-
Desigualdade de rendimentos atinge nível recorde na Alemanha
-
Bateria de ião-lítio causou incêndio que vitimou bombeiro em Boston
-
Tianjin restaura vilas históricas na antiga Concessão Italiana para uso público
-
SCANDIC FINANCE ने एलेक्स बोडी को समूह का उपाध्यक्ष नियुक्त किया
-
SCANDIC FINANCE แต่งตั้งอเล็กซ์ โบดี เป็นรองประธานกลุ่มบริษัท
-
SCANDIC FINANCE Grubu, Alex Bodi’yi başkan yardımcılığına atadı
-
Alex Bodi wiceprezesem grupy SCANDIC FINANCE
-
Алекс Боди е назначен за вицепрезидент на групата SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi a SCANDIC FINANCE vállalatcsoport új alelnöke
-
Ο Άλεξ Μπόντι νέος αντιπρόεδρος του ομίλου SCANDIC FINANCE
-
Colin Robinson e a Medicina Ancestral: Do Farmacêutico ao Herbalista
-
Alex Bodi byl jmenován viceprezidentem skupiny SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi utsedd till vicepresident för SCANDIC FINANCE-koncernen
-
تعيين أليكس بودي نائبًا لرئيس مجموعة SCANDIC FINANCE
-
Novo MacBook Pro: Críticas destacam peso e tela OLED em detrimento do toque
-
SCANDIC FINANCEグループ、アレックス・ボディ氏を副社長に任命
-
SCANDIC FINANCE 그룹, 알렉스 보디 부사장 선임
-
Tributos a Ezekiel Williams, jovem futebolista e mentor morto em Milton Keynes
-
Krone.at reformula fórum e endurece regras de moderação
-
亞歷克斯・博迪獲任命為 SCANDIC FINANCE 集團副總裁
-
Алекса Боді призначено віцепрезидентом групи SCANDIC FINANCE
-
Алекс Боди назначен вице-президентом группы SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi nomeado vice-presidente do grupo SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi, numit vicepreședinte al grupului SCANDIC FINANCE
-
Pensões de Altos Rendimentos: O Risco da Contribuição Mínima do Empregador
-
Niterói escolhe Corte Momesca do Carnaval 2027 na quadra da Viradouro
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública em dois turnos e envia texto à promulgação
-
Sporting derrota Shakhtar Donetsk por 1-0 na Liga dos Campeões
-
Cancro do pâncreas causou mais de duas mil mortes em Portugal num ano
-
Demichelis e RB Leipzig buscam reverter histórico contra Haaland e City
-
Montenegro convoca PS e Chega para reuniões sobre crise da habitação
-
Lucro do novobanco recua 4,1% para 585,6 milhões de euros até setembro
-
Professora da UBC defende ligação à polícia como ato de cuidado a Steven Galloway
-
Ministro espanhol dos Transportes demite-se após acidente ferroviário mortal
Canadá atrai pesquisadores decepcionados com Trump nos EUA
Nos Estados Unidos, "não temos mais a liberdade acadêmica que tínhamos". Cansada dos cortes orçamentários em sua área, a epidemiologista Sheryl Magzamen migrou para uma universidade no Canadá, país que implementou uma estratégia para atrair talentos internacionais.
Ex-pesquisadora da Universidade do Colorado, Magzamen iniciou seu novo período acadêmico na Universidade de Montreal. Outros 47 cientistas de diversas nacionalidades já se mudaram ou se mudarão em breve para o Canadá para continuar suas carreiras.
Ottawa lançou um amplo programa para contratar pesquisadores internacionais, em meio à guerra comercial com Washington, que se intensificou nas últimas semanas.
A iniciativa conta com 1,7 bilhão de dólares canadenses (cerca de 6,2 bilhões de reais) ao longo de 12 anos.
"Se alguns países reduzem seu orçamento de pesquisa e dão as costas à liberdade acadêmica, nós apostamos ainda mais na ciência e na pesquisa", disse no final de agosto a ministra da Indústria, Mélanie Joly, responsável pelo programa.
São recursos sem precedentes "para colocar em andamento pesquisas de longo prazo", comemora Magzamen, que deixou os Estados Unidos com seu marido e seus filhos e está aprendendo francês para se integrar ao novo ambiente.
A pesquisadora diz estar cansada das "restrições de financiamento nos Estados Unidos". Desde a volta de Donald Trump ao poder, em janeiro de 2025, ela perdeu várias bolsas para seus trabalhos sobre saúde e mudança climática.
Com cortes de bilhões de dólares em financiamento e ameaças abertas às universidades, Trump se empenhou em transformar o panorama científico nos Estados Unidos, país de referência mundial em pesquisa.
- "Clima hostil" -
Phillip Zamore, que deixará a Universidade de Massachusetts em abril de 2027 para ingressar na Universidade McGill, em Montreal, também considera que se trata de uma escolha dolorosa, mas necessária.
"Atualmente, o clima em relação à ciência nos Estados Unidos é hostil", declara este professor de biologia molecular, denunciando condições de trabalho "contraproducentes".
"Decidi ir embora. É uma sorte que o Canadá continue valorizando a pesquisa científica", diz esse pesquisador, que contará com um orçamento equivalente a mais de um milhão de dólares americanos (mais de 5 milhões de reais).
Para além dos recursos, as universidades canadenses prometem garantir a autonomia acadêmica aos pesquisadores que "questionam seu papel" nos Estados Unidos, ressalta Magzamen.
"Nos Estados Unidos, há um controle estatal sobre a ciência e o conhecimento está se deteriorando", afirma Sophie D’Amours, reitora da Universidade Laval, em Quebec, que, desde o retorno de Trump à Casa Branca, contratou 15 pesquisadores dos Estados Unidos.
- Competição saudável -
Além do Canadá, França, Reino Unido e a União Europeia lançaram iniciativas semelhantes para atrair pesquisadores americanos.
A UE destinou para esse objetivo uma verba de cerca de 500 milhões de euros (cerca de 3 bilhões de reais) para o período 2025-2027.
A França anunciou, em maio, que selecionou 60 pesquisadores, principalmente residentes dos Estados Unidos.
"É um estímulo positivo ver que vários países querem participar" da contratação destes pesquisadores, afirma a vice-reitora de pesquisa e inovação da Universidade McGill, Dominique Bérubé.
Estes pesquisadores trabalham em áreas tão variadas quanto a inteligência artificial, a medicina ou o setor aeroespacial. E isso representa uma "oportunidade" para o Canadá, acrescenta.
Uma pesquisa publicada em março de 2025 pela revista Nature indicava que 75% dos cientistas americanos cogitavam deixar seu país.
E, segundo Phillip Zamore, cada vez mais estudantes internacionais estão escolhendo outros destinos.
"Agora é muito mais atrativo para os estudantes realizar seus estudos no Canadá do que nos Estados Unidos", afirma.
Segundo Zamore, ele não recebeu nenhuma candidatura nas últimas semanas para pós-doutorado em seu departamento na Universidade de Massachusetts, quando antes recebia entre uma a duas por semana.
O.Salvador--PC