-
Naufrágio no Chipre do Norte deixa sete mortos e 23 desaparecidos
-
Islândia rejeita retomar negociações de adesão à União Europeia
-
Rei Haakon da Noruega participa das homenagens ao falecido pai
-
Em meio à lama e à destruição, sobreviventes retornam às suas aldeias no Nepal
-
Nasa lança o telescópio Roman, que criará um novo 'Atlas do Universo'
-
Islândia se recusa a retomar negociações de adesão à União Europeia
-
Venezuela afirma que mantém sua soberania petrolífera após acordo com EUA
-
Operações de resgate no Himalaia avançam com extrema dificuldade
-
Ataque a tiros em festa rave na Suíça deixa um morto e cinco feridos
-
Amazon lança campanha de produtos reacondicionados com descontos até 10 de setembro
-
KGM acelua expansão com investimento chinês e novos modelos
-
Especialista analisa estratégia da China e fragilidade da UE no contexto global
-
Floresta da Tijuca: Santuário diverso para evangélicos, umbandistas e druidas
-
Melhores tablets para jogos em 2026: Guia completo de 9 modelos
-
Quanto ganha um motorista de Uber em 2026? Estimativas por capital
-
Pesquisa da UFRJ aponta quase 3 mil anúncios falsos com a imagem de Drauzio Varella
-
Islândia em suspense após fechamento das urnas em referendo sobre possível adesão à UE
-
Sem Julián Álvarez, Atlético vence Sevilla e dorme na liderança do Espanhol
-
Lens perde na visita ao Strasbourg e cede liderança do Francês ao Lille
-
Juventus vence, mas não convence; Fiorentina perde em casa em seu centenário
-
Rybakina dissipa temores sobre sua lesão antes do US Open
-
Junta militar do Níger afirma ter recuperado "controle" após confrontos com amotinados
-
Leipzig e Dortmund vencem na estreia no Alemão; Leverkusen perde para time que subiu da 2ª divisão
-
Nepal e China lutam para encontrar quase 3 mil desaparecidos após tragédia
-
Liverpool empata com Forest em casa; Newcastle derruba Tottenham
-
Djokovic desafiará a lógica mais uma vez em sua 20ª participação no US Open
-
Berlim rejeita resgate de dois milhões de euros exigido por hackers
-
Arouca vira sobre o Marítimo e alcança terceiro lugar provisório
-
Santa Clara marca no fim e mantém Alverca sem vitórias na I Liga
-
Despiste mata mulher em Cebolais de Cima, no concelho de Castelo Branco
-
Português detido pelo ICE será deportado para Lisboa
-
Perseguição policial termina com três feridos e detenção em Algés
-
Número de mortos em explosão perto de Kiev sobe para 37
-
Nepal pede apoio internacional após enxurrada deixar 680 mortos
-
Galaxy A57 de 256 GB recebe desconto de 42% na Amazon
-
Entidades denunciam ações da Meta diante de escolas de São Paulo
-
Gemini Notebook adotará limites baseados no custo computacional das tarefas
-
Recursos de inteligência artificial prolongam vida útil de PCs para jogos
-
Padilha visita novo Super Centro de Saúde de Niterói
-
Bruninho Samudio é reintegrado ao sub-17 do Botafogo
-
Ataque a depósito militar perto de Kiev mata ao menos 37 pessoas
-
Homem morre após ser atingido por trem de carga em Barra Mansa
-
Harry Kane negocia renovação e admite encerrar carreira no Bayern
-
Júlio Rocha lança campanha à reeleição em ato em Guapimirim
-
Disparos mobilizam policiamento entre Tijuca e Andaraí
-
Fluminense supera Bangu no Carioca Sub-20 em Xerém
-
Motoristas britânicos ainda desligam recursos de assistência à condução
-
Rock in Rio esgota ingressos para noite de Elton John
-
Googlebooks apostam em hardware premium e IA local além dos Chromebooks
-
Antonio Bernardo relaciona criação às marcas deixadas pelo tempo
Líder de protestos alerta que Israel se encaminha para 'virar tirania'
Uma física israelense que se tornou o rosto da onda de protestos contra o governo, alerta que seu país corre o risco de cair em uma "tirania" frente à pressão do governo por impulsionar uma polêmica reforma judicial.
