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Irã anuncia fechamento de Ormuz e bombardeia Golfo em resposta a ataques dos EUA
O Irã anunciou neste domingo (12) o fechamento do Estreito de Ormuz e lançou mísseis e drones contra seus vizinhos do Golfo, após bombardeios americanos em resposta a disparos iranianos contra um navio, em uma nova escalada que coloca em dúvida a trégua na guerra.
As hostilidades evidenciam as dificuldades para avançar nas negociações destinadas a encerrar definitivamente o conflito e mostram que a questão do Estreito de Ormuz se tornou um dos pontos centrais para qualquer acordo.
O presidente americano, Donald Trump, declarou nesta semana que o cessar-fogo "terminou" devido aos ataques iranianos contra embarcações nessa rota estratégica.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou ter realizado cerca de 140 ataques contra o Irã e, mais tarde, Trump declarou à CNN que seu país atingiu o Irã "muito duramente".
Em resposta, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e o Irã lançou uma série de ataques contra países do Golfo aliados de Washington.
"O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso e até o fim das intervenções americanas nesta região", informou a Guarda Revolucionária.
Veículos de comunicação iranianos relataram explosões em Bandar Abbas, Sirik e na ilha de Qeshm, além da província de Khuzistão, na fronteira com o Iraque. Também informaram a morte de um soldado iraniano na cidade de Jask.
Mais tarde, uma nova salva de projéteis atingiu a ilha de Qeshm. A imprensa iraniana também anunciou a morte de um funcionário do setor de telecomunicações no sul da província de Hormozgã.
O controle do Estreito de Ormuz tornou-se um importante trunfo para Teerã. Mohsen Rezai, assessor militar do líder supremo iraniano, afirmou que "essa passagem estratégica é mais importante do que dezenas de bombas atômicas".
O Exército americano contestou a versão iraniana e declarou que o tráfego continua fluindo pelo estreito e que "o Irã não controla" a passagem.
O chanceler paquistanês, Ishaq Dar, pediu uma "desescalada" e moderação. O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu a retomada urgente das negociações de paz.
- 'Rota não autorizada' -
Após os novos ataques americanos deste domingo, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos informaram ataques contra seus territórios, enquanto explosões foram ouvidas no Catar.
As autoridades catarianas afirmaram ter interceptado mísseis e relataram três feridos. Teerã declarou ter atingido uma base aérea americana no emirado.
A Guarda Revolucionária também reivindicou a autoria de um ataque contra Omã, alegando ter destruído instalações de apoio logístico a porta-aviões americanos no porto de Duqm.
A Jordânia informou ter sido alvo de três mísseis iranianos, sem registro de danos. No Kuwait, autoridades relataram ataques contra três postos fronteiriços e uma plataforma petrolífera.
Ao anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, a Guarda Revolucionária afirmou ter efetuado disparos de advertência contra um navio que "tentava seguir uma rota não autorizada".
Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, o incidente ocorreu cerca de 17 quilômetros a leste da península de Musandam, em Omã, provocando um incêndio a bordo e obrigando a tripulação a abandonar a embarcação.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que "o Irã tomou uma decisão errada" e que "pagará o preço".
bur/san/hme/mmy-jvb/an/jvb/fp/lm
L.Henrique--PC