-
Irã desafia ameaças dos EUA e insiste em direito de enriquecer urânio
-
Gabinete nega reunião do Dalai Lama com Epstein
-
Chefe de gabinete do premier britânico renuncia por vínculo de ex-embaixador com Epstein
-
Primeira-ministra do Japão caminha para vitória contundente nas eleições legislativas
-
'Uma Batalha após a Outra' vencê prêmio do sindicato de diretores nos EUA
-
Lindsey Vonn sofre forte queda no downhill dos Jogos de Inverno
-
Familias denunciam condições insalubres onde aguardam asilo nos EUA
-
Irã descarta renunciar ao enriquecimento de urânio, mesmo em caso de 'guerra'
-
Portugal elege presidente com moderado como favorito frente à extrema direita
-
Messi marca seu primeiro gol do ano mas Inter Miami empata em amistoso no Equador
-
O novo Ioniq 3 chega já em 2026
-
O novo Twingo e-tech está na linha de partida
-
Novo Ypsilon e Ypsilon hf
-
O Cupra Raval será lançado em 2026
-
O novo id.Polo chega com motor elétrico
-
Patriots buscam recuperar a glória perdida no Super Bowl de Bad Bunny
-
Lens bate Rennes e é líder provisório; Lyon vence apesar da expulsão de Endrick
-
Palmeiras contrata atacante colombiano Jhon Arias, que estava no Wolverhampton
-
Conselho de transição do Haiti entrega o poder ao premiê Fils-Aimé
-
João Fonseca espera superar decepção do Aberto da Austrália em Buenos Aires e no Rio de Janeiro
-
A descoberta inquietante durante busca por mineradores sequestrados no México
-
Protesto contra Jogos de Inverno termina em confrontos em Milão
-
Napoli vence na visita ao Genoa (3-2) e se consolida em 3º no Italiano
-
Lens vence Rennes de virada (3-1) e assume liderança provisória, à frente do PSG
-
Líder Barcelona vence Mallorca (3-0) e coloca pressão sobre o Real Madrid
-
Líder Arsenal vence Sunderland (3-0) e deixa City nove pontos atrás
-
Novo Skoda Epiq moderno com autonomia
-
Em um pub de Moscou, Jogos de Inverno fazem clientes esquecer a política
-
BMW iX3 novo estilo e design
-
Imigrantes recorrem a aulas remotas em Minneapolis por medo de deportação
-
Dortmund vence no fim na visita ao Wolfsburg (2-1) e fica a 3 pontos do líder Bayern
-
Tcheca Sara Bejlek conquista em Abu Dhabi seu primeiro torneio da WTA
-
BMW iX3 nova era SUV
-
Barça anuncia que está se retirando da Superliga Europeia
-
Irã espera continuar negociações com EUA mas reitera linhas vermelhas
-
Paquistão chora vítimas de ataque a mesquita xiita
-
EUA deseja que guerra termine até junho (Zelensky)
-
Cuba decreta medidas de emergência diante de crise energética
-
Espanha e Portugal enfrentam nova tempestade após inundações durante a semana
-
Plataforma envia acidentalmente US$ 40 bilhões em bitcoins para seus usuários
-
Bill e Hillary Clinton pedem que seu depoimento sobre Epstein seja feito em público
-
Pentágono cortará seus laços acadêmicos com Harvard
-
França abre investigação contra ex-ministro envolvido em arquivos Epstein
-
Trump diz que haverá mais diálogo com Irã após 'conversas muito boas'
-
Estado Islâmico reivindica atentado que matou mais de 30 em mesquita no Paquistão
-
Trump apaga vídeo racista que retratava casal Obama como macacos
-
JD Vance é vaiado durante cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão
-
Itália exalta harmonia e sua cultura na abertura dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina
-
CEO da SAF do Botafogo deixa cargo após atrito com John Textor
-
EUA anuncia prisão de participante do ataque de 2012 a consulado em Benghazi
Estudos sobre mundo árabe estão no centro da ofensiva de Trump contra universidades
Em meio ao confronto entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as universidades americanas, às quais acusa de permitir "o antissemitismo", acadêmicos que pesquisam sobre o Oriente Médio temem pela liberdade de expressão.
