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Cruzeiro arranca empate na visita ao Boca (1-1) e fica perto das oitavas da Libertadores
O Cruzeiro arrancou um empate em 1 a 1 em sua visita ao Boca Juniors nesta terça-feira (19), pela quinta e penúltima rodada do Grupo D, que é liderado pelo time mineiro.
No estádio de La Bombonera, em Buenos Aires, o atacante uruguaio Miguel Merentiel colocou os donos da casa em vantagem logo aos 15 minutos e Fagner marcou o gol de empate para a equipe de Belo Horizonte no início do segundo tempo (54').
A partida terminou com protestos acalorados por parte de todo o elenco do Boca, dirigidos ao árbitro venezuelano Jesús Valenzuela, que anulou um gol do 'Xeneize' a apenas dois minutos do fim devido a um toque de mão de Milton Delgado — após revisão do VAR — e, posteriormente, deixou de marcar um pênalti para os anfitriões por um toque de mão semelhante de Lucas Romero dentro da área adversária.
Com este resultado, o Cruzeiro lidera a chave com 8 pontos, seguido por Boca e Universidad Católica (7 pontos cada), enquanto o Barcelona do Equador (3 pontos) ocupa a lanterna. No entanto, as duas últimas equipes têm um jogo a menos, marcado para a noite desta quinta-feira.
Diante disso, o destino do Boca continua em suas próprias mãos, embora a equipe esteja agora sob pressão para derrotar a Universidad Católica na última rodada da fase de grupos, se quiser garantir sua vaga nas oitavas de final.
- Boca abre placar, Fagner empata -
Precisando vencer, o 'Xeneize' levou menos de um minuto para pressionar o goleiro cruzeirense Otávio, que primeiro espalmou um chute de pé direito à queima-roupa de Merentiel e, momentos depois, o mesmo atacante uruguaio desviou um cruzamento que o goleiro conseguiu defender, mostrando reflexo.
Otávio continuaria a brilhar com mais duas defesas para salvar o Cruzeiro, mas a pressão do Boca foi avassaladora durante esse início de jogo. Não foi surpresa, portanto, quando o Boca abriu o placar após um cruzamento de Leandro Paredes que fez a curva em direção à pequena área, onde Merentiel apareceu atrás de todos para empurrar a bola para a rede com a sola da chuteira direita.
Os donos da casa ameaçaram novamente com um chute de pé direito de Aranda que passou raspando a trave. Foi apenas perto da marca dos 30 minutos que o Cruzeiro conseguiu se libertar do cerco com um contra-ataque bem executado, iniciado por Matheus Pereira para Kaio Jorge, que arrancou sozinho e forçou uma bela defesa de Leandro Brey no mano a mano.
No entanto, o time brasileiro voltou mais forte no segundo tempo, mostrando maior ambição, e encontrou o empate por meio de uma bela jogada coletiva: Kaiki avançou pela esquerda e cruzou para o outro lateral, Fagner, que finalizou da direita com um chute potente e seco que foi direto no canto, fora do alcance de Brey.
O Cruzeiro ficou com dez homens após a expulsão de Gerson (67') por uma entrada com a sola em Paredes. Durante a meia hora final, o Boca acuou o Cruzeiro, que recuou profundamente para a própria área, confiando mais uma vez na solidez de Otávio, que estava realmente inspirado em uma noite em que tudo deu certo para ele.
- "Demos tudo"-
O Boca esteve perto de marcar o segundo gol em diversas ocasiões: um chute de Belmonte que acertou o travessão, uma cobrança de falta de Paredes que bateu na rede pelo lado de fora, uma arrancada de Zeballos que Otávio defendeu com a perna, e uma bomba de Aranda que o goleiro desviou por cima do travessão.
Nos contra-ataques, o Cruzeiro também teve chances de virar o placar em algumas jogadas: Christian disparou um chute que raspou a trave esquerda antes de sair pela linha de fundo e, nos instantes finais da partida, Neiser Villarreal escapou em uma jogada individual, mas foi detido por Brey, que se mostrou fundamental para evitar a derrota.
Em seguida, ocorreram dois lances altamente polêmicos que geraram fortes protestos por parte do Boca. Faltando dois minutos para o fim do tempo regulamentar, um cruzamento na área do time visitante foi mal afastado por Jonathan Jesus. Merentiel aproveitou a sobra para marcar o que parecia ser o gol da vitória com um chute cruzado (88'). Mas o árbitro Valenzuela revisou o lance pelo VAR e anulou o gol, por um toque de mão imperceptível de Milton Delgado.
Por fim, já no décimo minuto dos acréscimos, outro cruzamento na área visitante tocou a mão de Lucas Romero, de maneira muito semelhante à infração anterior de Delgado, mas, desta vez, o árbitro venezuelano optou por não marcar o pênalti.
"Naquele último lance deveria ter marcado mão. A maneira como ele decidiu foi estranha", reclamou Paredes, capitão do Boca, referindo-se à atuação da arbitragem de Valenzuela. Em seguida, ele enfatizou: "Precisamos transmitir tranquilidade, pois nosso destino está em nossas próprias mãos", referindo-se à próxima partida contra o a Universidad Católica.
"Estou frustrado porque demos tudo. O time cria chances por todos os lados, o goleiro deles fez grandes defesas, mas estamos com dificuldade para marcar gols. Temos uma responsabilidade no próximo jogo. Precisamos provar que estamos prontos para competir e vencer", observou o atacante uruguaio Merentiel.
E.Raimundo--PC