Shikma Bressler, de 43 anos, mãe de cinco filhos, lidera as manifestações semanais contra a divisiva reforma judicial apresentada em janeiro.
Estas manifestações se tornaram o maior movimento de protesto dos últimos anos em Israel.
"Israel está a caminho de se tornar uma tirania", disse Bressler à AFP, em meio à luta do movimento contra a coalizão direitista do premiê veterano Benjamin Netanyahu.
"Significa que há alguém interessado em virar tirano", acrescentou.
Em uma entrevista em Jerusalém, ela argumentou que "se Israel seguir por este caminho, não seremos mais Israel na forma como você, eu e o povo possamos pensar em Israel".
O governo de Netanyahu, uma coalizão de seu partido, Likud, com partidos da extrema direita e judeus ultraortodoxos, insiste em que a profunda reforma judicial é necessária para equilibrar as forças entre o Poder Judiciário e os políticos eleitos.
A proposta dividiu profundamente a maioria judia de Israel. Os opositores alegam que lutam para defender a identidade liberal e democrática do país.
Dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Tel Aviv e outras cidades israelenses, enquanto alguns membros da coalizão pediram a retirada de alguns pontos das propostas ou moderar as reformas.
Os legisladores aprovaram em julho o primeiro grande item da reforma, que estabelece limites para uma cláusula que permitia aos juízes se pronunciarem sobre a "razoabilidade" das decisões governamentais.
Bressler liderou uma marcha de vários dias antes da votação no Parlamento, um momento decisivo para o movimento de protesto.
- Democracia frágil -
Os opositores temem que a emenda da "razoabilidade" limite o controle do Judiciário sobre o Executivo e abra o caminho para mais autoritarismo no país.
Segundo Bressler, no longo prazo, o governo "pode agir contra nossa vontade, como fez em julho".
"Mas estão condenados a colapsar porque não se pode forçar decisões sobre a ampla maioria do povo que as repudia, a menos que se decida usar a violência contra ele", afirmou.
O governo alega que as reformas são inerentemente democráticas porque a coalizão foi escolhida por eleitores israelenses.
Mas Bressler replicou que o mandato eleitoral "não dá direito a suprimir a democracia".
"Em Israel, não temos contrapesos e salvaguardas (...) como outros [países], sendo assim, nossa democracia é muito, muito frágil", explicou. Israel não tem Constituição, nem Câmara alta do Parlamento.
A ativista destacou que há quase 225 propostas no Legislativo para afastar Israel de sua identidade democrática.
"O que vemos aqui é um processo estruturado", afirmou, traçando paralelos com outros países que sofreram retrocessos como Polônia, Hungria e Turquia.
Ela assegurou que o movimento de protesto tem mais apoio que a coalizão governamental, o que fica evidente nas pesquisas que indicam uma queda no apoio ao governo israelense.
Os opositores acusam Netanyahu de tentar usar a reforma judicial para conter possíveis sentenças contra ele. O chefe de governo é alvo de acusações de corrupção, as quais ele nega.
- Não recuar -
Bressler, encarregada de um laboratório no prestigioso Instituto Weizmann para a Ciência, disse que se envolvia pouco na política até 2020, e que sua primeira paixão continua sendo a física de partículas.
Na vida pessoal, diz que quer poder voltar a ter uma vida normal com sua família, mas "não temos outro país para onde ir".
"Temos que ganhar para ter um lar normal para o qual voltar, nada além. Mas aparentemente, isso não está totalmente garantido", afirma.
Seu ativismo começou durante a pandemia de covid-19, quando Netanyahu ordenou fechar as cortes em meio a um 'lockdown' nacional, o que foi visto como uma tentativa de adiar seu julgamento por corrupção.
Juntamente com seus irmãos, Bressler participou de uma caravana até Jerusalém, convocando os israelenses a participar de uma campanha que rapidamente viralizou nas redes sociais.
"Naquela época, eu gritava 'Democracia!', como agora se ouve nas ruas", lembrou.
Bressler afirmou que Israel tem que optar entre "um caminho obscuro que acaba em tirania" ou "criar um sistema muito mais forte, que garanta nossos valores democráticos liberais para as gerações futuras".
L.Mesquita--PC