-
Inflação na zona do euro cai ligeiramente para 2% em dezembro
-
Trump afirma que Venezuela entregará milhões de barris de petróleo aos EUA
-
Como Cuba combate mais de 60 anos de embargo econômico
-
Tamagotchi completam 30 anos e seguem fazendo sucesso
-
De olho em Cuba, Marco Rubio assume papel crucial na crise da Venezuela
-
França limita importações agrícolas em resposta à indignação com o acordo UE-Mercosul
-
Saint-Tropez se despede da lendária Brigitte Bardot
-
ONU acusa Israel de 'apartheid' na Cisjordânia
-
Ex-agente da CIA condenado por espionar para os soviéticos morre na prisão
-
Brigitte Bardot morreu de câncer, revela seu marido
-
Líderes guerrilheiros fogem para Colômbia após operação na Venezuela, indica Exército
-
Manifestantes bloqueiam estradas na Bolívia contra plano econômico do governo
-
Sucessora de Maduro diz governar sem pressão, mas Trump anuncia controle sobre petróleo venezuelano
-
Barcelona e Real Madrid são favoritos de uma Supercopa com polêmica
-
Europa e EUA cerram fileiras com Ucrânia diante da Rússia
-
Nottingham Forest vence de virada no fim (2-1) e afunda West Ham
-
Juventus vence Sassuolo (3-0) e reassume 4º lugar no Campeonato Italiano
-
Trump estuda 'várias opções' para Groenlândia, incluindo a militar
-
Europa e Estados Unidos cerram fileiras com a Ucrânia frente à Rússia
-
Quinto aniversário da invasão do Capitólio mostra polarização persistente nos EUA
-
Costa do Marfim vence Burkina Faso e vai enfrentar Egito nas quartas da Copa Africana
-
Messi: 'Gostaria de ter meu próprio clube'
-
Autoridades suíças admitem falha em inspeção de bar incendiado
-
Petrobras pausa perfuração na Margem Equatorial após 'perda de fluido'
-
Jornalistas do mundo todo lotam a já movimentada fronteira Colômbia-Venezuela
-
Roma vence Lecce (2-0) e recupera quarto lugar no Italiano
-
Técnico interino do United diz que nunca se imaginou no cargo: 'Nem nos meus sonhos mais loucos'
-
Trump desdenha dos passos de dança de Maduro, mas confessa que Melania 'odeia' seu estilo
-
Doncic e Antetokounmpo lideram votação para 'All Star Game'
-
Manifestantes e policiais entram em confronto no Bazar de Teerã
-
EUA matou 55 militares cubanos e venezuelanos durante captura de Maduro
-
Argélia vence RD Congo (1-0) e vai enfrentar Nigéria nas quartas da Copa Africana
-
Ninguém 'vai sair correndo' para casa: diáspora venezuelana espera mudança real
-
Advogado de Maduro também defendeu Julian Assange, fundador do WikiLeaks
-
Quinto aniversário da invasão do Capitólio expõe polarização persistente nos EUA
-
Flick reconhece que Barça não tem condições de pagar 'centenas de milhões por jogadores'
-
Petróleo é a 'raiz do conflito' de Trump com Maduro, diz chanceler colombiana
-
Reino Unido pede ao X que atue contra vídeos sexuais manipulados com IA
-
Como vence Pisa (3-0) e entra no Top 4 do Campeonato Italiano
-
UE oferece auxílios adicionais a agricultores pelo acordo com o Mercosul
-
Sabalenka inicia temporada com vitória tranquila em Brisbane
-
Groenlândia agradece apoio de líderes europeus ante ameaças de Trump
-
Guardiola diz que City será discreto no mercado, apesar dos desfalques por lesão
-
Um século após sua criação, TV inova para competir com dispositivos móveis
-
Real Madrid confirma que Mbappé está fora da Supercopa da Espanha
-
Chelsea confirma chegada do técnico Liam Rosenior
-
Presidente interina da Venezuela começa a governar sob pressão
-
Desertores pedem novo comando militar para mudança real na Venezuela
-
Gigantes da IA e sua busca para conquistar os estudantes
-
Morre o cineasta húngaro Béla Tarr aos 70 anos
Europa aposta em perfil discreto sobre Venezuela para evitar irritar Trump
As autoridades europeias optaram por adotar um perfil discreto sobre a intervenção militar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Venezuela para evitar irritá-lo em tema críticos para eles, como a Ucrânia ou a Groenlândia.
