-
França abre investigação contra ex-ministro envolvido em arquivos Epstein
-
Trump diz que haverá mais diálogo com Irã após 'conversas muito boas'
-
Estado Islâmico reivindica atentado que matou mais de 30 em mesquita no Paquistão
-
Trump apaga vídeo racista que retratava casal Obama como macacos
-
JD Vance é vaiado durante cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão
-
Itália exalta harmonia e sua cultura na abertura dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina
-
CEO da SAF do Botafogo deixa cargo após atrito com John Textor
-
EUA anuncia prisão de participante do ataque de 2012 a consulado em Benghazi
-
Dow Jones supera os 50.000 pontos pela primeira vez em sua história
-
Festa olímpica começa com cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina
-
Real Madrid confirma lesão na coxa direita de Rodrygo
-
Ao menos 31 mortos e 169 feridos em atentado suicida contra mesquita xiita no Paquistão
-
ONU alerta que mais de 4 milhões de meninas podem sofrer mutilação genital neste ano
-
UE exige que TikTok mude sua interface 'viciante'
-
Julgamento de jovem acusado de matar executivo nos EUA terá início em junho
-
PSG recebe prazo para pagar 5,9 milhões de euros a Mbappé
-
Drone russo atinge refúgio de animais na Ucrânia
-
Trump apaga vídeo racista que retratava os Obama como macacos
-
EUA pede negociações trilaterais com Rússia e China sobre não proliferação nuclear
-
Polícia britânica realiza buscas em duas propriedades ligadas ao ex-embaixador Mandelson
-
James Rodríguez assina com Minnesota United, da MLS
-
Equipes de resgate buscam seis pessoas presas após explosão em mina na Colômbia
-
Irã anuncia que negociações com EUA continuarão
-
Narcotraficante relacionado ao assassinato do jogador Andrés Escobar é morto no México
-
Cidadão francês narra o 'calvário' que viveu nas prisões venezuelanas
-
Trump provoca fúria ao publicar vídeo dos Obama como macacos
-
Atentado suicida contra mesquita xiita no Paquistão deixa mais de 30 mortos e 169 feridos
-
Guardiola defende direito de se manifestar sobre questões de fora do futebol
-
Semifinal da Copa do Rei terá Atlético x Barça e clássico basco entre Athletic e Real Sociedad
-
Premiê espanhol pede prudência com previsão de temporal em áreas já encharcadas
-
Meloni e Vance celebram 'valores comuns'
-
Guitarras de Kurt Cobain, Beatles e outras lendas da música serão leiloadas nos EUA
-
Caso Master, o escândalo financeiro que abala os Três Poderes
-
Senegaleses detidos na Copa Africana de Nações declaram greve de fome
-
Projeto de surfe incentiva que meninas voltem à escola no Senegal
-
Elton John denuncia invasão 'abominável' do Daily Mail a sua vida privada
-
Irã afirma estar 'preparado' para se defender ao iniciar negociações com EUA em Omã
-
Campanha presidencial chega ao fim em Portugal marcada por tempestades
-
Na fronteira da Estônia, Narva vive entre dois mundos e teme se tornar alvo de Putin
-
França e Canadá abrem seus consulados na Groenlândia, em sinal de apoio
-
Queda em desgraça do ex-príncipe Andrew lança dúvidas sobre as finanças da monarquia
-
Japoneses vão às urnas com primeira-ministra apoiada por Trump e em busca da maioria
-
Trump publica vídeo com teoria da conspiração eleitoral que mostra os Obamas como macacos
-
Irã e EUA iniciam negociações sobre a questão nuclear
-
Toyota anuncia novo CEO e eleva previsões de lucros
-
Autoridades identificam sangue na casa da mãe desaparecida de famosa jornalista dos EUA
-
Anthropic lança novo modelo e aumenta rivalidade com OpenAI
-
Trump lança site com seu nome para compra de remédios mais baratos nos EUA
-
Gângster australiano ganha liberdade após escândalo envolvendo advogada informante da polícia
-
França diz que luta contra o Estado Islâmico é 'prioridade absoluta'
França e vários países reconhecem 'Estado da Palestina' no púlpito da ONU
A França e diversos outros países reconheceram oficialmente nesta segunda-feira (22) o "Estado da Palestina" no púlpito da ONU, um gesto com vistas a alcançar a paz entre israelenses e palestinos, que, apesar de histórico, continua sendo essencialmente simbólico.
