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Trump e Netanyahu se reunirão em meio a negociações para trégua em Gaza
O presidente de Estados Unidos, Donald Trump, receberá nesta segunda-feira (7) em Washington ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para dar um incentivo à trégua que Israel e Hamas começaram a negociar de forma indireta no domingo no Catar.
Acabar com a guerra na Faixa de Gaza e libertar os reféns israelenses mantidos pelo Hamas é "prioridade máxima" para o presidente, declarou nesta segunda-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, antes do encontro previsto para as 18h30 locais (19h30 em Brasília).
As negociações indiretas entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas continuaram nesta segunda-feira em Doha, com o objetivo de negociar um cessar-fogo após 21 meses de conflito e alcançar um acordo para libertar os reféns israelenses em troca de detentos palestinos.
Um funcionário palestino indicou à AFP nesta segunda que as partes não obtiveram "nenhum avanço na sessão de negociações da manhã", mas afirmou que estas continuarão.
O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, se juntará aos diálogos esta semana, anunciou Leavitt.
No domingo, o presidente Trump declarou que existia a possibilidade de alcançar um acordo ainda "esta semana".
Antes de embarcar para Washington, Netanyahu disse que a reunião com Trump pode "definitivamente ajudar a avançar" com o acordo.
Trump defende uma trégua em Gaza, afetada por uma grave crise humanitária após quase dois anos de uma guerra desencadeada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel.
Netanyahu informou que enviou sua equipe a Doha com "instruções claras" para alcançar um acordo "sob as condições acordadas".
Antes, ele destacou que a resposta do Hamas a uma proposta de cessar-fogo, apoiada pelos Estados Unidos e transmitida pelos mediadores Catar e Egito, incluía exigências "inaceitáveis".
- Trump, 'acabe com a guerra' -
Segundos fontes palestinas próximas às conversas, a proposta inclui uma trégua de 60 dias, período em que o grupo islamista libertaria dez reféns israelenses vivos e vários corpos de sequestrados, em troca da libertação de prisioneiros palestinos detidos em Israel.
Eles acrescentaram, no entanto, que o Hamas também exige certas condições para a retirada de Israel, garantias contra a retomada dos combates durante as negociações e o retorno do sistema de distribuição de ajuda administrado pela ONU.
Na capital americana, Netanyahu manterá encontros separados com Witkoff e o secretário de Estado, Marco Rubio, antes de jantar com Trump.
Horas antes de sua visita, dezenas de pessoas se manifestavam em Tel Aviv, incluídos familiares dos reféns israelenses.
"Presidente Trump, faça história. Traga-os para casa. Acabe com a guerra", dizia um cartaz do lado de fora da sede diplomática dos Estados Unidos nessa cidade.
Das 251 pessoas sequestradas em 7 de outubro de 2023 durante o ataque do Hamas em Israel, 49 continuam em cativeiro em Gaza, mas o Exército israelense acredita que 27 estão mortas.
Desde o início da guerra, os mediadores negociaram duas tréguas temporárias dos combates. Nas duas ocasiões, reféns foram libertados em troca de milhares de prisioneiros palestinos sob custódia israelense.
- Tentativas fracassadas -
Os últimos esforços para negociar uma nova trégua fracassaram. O principal ponto de divergência é a rejeição de Israel à exigência do Hamas de um cessar-fogo duradouro.
A Defesa Civil informou nesta segunda-feira que 12 pessoas morreram em ataques de Israel em Gaza.
As restrições impostas à imprensa em Gaza e as dificuldades de acesso a muitas áreas impedem a verificação de forma independente dos números e dados divulgados pela Defesa Civil.
"Estamos perdendo jovens, famílias e crianças todos os dias. Isso precisa acabar", disse à AFP Osama al Hanawi, um morador de Gaza. "Já derramaram sangue demais."
O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 em Israel resultou na morte de 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo um levantamento da AFP feito com base em dados oficiais israelenses.
Mais de 57.523 palestinos morreram na ofensiva israelense em Gaza, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas, números que a ONU considera confiáveis.
burs/smw/tc/rsc/atm/mas-an-meb-hgs/val/mel/fp/aa/dd/rpr/am
G.M.Castelo--PC