Depois que as tropas americanas capturaram o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar em Caracas, a maioria dos líderes europeus passaram a medir as palavras.
Optaram pela moderação com relação a Maduro, acusado de "narcoterrorismo" e levado aos Estados Unidos para ser julgado.
A Espanha, um país com fortes laços com a América Latina, se mostrou um pouco mais ofensiva, juntando-se aos países sul-americanos em seu repúdio a qualquer "tentativa de controle" da Venezuela.
O chefe do governo alemão, Friedrich Merz, classificou a operação como juridicamente "complexa", e o britânico, Keir Starmer, afirmou que era uma "situação que evoluía rapidamente".
Todos insistiram na necessidade de respeitar o "direito internacional", mas nenhum lamentou a queda de Maduro, um aliado da Rússia que a União Europeia considerava ilegítimo após as eleições de 2024.
"Estes fatos dão a oportunidade para uma transição democrática na Venezuela", classificou a porta-voz da UE, Paula Pinho, nesta segunda-feira, evitando se pronunciar sobre as declarações de Trump que indicam que Washington governará o território venezuelano.
A Europa deseja ter o presidente americano ao seu lado nas tensas negociações sobre a Ucrânia.
"Temos nossos problemas em outros lugares e, gostemos ou não, sendo realistas, precisamos da participação dos Estados Unidos", declarou à AFP um diplomata da UE que pediu para permanecer sob anonimato.
"A intervenção na Venezuela ocorre enquanto a Europa tenta desesperadamente moldar os esforços de Trump para encerrar a guerra da Rússia na Ucrânia", acrescentou.
Os aliados de Kiev esperam que o mandatário republicano forneça garantias de segurança sólidas à Ucrânia enquanto pressiona o país para que ceda territórios a Moscou em troca de um acordo.
Os dirigentes europeus têm uma cúpula em Paris prevista para terça-feira (6), para tentar concretizar os planos e podem se reunir com Trump ainda este mês.
- Ameaça à Groenlândia -
Os diplomatas europeus reconhecem sua falta de influência para conter os eventuais planos de Washington na América Latina. Preocupa-os ainda mais que Trump se concentre em outro de seus objetivos: a Groenlândia.
Quando ainda comemorava o sucesso da operação para capturar Maduro, o presidente americano insistiu no seu desejo de assumir o controle do território autônomo da Dinamarca, membro da UE e da Otan.
"Precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional", disse Trump aos jornalistas, embora a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, tenha pedido a Washington que deixasse de "ameaçar" o seu território.
A União Europeia e o Reino Unido insistiram que apoiam a Dinamarca e a Groenlândia. Mas mesmo neste tema, a Europa anseia evitar um confronto.
"Devemos apaziguar Trump, não provocar o ogro", afirmou outro diplomata europeu também sob anonimato. "Não há nada que possamos fazer, e Trump sabe disso", acrescentou.
"Os europeus enfrentam uma escolha: acomodar-se às ambições de Washington ou oferecer resistência. E cada caminho tem custos", explicam Asli Aydintasbas e Chris Herrmann, pesquisadores do Conselho Europeu de Relações Internacionais, um grupo de especialistas sediado em Bruxelas.
Uma das consequências da posição europeia é a "legitimação da capacidade das grandes potências para remodelar as coisas à sua vontade na sua vizinhança", explicou Ian Lesser, do German Marshall Fund.
"Isto poderia aplicar-se a Taiwan (...) Ucrânia ou Moldávia", declarou à AFP.
H.Portela--PC