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Coreia do Norte manterá armas nucleares 'para sempre', promete chanceler
A Coreia do Norte manterá suas armas nucleares "para sempre", prometeu nesta quinta-feira (24) a ministra das Relações Exteriores, ao rejeitar os apelos do presidente sul-coreano por uma península coreana desnuclearizada.
Pyongyang consagrou legalmente seu status de potência nuclear e o governo norte-coreano repete que o arsenal atômico do país é permanente e irreversível.
As declarações da ministra das Relações Exteriores aconteceram um dia após o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, expressar na Assembleia Geral da ONU o desejo de deter o crescimento da capacidade armamentista do Norte e, a longo prazo, chegar a uma península coreana "livre de armas nucleares".
"Reafirmo e reconfirmo com a maior firmeza a vontade inabalável de nosso Estado de conservar as armas nucleares por todos os tempos", declarou a chanceler Choe Son Hui em um comunicado divulgado pela agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.
O status nuclear do país é "irreversível em qualquer circunstância e permanecerá inalterável para sempre", acrescentou.
Choe ressaltou que "a coexistência do confronto e diálogo pode ser viável para qualquer outro, mas nunca poderá ser para a RPDC", o acrônimo oficial do país.
Na ONU, Lee, que tentou em diversas ocasiões reativar o diálogo com o Norte, também afirmou que a Coreia do Sul "estabelecerá as bases" para a retomada dos diálogos estagnados entre Pyongyang e Washington.
O presidente sul-coreano declarou na semana passada que seu homólogo americano, Donald Trump, "deseja claramente" um diálogo com Pyongyang.
Ao mesmo tempo, nesta quinta-feira, Pyongyang anunciou que executou testes na terça-feira com "foguetes de lançamento múltiplo controlados de 240 milímetros aperfeiçoados".
A KCNA informou que "um sistema autônomo guiado de precisão" foi instalado nos mísseis, que são "capazes de atingir alvos a 100 quilômetros de distância em modo de voo balístico de trajetória, e a 115 quilômetros de distância em um modo combinado de voo".
A agência não mencionou a presença do líder Kim Jong Un, que costuma acompanhar os testes de armamentos importantes.
H.Portela--PC