Katzberg, medalhista de ouro em Paris em 2024 e campeão mundial em 2023 e 2025.
"Ofereceram dinheiro a ele, mas para ele nem era uma questão de dinheiro", disse à AFP seu agente, Robert Wagner, que critica a política turca e pede uma fiscalização mais rigorosa por parte da World Athletics.
"Não se pode ter pessoas que nunca estão lá, com um apartamento onde alguém só vai para regar as plantas", reclama.
A.Silveira--PC