-
Juiz rejeita confissões de suposto autor intelectual do 11/9 (NYT)
-
Kane confirma que iniciou conversas para renovar com Bayern de Munique
-
Alavés vence Villarreal (1-0) e assume liderança provisória do Espanhol
-
Marquinhos marca nos acréscimos e PSG arranca empate contra o Lille (2-2) pela 2ª rodada da Ligue 1
-
Manchester City goleia na visita ao Crystal Palace (4-1) com gols de Haaland e Cherki
-
A caótica saga dos shows de Kanye West na Rússia
-
Queda de parapente deixa homem gravemente ferido em São Conrado
-
Haaland e Cherki comandam vitória do Manchester City sobre o Crystal Palace
-
Di Ferrero defende permanência de Abel Ferreira no Palmeiras por toda a carreira
-
Jon Secada destaca vínculo com fãs brasileiros antes de apresentação no Rio
-
Ancelotti observará três partidas europeias antes de convocar a Seleção
-
Safonov sofre choque no aquecimento, mas é liberado para defender o PSG
-
Garotinho contesta restrições impostas pelo TRE-RJ à campanha
-
São Gonçalo abre inscrições para formação gratuita em esporte adaptado
-
Rock in Rio terá 7.680 agentes e equipes contra furtos de celulares
-
Tatiana Queiroz propõe reforço de efetivo e integração na segurança do Rio
-
Garotinho afirma que manterá campanha após decisão preliminar do TRE-RJ
-
OSB apresenta concerto dedicado a Rossini no Teatro Carlos Gomes
-
Rock in Rio terá operação com mais de 7 mil agentes e sistema antidrone
-
Zé Felipe reage a provocação com foto de Virginia e Vini Jr. em Barretos
-
Badarik González relata demissão e afastamento dos filhos após separação
-
Professor é atacado com nove facadas durante aula particular em Manaus
-
Dora e André vivem primeira noite juntos em “Quem Ama Cuida”
-
Lula defende filho e promete não interferir em investigação da Polícia Federal
-
Chevrolet confirma produção do Captiva PHEV no Ceará em 2026
-
Fiat reduz Toro 2027 em até R$ 42.500 com troca por picape usada
-
Gonçalo Ramos marca e Milan vence Unione Venezia (2-0) pela 2ª rodada do Italiano
-
Bayern de Munique goleia Stuttgart (5-1) na abertura da Bundesliga
-
Desaparecidos em avalanche entre Nepal e China passam de 2.400
-
Para Sabalenka, recuperar seu melhor nível é "questão de tempo"
-
"É um desafio voltar no US Open, mas estou pronto", garante Alcaraz
-
Trump anuncia criação da Academia Espacial dos EUA
-
Grupos de direitos civis protestam nos EUA contra mudanças de Trump em regras eleitorais
-
Exército israelense diz ter matado "três terroristas" em bombardeio na Cisjordânia
-
Xabi Alonso levanta dúvidas sobre futuro de Enzo Fernández no Chelsea
-
Groenlândia propõe comissão de reconciliação sobre contracepção forçada de inuítes
-
Presidente da República promulga proibição de smartphones até ao 9.º ano
-
Novo Toyota MR2 chega em 2028 com tração integral e sem logótipo da marca
-
Canal de Jamie Vardy no YouTube transmitirá várias partidas da Bundesliga
-
Morata jogará por empréstimo no Leganés, da segunda divisão espanhola
-
Emery confirma saída de Watkins e chegada de Jackson ao Aston Villa
-
Atacante turco Kenan Yildiz passará por cirurgia e desfalcará Juventus por vários meses
-
Colar de diamantes da realeza egípcia roubado em museu de Viena
-
Sérvia anuncia funeral com honras de Estado para Ratko Mladić
-
Apple TV+ aumenta preços no Brasil e nos EUA; assinatura mensal passa a custar R$ 34,90
-
Morte do criminoso de guerra Ratko Mladic expõe feridas ainda abertas na Bósnia
-
Ingrid Guimarães e Mônica Martelli celebram 'Minha Melhor Amiga' e o legado das duplas de humor no Brasil
-
Projeto de lei propõe 'luz do obrigado' para agradecimentos no trânsito
-
GWM anuncia que toda linha de carros híbridos com motor a combustão será flex no Brasil
-
Antes ameaçadas, baleias-jubarte abundam no litoral brasileiro
O cirurgião do hospital de Al Shifa de Gaza que não quer ver mais feridos
Ahmed Abunada "não quer ver mais feridos". No início de novembro, esse cirurgião deixou o hospital Al Shifa, o maior de Gaza, onde trabalhava sem parar desde o início da guerra, e se refugiou na Alemanha.
