Rubio considera "feito extraordinário" a crescente influência dos EUA na América Latina
Rubio considera "feito extraordinário" a crescente influência dos EUA na América Latina / foto: Aaron Schwartz - AFP

Rubio considera "feito extraordinário" a crescente influência dos EUA na América Latina

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, celebrou nesta sexta-feira (31) "a conquista extraordinária" que representa, em sua avaliação, o fato de a América Latina e o Caribe estarem atualmente sob uma maioria de governos alinhados aos Estados Unidos.

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"Pela primeira vez em 15 ou 20 anos, a imensa maioria dos países do hemisfério ocidental é agora liderada por dirigentes pró-Estados Unidos e governos pró-Estados Unidos. É uma conquista extraordinária", disse Rubio durante uma reunião de gabinete.

"Praticamente em todas as eleições realizadas desde que o senhor foi eleito presidente, foi eleita uma pessoa pró-Estados Unidos, e acredito que esta é uma situação incrível", acrescentou Rubio, dirigindo-se ao presidente Donald Trump.

Keiko Fujimori, que assumiu nesta semana a Presidência do Peru, é a mais recente chefe de Estado a se somar à onda conservadora alinhada a Trump na região.

Nesta sexta-feira, Rubio manteve uma conversa telefônica com ela, informou o Departamento de Estado.

Apesar dessa série de vitórias consecutivas, na realidade são apenas 17 países — aproximadamente metade dos governos da região — que estão sob a liderança de governantes claramente alinhados à política agressiva e anti-imigração de Donald Trump.

Do lado da esquerda, restam apenas duas potências regionais, México e Brasil, enquanto a Colômbia está prestes a passar o bastão para o ultradireitista Abelardo de la Espriella.

O histórico rival dos Estados Unidos na região, Cuba, enfrenta uma gravíssima crise econômica.

Além disso, Havana perdeu em janeiro seu principal aliado, o presidente venezuelano Nicolás Maduro, detido e apresentado à Justiça por forças militares dos Estados Unidos.

Desde então, Caracas colabora com a agenda energética e econômica de Washington, enquanto a Nicarágua mantém uma postura desafiadora.

A pedido dos Estados Unidos, o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) realizará na quarta-feira uma reunião especial para tratar da situação no país centro-americano.

P.Serra--PC