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EUA evita assumir responsabilidade por ataque a escola no Irã
Um alto comandante das forças americanas no Oriente Médio evitou, nesta terça-feira (19), assumir a responsabilidade por um ataque contra uma escola no Irã que deixou 155 mortos em 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra, e afirmou que o ocorrido segue em investigação.
O almirante Brad Cooper, chefe do comando militar encarregado das operações no Oriente Médio (Centcom), disse, perante um comitê do Congresso, que a escola ficava em uma base de mísseis de cruzeiro da Guarda Revolucionária iraniana, exército ideológico da república islâmica, o que tornava "mais complexa a investigação".
O ataque, ocorrido na cidade de Minab, no sul do Irã, causou a morte de 73 meninos, 47 meninas, 26 professores, sete pais, um motorista de ônibus escolar e outro adulto, segundo a imprensa estatal iraniana.
Cooper respondeu as perguntas do congressista democrata Adam Smith, membro de mais alto nível do Comitê de Serviços Armados da Câmara de Representantes, que questionou que os Estados Unidos não tenham assumido a responsabilidade pelo ocorrido, apesar de antecedentes similares.
O almirante prometeu compartilhar os resultados da investigação quando estiver concluída.
Segundo o jornal The New York Times, a escola foi atingida por um míssil de cruzeiro Tomahawk americano, uma arma da qual o Irã não dispõe. A CNN também noticiou que os Estados Unidos foram os responsáveis pelo ataque.
A AFP não pôde ter acesso ao local para verificar de forma independente os detalhes difundidos pela mídia iraniana.
Israel negou constantemente qualquer envolvimento no ataque.
Funcionários americanos, incluídas autoridades militares, reiteraram que suas forças não atacam civis.
J.Pereira--PC