"Operamos no chão, em macas, não tínhamos mais camas", explica esse cidadão alemão de origem palestina, de 47 anos.
Na sexta-feira, foi recebido em Berlim pelo presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, ao lado de outros sete compatriotas que, como ele, puderam deixar a Faixa de Gaza após a abertura da passagem de Rafah na fronteira com o Egito.
"Na semana da minha saída do hospital, a situação piorou: não tínhamos eletricidade, nem água, nem oxigênio. E sem oxigênio, é impossível operar: "É por isso que deixei o hospital, no 28º dia de guerra".
O Exército israelense assegurou que o hospital Al Shifa escondia o principal centro de comando das operações do Hamas na Faixa de Gaza, algo que o movimento palestino nega.
Questionado sobre a presença do grupo no complexo hospitalar, Abunada responde: "Eu trabalhava ali como médico e não a constatei".
Na quinta-feira, o diretor do Al Shifa, Mohamed Abu Salmiya foi preso para ser interrogado pelos serviços de inteligência israelenses. "Espero que seja liberado em breve", limitou-se a comentar o cirurgião.
Abunada estudou na Alemanha e conta com uma parte da família que vive na região de Hesse, no centro do país. Há oito anos, vivia em Gaza com sua esposa e seus quatro filhos, um deles ficou ferido antes de ir embora.
- "Quem deixo morrer?" -
A guerra estourou por causa do sangrento ataque do Hamas em 7 de outubro, no qual seus milicianos mataram 1.200 pessoas, em sua maioria civis, e sequestraram 240, segundo as autoridades israelenses. O Exército assegura que alguns reféns ficaram presos no Al Shifa.
Israel prometeu "aniquilar" o Hamas como resposta ao ataque e lançou uma ofensiva aérea e terrestre na Faixa de Gaza, onde morreram quase 15.000 pessoas, segundo o governo desse território controlado pelo movimento islamista.
As tropas israelenses lançaram uma invasão em meados de novembro contra o hospital Al Shifa e rastreiam casa por casa em busca dos supostos esconderijos do Hamas.
Chefe do serviço de cirurgia vascular neste complexo, Abunada explica que teve que tomar decisões "particularmente difíceis" desde o início da guerra.
"Quem deixo morrer, essa mulher ou esse homem? (...) Não tenho tempo de operar essa criança, então tenho que amputá-la. É muito duro para um médico", admite.
Como único responsável pelo seu serviço, tinha tempo apenas para descansar. "Naturalmente, tinha que fazer pausas para dormir. Mas dormir sem poder se deitar é difícil", conta.
"Os bombardeios estavam por todas as partes. Havia muito barulho para dormir uma noite inteira", acrescenta.
Na semana anterior à sua partida, os corpos se acumulavam na entrada, afirma. "Os corpos fediam e os cachorros se aproximavam para comê-los", explica.
"Escutei que enterraram mortos no hospital depois de minha fuga", recorda.
Em seu encontro com o presidente alemão, esse doutor descreveu a situação em Gaza e lhe pediu que envie ajuda aos palestinos.
"Pedi a criação de uma ponte aérea médica que forneça material e medicamentos passando pelo Egito", explica.
"Há muitos médicos alemães de origem palestina. Podem receber permissões para ir exercer a medicina lá. Todo paciente tem o direito de ser curado", insiste.
O cirurgião espera que a comunidade internacional julgue o conflito "tendo em conta os dois lados" e considerando também "as questões humanitárias e humanas".
Parte de sua família ficou na Faixa de Gaza. Está muito preocupado com sua mãe, que teve que deixar sua casa para ir para o sul do território. Apesar dos seus 85 anos, ela foi a pé.
H.Silva--PC