-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
-
Falha grave no Paint permite execução remota de código no Windows 11
-
Tesla reduzirá Cybertruck no Texas para ampliar produção do Cybercab
-
Data centers já respondem por 65% da receita da AMD
-
Jardins do Palácio Guanabara passam a receber visitas gratuitas
-
Galeria Movimento recebe encontro sobre investimento no terceiro setor
Investigação conclui que Johnson 'enganou' o Parlamento sobre festas durante a pandemia
O ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson "enganou deliberadamente" o Parlamento a respeito do "partygate", o escândalo das festas celebradas na residência oficial quando estava no poder durante os confinamentos determinados pela pandemia de covid-19, afirmam as conclusões de um comitê parlamentar.
O ex-líder conservador, que completará 59 anos na próxima semana, renunciou à cadeira de deputado na semana passada, depois de ser informado sobre as conclusões da investigação, que durou 14 meses, sobre as festas em Downing Street enquanto o restante do país estava confinado.
O Comitê de Privilégios, com sete membros e que examina as violações das regras parlamentares, determinou que Johnson "enganou deliberadamente a comissão e a Câmara" e que, se não tivesse renunciado ao posto de MP (Membro do Parlamento) na sexta-feira passada, ele teria sido suspenso por 90 dias por "desacatos repetidos e por tentar minar o processo parlamentar".
Com sua renúncia, o ex-primeiro-ministro conservador evitou uma punição dos colegas da Câmara dos Comuns.
O relatório do comitê, que deve ser submetido à votação entre os deputados, pede que Johnson tenha o acesso vetado à sede do Parlamento, um privilégio habitualmente reservado aos ex-primeiros-ministros.
Ao anunciar a renúncia, Johnson afirmou que havia recebido uma carta do comitê parlamentar e denunciou uma "armação política", apesar de a comissão de investigação ser integrada em sua maioria por membros de seu próprio partido.
Johnson insistiu nas críticas nesta quinta-feira. Ele chamou o comitê de "antidemocrático" e o acusou de ser "a facada final em um assassinato político prolongado".
"O comitê não encontrou uma única prova", afirmou Johnson, que, em um comunicado veemente, insiste que sua presença nas festas era uma questão "legal" exigida por seu trabalho.
O objetivo do comitê era determinar se Johnson mentiu de maneira intencional ao Parlamento quando afirmou que as restrições contra a pandemia de covid-19 haviam sido respeitadas durante as festas celebradas em Downing Street durante os confinamentos de 2020 e 2021.
- "Um desacato grave" -
O escândalo "partygate" explodiu depois da revelação de que Johnson e dezenas de funcionários de alto escalão foram multados por violar as normas de distanciamento social impostas pelo governo para a população.
A revelação provocou indignação entre a opinião pública, em particular entre os parentes de pessoas que morreram vítimas da covid-19.
O escândalo foi o catalisador de várias polêmicas que obrigaram Johnson a renunciar em julho de 2022, encurralado por seu próprio partido.
Mas o ex-premiê conservou o cargo de deputado e seguiu com muita influência entre os conservadores.
Em março, Johnson prestou depoimento de mais de três horas ao comitê e afirmou, "com a mão no coração", que não mentiu ao Parlamento.
Nas conclusões, o relatório destaca que "algumas das negações e explicações do Sr. Johnson foram tão pouco sinceras que, por sua própria natureza, foram tentativas deliberadas de enganar o comitê e a Câmara".
A investigação afirma ainda que, ao revelar detalhes de algumas das conclusões do relatório na semana passada, antes da publicação, Johnsom também incorreu em uma violação da confidencialidade, o que constitui "um desacato grave".
Johnson, que liderou a campanha pelo Brexit, chegou ao poder depois de comandar o partido em uma grande vitória eleitoral em 2019.
A.F.Rosado--PC