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Zelensky promete responder bombardeios russos, que deixaram 24 mortos
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, advertiu, nesta sexta-feira (15), que a Ucrânia tem o direito de bombardear instalações petrolíferas e militares da Rússia em resposta ao ataque letal que deixou 24 mortos na véspera em Kiev.
Em paralelo, Rússia e Ucrânia trocaram, nesta sexta, 205 prisioneiros de guerra de cada lado.
Uma trégua curta, auspiciada pelo presidente americano, Donald Trump, permitiu que os bombardeios maciços parassem longe do front, mas quando o cessar-fogo expirou, na madrugada de terça-feira, os ataques foram retomados.
Zelensky visitou, nesta sexta, o local atacado na véspera em Kiev. Após abrir caminho em meio aos escombros, ele depositou flores em frente a um prédio residencial parcialmente destruído por um dos mísseis de Moscou, em um bairro densamente povoado.
Segundo um balanço definitivo, 24 pessoas, incluindo três menores de 12, 15 e 17 anos, morreram neste bombardeio russo na madrugada de quinta-feira. Cerca de cinquenta pessoas ficaram feridas.
Duas das adolescentes falecidas, Liubava e Vira, eram irmãs e tinham 12 e 17 anos, anunciou a escola onde uma delas estudava. O pai delas, Levguen Yoakovliev, morreu no front, acrescentou a instituição de ensino.
"Temos motivos para responder apontando contra a indústria petrolífera russa, sua produção militar e contra aqueles diretamente responsáveis pelos crimes de guerra cometidos contra a Ucrânia e os ucranianos", escreveu Zelensky no X.
Desde que a guerra começou, no fim de fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram a Ucrânia, Kiev costuma atacar o setor petroleiro russo para tentar privar o país da receita com a qual financia seu esforço bélico.
- "Prédio civil" -
Nesta sexta foi decretado dia de luto oficial em Kiev, onde as bandeiras foram hasteadas a meio mastro. Dezenas de diplomatas estrangeiros também visitaram o local do ataque.
"Não é uma zona militar, nem sequer é uma infraestrutura energética (...) É simplesmente um prédio civil, mataram em suas camas gente que dormia ou que tentava dormir", denunciou Piotr Lukasievicz, encarregado de negócios polonês na Ucrânia.
Na Rússia, drones ucranianos deixaram pelo menos quatro mortos e doze feridos na cidade de Riazan, a sudeste de Moscou, segundo as autoridades.
O exército ucraniano reivindicou um bombardeio contra uma refinaria desta cidade, cuja região foi alvo de 99 drones, segundo seu governador, Pavel Malkov.
O Ministério da Defesa russo informou, por sua vez, ter derrubado durante a noite 355 dispositivos ucranianos deste tipo que sobrevoavam cerca de 15 regiões e também a Crimeia, território anexado por Moscou.
Nesta sexta, Kiev e Moscou realizaram uma troca de prisioneiros, que constitui a primeira fase de uma operação mais ampla anunciada por Trump.
Segundo o exército russo, 205 de seus militares foram repatriados.
Na sexta-feira passada, o presidente americano, Donald Trump, tinha anunciado uma trégua de três dias no conflito e a troca de mil prisioneiros de cada lado.
As negociações entre Rússia e Ucrânia, com mediação americana, estão em ponto morto desde que começou a guerra no Oriente Médio, desencadeada no fim de fevereiro com os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
A.Santos--PC