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Para o grupo de rap Kneecap, o apoio à Palestina cresceu'
O grupo de rap da Irlanda do Norte Kneecap celebra que a defesa do povo palestino tenha "crescido" e considera "ridícula" a investigação contra um de seus membros por terrorismo.
Liam O'Hanna, cujo nome artístico é Mo Chara, foi acusado em maio após ser acusado de exibir uma bandeira do Hezbollah durante um show no ano passado em Londres. O Hezbollah foi proibido no Reino Unido em 2019 e é considerado um crime mostrar apoio ao movimento pró-iraniano.
"As pessoas dizem que nos beneficiamos com isso, e não há dúvida de que há mais pessoas vindo aos shows, o que obviamente gera mais lucros", disse O'Hanna, de 27 anos, em uma entrevista à AFP antes de um show em Paris nesta semana.
"A questão é que nós não mudamos. O movimento que mudou", acrescentou. "O apoio à Palestina cresceu. Sempre falamos sobre a Palestina. Sempre tivemos uma bandeira palestina no palco, ou pelo menos falamos sobre isso desde que começamos."
Em entrevistas anteriores, o rapper afirmou que não sabia que era uma bandeira do Hezbollah e proclamou que seus atos como artista não deviam ser tomados de maneira literal.
Nos últimos meses, vários shows do grupo foram cancelados na Alemanha e na Áustria, o Kneecap foi impedidos de entrar na Hungria e desistiu de uma turnê pelos Estados Unidos. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pediu em vão aos organizadores do festival de Glastonbury que retirasse o grupo do evento.
Segundo o Kneecap, as posturas serviram ao menos para impulsionar vozes críticas sobre a guerra em Gaza, onde mais de 60.000 pessoas morreram desde o início do conflito, desencadeado pelo ataque sem precedentes do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
"Há alguns anos, a ideia de exibir uma bandeira palestina em alguns países europeus poderia ser intimidante para as pessoas", afirmou O'Hanna.
O cantor acredita que o processo judicial iniciado contra ele no Reino Unido não terá continuidade e que o grupo poderá voltar a se apresentar onde quiser, inclusive nos Estados Unidos.
"Uma vez que o caso tenha terminado, e é claro que será arquivado porque é ridículo, nós voltaremos", assegura.
H.Portela--PC