-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
-
Falha grave no Paint permite execução remota de código no Windows 11
-
Tesla reduzirá Cybertruck no Texas para ampliar produção do Cybercab
-
Data centers já respondem por 65% da receita da AMD
-
Jardins do Palácio Guanabara passam a receber visitas gratuitas
-
Galeria Movimento recebe encontro sobre investimento no terceiro setor
EUA sancionam líderes do Sudão por violarem trégua
Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (1º), novas sanções contra o exército e os paramilitares do Sudão, envolvidos em uma guerra pelo poder, embora estejam dispostos a retomar seu papel de mediadores.
Na quarta-feira, depois que o Exército suspendeu a participação nas negociações, 18 civis morreram e 106 ficaram feridos em um mercado da capital do país, Cartum, por disparos de artilharia e bombardeios aéreos das forças armadas, informou um comitê de advogados.
O Exército acusou os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR) de violação dos compromissos acordados e anunciou a saída do diálogo mediado por Estados Unidos e Arábia Saudita.
Os países mediadores acusaram os dois lados de violação da trégua, a qual deveria possibilitar a criação de corredores seguros para a entrega de ajuda a uma população que enfrenta cada vez mais dificuldades.
Em resposta, os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira novas sanções econômicas e de concessão de vistos contra os líderes sudaneses por causarem "um terrível derramamento de sangue", disse o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, em um comunicado.
As sanções econômicas afetam, em particular, quatro empresas, segundo o Departamento do Tesouro: duas importantes empresas de armas do exército, e duas outras companhias, uma delas relacionada com as minas de ouro do Sudão, controladas pelo comandante das FAR, Mohamed Hamdan Daglo, e dois de seus irmãos.
"As sanções são uma ferramenta", explicou o especialista em Sudão Alex de Waal, que acredita que o caso do país africano, sob sanções dos Estados Unidos durante duas décadas, quando era governado pelo ditador Omar al Beshir, é "um exemplo clássico que mostra que as sanções nunca solucionaram os problemas".
E os dois generais em guerra conseguem se esquivar das sanções: o general Daglo é apresentado como um dos homens mais ricos do Sudão, terceiro maior produtor de ouro da África, e o general e líder do Exército, Abdel Fatah al Burhan, desenvolveu, sob o embargo previamente aplicado por Washington, técnicas para escapar das sanções internacionais.
Horas antes do anúncio das punições, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou, nesta quinta-feira, em Oslo, que os EUA continuam dispostos a atuar como mediador entre as partes no Sudão, mas que os dois lados "devem deixar claro, com suas ações, que levam a sério o cumprimento do cessar-fogo".
- Crianças em estado de desnutrição grave -
Mais de 1.800 pessoas morreram desde o início dos combates, de acordo com a ONG ACLED, e mais de um milhão de pessoas fugiram de suas residências.
Yaqout Abderrahim escapou de Cartum para Porto Sudão (nordeste), onde está esperando há 15 dias por uma vaga em um voo para deixar o país.
"Queremos ir a qualquer preço, porque nossas casas foram destruídas e já não temos como criar nossos filhos", declarou Abderrahim à AFP em meio a outras famílias que acampam no local.
Quase 25 milhões de pessoas, mais da metade da população do Sudão, precisam de ajuda e proteção, afirma a ONU.
Bairros inteiros de Cartum estão sem água corrente, a energia elétrica está disponível por poucas horas a cada semana, e 75% dos hospitais em áreas de combate estão desativados.
Quase 350.000 pessoas fugiram para os países vizinhos: metade para o Egito; e o restante, para Chade, Sudão do Sul, República Centro-Africana e Etiópia.
O Sudão está à beira da fome, segundo a ONU, e a temporada de chuvas se aproxima, com o risco de epidemias.
Os combates mais violentos são registrados em Darfur, na fronteira com o Chade, onde algumas regiões estão completamente isoladas do resto do mundo, sem eletricidade nem telefone.
F.Cardoso--PC