-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
-
Falha grave no Paint permite execução remota de código no Windows 11
-
Tesla reduzirá Cybertruck no Texas para ampliar produção do Cybercab
-
Data centers já respondem por 65% da receita da AMD
-
Jardins do Palácio Guanabara passam a receber visitas gratuitas
-
Galeria Movimento recebe encontro sobre investimento no terceiro setor
Cuba e Rússia se aproximam em tempos difíceis
Ávida por novos parceiros comerciais e aliados políticos após sua invasão da Ucrânia em 2022, a Rússia se aproxima cada vez mais de Cuba, um passo bem-vindo em uma ilha carente de investimentos e em sua pior crise econômica desde a dissolução do bloco soviético em 1991.
Em 2023, as visitas de altos funcionários russos à ilha se multiplicaram. Começaram em março com as viagens do secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, e do diretor-executivo da petroleira Rosneft, Igor Sechin.
Havana também estendeu o tapete vermelho, entre outros, ao chanceler Sergei Lavrov, ao assessor de Economia da Presidência, Maxim Oreshkin, ao representante dos empresários russos no Kremlin, Boris Titov, e ao vice-primeiro-ministro, Dmitry Chernyshenko.
Na semana passada, Chernyshenko traçou uma "rota" para acelerar a cooperação com Cuba, que enfrenta a pior crise econômica em três décadas, com uma forte escassez de alimentos, remédios e combustíveis, enquanto representantes de dezenas de empresas russas avaliaram possibilidades de negócios e investimentos na ilha caribenha.
Ao final dessa visita, ambos os países assinaram vários acordos para retomar as relações nos setores da construção, digitalização, bancário, da produção de açúcar, de transporte e turismo, outro sinal da vontade de ambos os governos de "fortalecer" sua "associação estratégica" em 2023, anunciada em novembro durante o encontro dos presidentes Miguel Díaz-Canel e Vladimir Putin em Moscou.
- Mudança na economia -
Chernyshenko também se referiu à necessidade de que Cuba implemente "algumas mudanças" em sua legislação para favorecer os negócios com seu país.
Em janeiro, depois de uma primeira visita de Titov a Cuba, a imprensa russa informou a criação conjunta, em Havana, de um centro de estudos das "mudanças na economia cubana" baseados "no desenvolvimento das empresas privadas", às quais o governo comunista de Díaz-Canel se viu forçado abrir as portas desde 2021.
Em julho, foi anunciada em Havana a retomada de voos regulares entre Moscou e Varadero, suspensos após a invasão russa da Ucrânia -em 24 de fevereiro de 2022-, o que deve aumentar o fluxo de turistas russos a Cuba, que desde março podem fazer operações bancárias na ilha com o sistema de pagamentos russo MIR.
Fortes aliados comunistas durante a Guerra Fria, ambos os países tiveram seus laços cortados abruptamente em 1991 com a desintegração do bloco comunista soviético, com o qual Cuba mantinha 75% de seu comércio e praticamente sua única fonte de créditos.
A partir de 2005, depois de atingir o fundo do poço, as relações entre Rússia e Cuba tiveram uma etapa de retomada, mas nunca alcançaram o nível atual, que Díaz-Canel qualificou como um "período único".
Mais isolada do que nunca nos fóruns internacionais e sob um aumento das sanções econômicas de Ocidente após sua invasão da Ucrânia, a "Rússia necessita de parceiros comerciais e aliados políticos, e a América Latina oferece as duas possibilidades", declarou à AFP Mervyn Bain, da Universidade de Aberdeen, na Escócia.
Díaz-Canel, cujo governo mantém uma postura neutra em relação à invasão russa da Ucrânia, com repetidos pedidos ao diálogo como solução do conflito, confirmou a Chernyshenko "o apoio incondicional de Cuba" à Rússia "em seu enfrentamento com o Ocidente".
Segundo números russos, em 2022, o intercâmbio comercial entre Cuba e Rússia alcançou os 450 milhões de dólares (o equivalente a 2,34 bilhões de reais na cotação da época). Desse total, 90% foram em vendas de petróleo e óleo de soja para a ilha.
O.Salvador--PC