-
Ilhas Canárias em alerta com chegada de navio com surto de hantavírus
-
Assassinato de adolescente a caminho da escola choca cidade francesa
-
Em busca da reeleição, Lula visita Trump para dissipar tensões
-
Os destaques do Festival de Cannes
-
Governo trabalhista enfrenta teste nas eleições locais britânicas
-
Os filmes na disputa pela Palma de Ouro do 79º Festival de Cannes
-
Festival de Cannes terá edição repleta de estrelas
-
Irã examina proposta mais recente dos Estados Unidos para acabar com a guerra
-
Navio com surto de hantavírus segue para a Espanha; pacientes são hospitalizados na Europa
-
Luiz Henrique: Após 24 anos de espera, Brasil tem a 'ambição de ganhar a Copa'
-
Cantora britânica Bonnie Tyler é hospitalizada em Portugal
-
Assassinato de adolescente a caminho da escola deixa cidade francesa em estado de choque
-
UE anuncia acordo para proibir IA que cria imagens sexuais falsas
-
Japão lança mísseis durante exercícios e irrita a China
-
Fluminense empata com Independiente Rivadavia no fim (1-1) em noite de recorde de Fábio
-
Corinthians arranca empate no fim (1-1) contra o Santa Fe na Libertadores
-
Seleção mexicana excluirá da Copa do Mundo jogadores que faltarem ao início do período de treinos
-
Juiz dos EUA divulga suposta nota de suicídio de Jeffrey Epstein
-
Sem Arrascaeta, Flamengo enfrenta Independiente Medellín na Libertadores
-
Primeiro contágio de hantavírus em cruzeiro não poderia ter ocorrido no navio ou em escala, segundo OMS
-
Rússia pede a diplomatas que evacuem Kiev diante de possível ataque
-
Anthropic utilizará centros de dados da SpaceX para sua IA
-
'Não levaram o problema suficientemente a sério', diz passageiro de cruzeiro com hantavírus
-
PSG elimina Bayern e vai enfrentar Arsenal na final da Champions
-
Democratas acusam secretário de Comércio de Trump de encobrir caso Epstein
-
Trump considera 'muito possível' acordo de paz com Irã, mas mantém ameaças
-
Em um ano eleitoral difícil, Lula visita Trump em Washington
-
Trump vê possibilidade de acordo com Irã, mas mantém ameaças
-
Ex-presidente francês Sarkozy não precisará usar tornozeleira eletrônica novamente
-
Fora da Copa, mas com Sinner: tênis desafia reinado do futebol na Itália
-
Anistia Internacional designa dois líderes indígenas na Guatemala como 'prisioneiros de consciência'
-
Países asiáticos ainda não assinaram acordo para transmitir a Copa do Mundo
-
Fifa amplia punição do argentino Prestianni, que pode cumprir suspensão na Copa
-
Ted Turner, fundador e 'alma' da CNN, morre aos 87 anos
-
Neymar e Robinho Jr. fazem as pazes após briga em treino
-
Trump aumenta pressão para alcançar acordo de paz e ameaça Irã com novos bombardeios
-
Ted Turner, fundador da CNN, morre aos 87 anos
-
Navio de cruzeiro com surto de hantavírus vai atracar nas Canárias
-
Prêmio Princesa de Astúrias reconhece criatividade do Studio Ghibli
-
Tribunal israelense rejeita libertação de Thiago Ávila e de ativista espanhol-palestino
-
Bienal de Veneza inicia com polêmica por presença da Rússia
-
Eleições locais no Reino Unido, um teste difícil para um governo trabalhista em baixa
-
Tradição, Trump e tênis: cinco pontos sobre o papa Leão XIV
-
Pontificado de Leão XIV: um ano de moderação ofuscado pela crise com Trump
-
Passageiros com suspeita de hantavírus são retirados de navio e levados aos Países Baixos
-
Papa Leão XIV celebrará missa na Sagrada Família de Barcelona em 10 de junho
-
Venezuela defende na CIJ seu direito 'irrenunciável' à região de Essequibo
-
Rússia ataca Ucrânia durante cessar-fogo decretado por Kiev
-
Rolling Stones lançarão novo álbum 'Foreign Tongues' em 10 de julho
-
Casemiro acha "difícil" United renovar seu contrato, apesar dos apelos da torcida
Guerra se intensifica com ataques israelenses no Irã e represálias no Iraque e no Golfo
A guerra no Oriente Médio prossegue nesta quinta-feira (5) com bombardeios israelenses sobre Teerã e represálias iranianas que atingiram grupos curdos no Iraque, em um cenário de temor cada vez maior para o impacto na economia mundial.
Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado uma ofensiva em larga escala contra o Irã, país que acusam de querer desenvolver armas atômicas e de planejar um ataque.
Sem o seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu no primeiro dia dos bombardeios, e de vários comandantes militares, a República Islâmica respondeu com lançamentos de drones e mísseis contra Israel e alvos dos Estados Unidos e de seus aliados no Golfo.