"A França reconhece hoje o Estado da Palestina", "pela paz entre o povo israelense e o povo palestino", declarou solenemente o presidente francês Emmanuel Macron, entre aplausos, durante uma conferência focada na solução de dois Estados.
Esta reunião na sede da ONU em Nova York acontece no contexto da Assembleia Geral anual das Nações Unidas, que começa esta semana e estará dominada pela guerra em Gaza.
"Chegou a hora de parar a guerra, os bombardeios em Gaza, os massacres e a fuga das populações [...] Chegou a hora da paz, porque estamos prestes a não conseguir alcançá-la", insistiu Macron.
No entanto, afirmou que a França não abrirá uma embaixada em um Estado palestino até que haja um cessar-fogo em Gaza e sejam libertados todos os reféns israelenses mantidos ali há quase dois anos, quando o ataque do movimento islamista palestino Hamas contra Israel desencadeou a guerra nesse território.
Bélgica, Luxemburgo, Malta, Mônaco e Andorra também deram o passo formal de reconhecer o Estado da Palestina nesta segunda, durante a reunião que foi realizada sem a presença de Israel nem dos Estados Unidos.
Assim como Israel, que criticou essa decisão, já formalizada no domingo por Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal, os Estados Unidos também denunciaram o reconhecimento.
O presidente Donald Trump, principal aliado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "considera que reconhecer o Estado da Palestina é uma recompensa para o Hamas", explicou sua porta-voz, Karoline Leavitt.
A França iniciou esta cúpula, copresidida pela Arábia Saudita, sobre o futuro da solução de dois Estados, um israelense e outro palestino, após meses de intensos esforços diplomáticos para reunir o maior número possível de países e tentar elaborar um plano de paz.
Isso permitiu a adoção, por maioria arrasadora da Assembleia Geral da ONU, de um texto que apoia um futuro Estado palestino, mas exclui inequivocamente o movimento islamista Hamas, uma condição exigida por muitos países ocidentais.
- 'Nenhum papel' para o Hamas -
O presidente palestino, Mahmoud Abbas — que teve seu visto negado pelos Estados Unidos e falou por videoconferência — também enfatizou esse compromisso.
"Não terá nenhum papel no governo. O Hamas e outras facções devem entregar suas armas à Autoridade Palestina", disse, antes de também condenar os ataques de 7 de outubro de 2023.
Agora, pelo menos 151 dos 193 Estados-membros da ONU reconhecem o Estado da Palestina, segundo a AFP.
O ministro das Relações Exteriores saudita, Faisal bin Farhan, instou todos os demais países a darem um "passo histórico similar".
Por ora, os palestinos mantêm seu status de Estado observador na ONU, cuja associação plena está bloqueada pelos Estados Unidos.
"O Estado da Palestina deve ser membro da ONU", frisou o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, crítico acérrimo de Israel.
A Espanha, assim como Irlanda e Noruega, reconheceu o Estado palestino em maio.
A Alemanha, por sua vez, não considera o reconhecimento no curto prazo, nem tampouco a Itália, onde ocorreram manifestações em todo o país nesta segunda para "denunciar o genocídio em Gaza".
- 'Eliminação' da vida palestina -
Alguns diplomatas temem represálias israelenses.
Netanyahu reiterou no domingo que não haverá um Estado da Palestina e ameaçou ampliar a colonização na Cisjordânia.
"Não devemos nos deixar intimidar pelo risco de represálias" de Israel, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em entrevista à AFP na sexta-feira, ao se referir à guerra em Gaza e à "anexação progressiva da Cisjordânia".
No atual contexto, o discurso de Netanyahu na Assembleia Geral da ONU, previsto para sexta-feira, é muito aguardado, bem como o de Trump nesta terça-feira.
Para Max Rodenbeck, do International Crisis Group, qualquer esforço para apoiar os direitos palestinos é "bem-vindo", mas sem "medidas concretas", esse reconhecimento corre o risco de "desviar a atenção da realidade: a acelerada eliminação da vida palestina em sua pátria".
O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 contra o território israelense provocou a morte de 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo dados oficiais.
Segundo o Ministério da Saúde do governo do Hamas, as ofensivas de represália israelenses na Faixa de Gaza, onde o grupo islamista assumiu o poder em 2007, deixaram ao menos 65.062 mortos, a maioria civis.
G.Teles--PC