Um exemplo recente é a suspensão da publicação de uma edição especial que a prestigiada Harvard Educational Review (HER) iria dedicar inteiramente à questão palestina.
Embora os artigos tenham sido meticulosamente editados e aprovados e estivessem prontos para impressão, uma análise jurídica de última hora realizada pela universidade decidiu suspender a publicação.
Seis meses após os ataques mortais de 7 de outubro de 2023 perpetrados pelo Hamas em Israel e o início das represálias militares israelenses em Gaza, a revista lançou em março de 2024 um convite para contribuições para uma edição especial sobre o conflito.
A antropóloga Thea Abu al-Haj apresentou com colegas um artigo sobre o "escolasticídio", termo que busca nomear a destruição do sistema educacional na Faixa de Gaza, ampliando a perspectiva aos professores palestinos durante a guerra do Líbano (1975-1990).
A publicação foi anunciada na primavera boreal de 2025, mas poucas semanas depois, os autores foram informados de que seus textos deveriam ser submetidos ao departamento jurídico da Universidade de Harvard para uma "avaliação de riscos".
- "Exceção palestina" -
"Durante décadas publiquei em revistas científicas, inclusive em duas ocasiões na HER, e nunca me pediram para passar por esse tipo de revisão", explica à AFP Abu al-Haj, professora do Barnard College afiliado à Universidade de Columbia.
Os autores denunciam "censura" e uma violação da "liberdade acadêmica". A diretora da Harvard Education Press, Jessica Fiorillo, rejeitou essas acusações e explicou o ocorrido como "um processo editorial de revisão inadequado".
"A única explicação que vejo é que se trata de outro caso de exceção palestina à liberdade de expressão", opina Abu El-Haj, para quem Harvard não é o defensor da liberdade acadêmica que pretende ser diante de Trump.
Consultada pela AFP, Harvard não comentou o cancelamento dessa edição especial da revista.
Em seu confronto com a universidade, o governo federal bloqueou mais de 2,6 bilhões de dólares (14,6 bilhões de reais) em subsídios e busca revogar sua permissão para receber estudantes internacionais, que representam mais de um quarto de seu corpo discente.
Harvard afirma ter reforçado seu protocolo para proteger os estudantes judeus e israelenses e, paralelamente, contesta as medidas do governo nos tribunais.
- "Medo e ansiedade" -
No início de 2025, a universidade também demitiu os diretores de seu Centro de Estudos sobre Oriente Médio, Cemal Kafadar e Rosie Bsheer.
Um grupo de professores judeus progressistas criticou essa decisão e acusou a instituição de ceder às pressões ao "sacrificar" especialistas que defendem os direitos dos palestinos.
"Reina um clima glacial em torno das pesquisas sobre a Palestina em Harvard e além... Professores, funcionários e alunos vivem em um contexto de medo e ansiedade", diz à AFP Margaret Litvin, especialista em literatura árabe na Universidade de Boston e membro desse grupo de professores.
Em julho, Columbia assinou um acordo financeiro de 221 milhões de dólares (1,24 bilhão de reais) com o governo para encerrar as investigações de que é alvo e desbloquear os subsídios congelados.
Esse acordo estipula que a universidade deve "revisar" seu ensino sobre o Oriente Médio.
Harvard também adotou, no início do ano e antes de Columbia seguir seus passos em julho, a definição de antissemitismo proposta pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).
No entanto, essa definição não é um consenso, já que seus detratores consideram que pode impedir críticas a Israel. E é precisamente isso que parece estar no centro do desacordo sobre a edição especial "Educação e Palestina", segundo Chandni Desai, professora da Universidade de Toronto, que assinaria um texto.
Os artigos apresentados "provavelmente não passariam" no teste da definição da IHRA porque "todos são críticos de Israel", explica à AFP.
"Nunca vimos uma edição especial inteira [de uma publicação acadêmica] ser cancelada [...] É algo sem precedentes", aponta.
P.Serra--PC