A guerra chegou à costa do Sri Lanka, onde um submarino americano torpedeou na quarta-feira um navio de guerra iraniano, e ao Azerbaijão, país vizinho que ameaça adotar medidas de represália depois que um drone atingiu um aeroporto.
"Não ficará sem resposta", advertiu o Ministério da Defesa do Azerbaijão. O Exército iraniano negou o lançamento de drones contra o país do Cáucaso e acusou Israel.
Nos subúrbios do sul de Beirute, reduto do grupo pró-iraniano Hezbollah bombardeado por Israel, imagens da AFPTV mostram edifícios destruídos e ruas cobertas de poeira.
A agência de notícias libanesa ANI afirmou nesta quinta-feira que um ataque israelense matou um comandante do movimento islamista palestino Hamas, Wassim Atallah al Aliem, e sua esposa em um campo de refugiados no norte do Líbano.
As autoridades libanesas contabilizam ao menos 72 mortos e 83.000 deslocados desde segunda-feira.
Em um sinal de que o conflito bélico afeta cada vez mais países, o Irã anunciou que atacou grupos curdos com sede no Iraque.
A Casa Branca desmentiu que o governo americano teria a intenção de armar as milícias curdas contra o Irã para provocar um levante, mas confirmou que o presidente Donald Trump conversou com "líderes curdos" que estavam em uma base de Washington no norte do Iraque.
A lista de países que participam, de uma forma ou de outra, no conflito é cada vez maior.
A Austrália enviou dois aviões militares para a região, a Espanha anunciou o deslocamento de uma fragata para o Chipre e a Itália decidiu enviar elementos de defesa aérea aos países do Golfo.
A guerra também arrastou a Turquia, país membro da Otan, depois que as defesas aéreas da aliança destruíram na quarta-feira um míssil lançado do Irã que se dirigia ao espaço aéreo turco.
No Irã, os bombardeios continuam. Segundo a agência oficial Irna, os ataques mataram 1.230 pessoas, um balanço que a AFP não tem condições de verificar com fontes independentes.
A imprensa iraniana informou nesta quinta-feira que um complexo esportivo, um estádio de futebol e um prédio municipal foram danificados nos ataques israelenses e americanos contra Teerã.
Alguns iranianos que permaneceram na capital estão com medo, mas esperam ver a queda do regime dos aiatolás, que em dezembro reprimiu de maneira extremamente violenta as manifestações antigovernamentais.
"É assustador, mas deixar que estas pessoas controlem o governo é mais assustador do que mil aviões armados voando na direção da sua cidade", declarou à AFP um morador de Teerã de 30 anos, que pediu anonimato.
"Estamos virando uma página muito importante da nossa história, e eu não tenho medo. A esperança é a única coisa que nos resta agora", acrescentou.
O país está isolado do resto do mundo, com a internet funcionando em apenas 1% de sua capacidade, segundo o site Netblocks.
Telefonar é quase impossível. "Você não consegue ligar e as mensagens de voz não são entregues. Só conseguimos enviar textos", afirmou à AFP por mensagem de texto um morador de Teerã, que também pediu anonimato.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que seu homólogo americano, Pete Hegseth, afirmou que ele deve prosseguir com a operação "até o fim".
Jornalistas da AFP em Jerusalém ouviram explosões nesta quinta-feira.
O conflito não poupou as ricas monarquias do Golfo, que eram consideradas um refúgio seguro em uma região volátil. O Irã continua atacando suas cidades e infraestruturas energéticas.
Treze pessoas morreram em países do Golfo desde o início da guerra e outras 10 em Israel. O Exército iraniano afirmou nesta quinta-feira que atacou uma base americana no Kuwait com drones.
A Rússia afirmou que o Irã não pediu ajuda militar ao país.
- "Catastrófico" -
Em Washington, Trump obteve uma vitória política na quarta-feira, quando o Senado rejeitou uma resolução que pretendia limitar seus poderes neste conflito bélico.
A guerra pode provocar um "período prolongado de instabilidade" para a economia global, advertiu a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, via por onde transita 20% do petróleo mundial.
Um petroleiro no Kuwait sofreu uma "grande explosão", que provocou um vazamento de combustível, informou a agência britânica de segurança marítima UKMTO.
Segundo a televisão estatal iraniana, o país atacou um petroleiro americano no Golfo com um míssil, um incidente que, até o momento, não foi confirmado.
Diante da crise, a Coreia do Sul informou que ativou um fundo de estabilização de 68 bilhões de dólares (R$ 354 bilhões, na cotação atual), enquanto a China ordenou que suas refinarias interrompam as exportações de diesel e gasolina.
Com voos cancelados e turistas retidos ou repatriados às pressas, a guerra também afeta o turismo em uma região que se tornou o destino favorito de muitos viajantes.
"Meu último grupo de turistas partiu há três dias e todos os outros programados para março foram cancelados", contou Nazih Rawashdeh, um guia turístico de Irbid, no norte da Jordânia.
"Aqui, estamos no começo da alta temporada. É catastrófico", declarou à AFP.
burs-myl/vla/arm-erl/fp/yr
R.Veloso--PC