-
Buenos Aires diz que Brasil pediu saída do embaixador argentino
-
Homem armado foi preso em campo de golfe de Trump
-
Justiça autoriza novo inquérito envolvendo filho de Lula
-
EUA revoga visto de embaixadora do Brasil por disputa diplomática
-
Mais de mil pessoas são evacuadas na Guatemala após erupção vulcânica
-
Termina protesto que deixou mais de 150 navios parados em portos argentinos
-
EUA diz que espera acordo sobre Ormuz "muito em breve" e faz petróleo cair
-
Comando Sul dos EUA anuncia força militar com aliados da região
-
Alcaraz desiste do Masters 1000 de Cincinnati devido a lesão no punho
-
Novo comissário quer levar a MLS ao 'próximo nível'
-
Protesto de práticos deixa mais de 150 navios parados em portos argentinos
-
Cidades-sede da Copa do Mundo cobram milhões de dólares que a Fifa teria prometido
-
EUA revoga visto de embaixadora do Brasil por disputa diplomática com governo Lula
-
Receita da SpaceX aumenta 92% em primeiro balanço desde abertura de capital
-
Mohamed Salah perto de assinar com o Trabzonspor, da Turquia
-
Sobe para 77 número de migrantes mortos tentando chegar a Ceuta
-
Foguete da SpaceX deve colidir com a Lua
-
Presidente da federação jordaniana acusa Infantino de 'chantagem'
-
EUA revoga visto de embaixadora do Brasil
-
Cepal pede que América Latina e Caribe transformem recursos naturais em poder de negociação
-
Maradona comia pouco e ficava prostrado na cama, revela cuidador em julgamento
-
Vozinha é apresentado no Colo Colo: 'Sempre acreditei que era jogador de time grande'
-
Svitolina e Swiatek avançam à 3ª rodada do WTA 1000 de Toronto
-
EUA espera acordo "muito em breve" sobre Estreito de Ormuz
-
Polícia do DF investiga plano de atentados contra Poderes durante as eleições
-
Arsenal intensifica negociações com Newcastle para contratar Bruno Guimarães
-
Nepal faz vigília em homenagem a alpinistas mortos em avalanche no Paquistão
-
Barcelona contrata atacante brasileira Kerolin em tranferência recorde
-
Mais de 170 migrantes são resgatados ao tentar cruzar o Canal da Mancha
-
Iraque exportou 30 milhões de barris de petróleo através de Ormuz em um mês
-
Nicolas, lateral do São Paulo, é detido após atropelar e matar idoso
-
Ex-guerrilheiros colombianos temem por seu futuro ante chegada ao poder de De la Espriella
-
Em Cuba, "dar um jeito" na crise dia após dia tem um custo
-
Rúben Amorim promete dar continuidade ao legado de Baresi no Milan
-
'Nenhuma decisão', diz Xabi Alonso sobre retorno de Mudryk após suspensão
-
Erupção de vulcão na Guatemala deixa centenas de deslocados
-
Francês Hervé Renard é o novo técnico da Costa do Marfim
-
Democratas votam em primárias no Michigan, estado crucial nas legislativas
-
Cuba restabelece rede elétrica após apagão nacional
-
Milhares de pessoas dão último adeus a Franco Baresi
-
Ex-advogado pessoal de Trump avança em sua confirmação como procurador-geral dos EUA
-
Marco Rubio espera que transição na Venezuela leve 'meses, não anos'
-
Banco Mundial insta países em desenvolvimento a adotarem IA para melhorar sua governança
-
Barcelona empresta goleiro Ter Stegen ao Ajax
-
Bubista, técnico de Cabo Verde na Copa, é anunciado por clube do Marrocos
-
Japão considera necessário reforçar suas forças armadas com 'urgência'
-
Erupção do Vulcão de Fogo força deslocamento de centenas de pessoas na Guatemala
-
Dirigentes da Fifa aumentam pressão sobre Infantino
-
Suspeito relacionado a incêndios no noroeste dos EUA é preso
-
Polícia Civil investiga suspeitos de planejar ataques durante eleições no Brasil
A última viagem de Lydie, uma francesa que optou pela eutanásia na Bélgica
A francesa Lydie Imhoff, hemiplégica de nascimento e praticamente cega, perdeu gradualmente o uso de suas extremidades. Aos 43 anos, optou pela eutanásia na Bélgica por "medo de viver em um corpo morto".
Seu primeiro encontro com a AFP foi em março de 2023, após sua consulta com um psiquiatra em Bruxelas, que a autorizou a seguir com o procedimento.
No início de 2024, a AFP acompanhou-a em sua viagem da cidade francesa de Besançon, onde vivia com seu coelho Lucky, para Bruxelas, onde foi submetida à eutanásia, e suas cinzas foram espalhadas.
- 30 de janeiro, Besançon
O apartamento de Lydie em Besançon estava quase vazio, e seu coelho se movia junto com a cadeira de rodas.
"Por um lado, tenho pressa para me libertar. Por outro, sinto-me culpada por abandonar as pessoas que amo. Mas a escolha é minha", diz ela, acrescentando em tom de brincadeira: "Espero não esquecer de colocar as chaves na caixa de correio, ou vão matar!".
- 31 de janeiro, rumo a Bruxelas
O anestesista Denis Rousseaux e sua esposa, a enfermeira Marie-Josée, chegam a casa de Lydie, em um veículo alugado.
O casal aposentado ajuda Lydie desde 2023. Como não tem relações com a família, depende de amigos e voluntários.
Depois de colocar a cadeira de rodas no porta-malas, Rousseaux liga o carro. "É um gesto humano", diz.
- 31 de janeiro, almoço em Longwy
O veículo para em Longwy, no departamento francês de Meurthe-et-Moselle, para um encontro com Claudette Pierret, ativista da eutanásia.
Foi Pierret quem colocou Lydie em contato com Yves de Locht, médico belga que realizará o procedimento.
"Estou cansada de lutar contra minha vida diária, contra a doença, contra minha deficiência, contra tudo", diz Lydie.
Após o almoço, seguem para Bruxelas.
Quando chegam ao hospital, Lydie se instala em uma grande sala com decoração marítima. "Qual é o jantar do condenado hoje à noite?”, brinca.
- Quarta-feira, 31 de janeiro, no hospital
Antes de sua última noite, Lydie fala com De Locht.
- "Continua disposta a fazê-lo?"
- "Sim. Tem certeza que não vou acordar, de verdade?"
- "Diga-me o que sente agora em seu coração".
- "Penso nas pessoas que deixo para trás".
- "Já sabe o que pensarão. Apesar da tristeza, dirão que descansou".
- Quinta-feira, 1° de fevereiro
Apesar dos protestos de agricultores, o médico chega a tempo e pergunta a Lydie pela última vez se realmente quer morrer.
A resposta, novamente, é positiva.
De Locht tem a ajuda de Wim Distelmans, chefe do departamento de cuidados paliativos. Ele é quem prepara uma mistura com três ampolas de tiopental sódico.
Rousseaux apresenta Lydie a Distelmans. "Ele é o chefão?" pergunta, provocando risos.
Todos estão perto da cama. Trocam as últimas palavras e De Locht anuncia: "Lydie, me despeço".
"Nos veremos lá em cima?", pergunta. "Sim, saudações aos belgas, saudações aos franceses."
- "Nós a libertamos"
"A doença estava matando-a aos poucos e cessei seu sofrimento, o que corresponde a minha ética como médico. Não sinto em absoluto que a matei, sinto que interrompi sua dor", disse De Locht.
Em sua sala, o professor Distelmans prepara os papéis que entregará à Comissão de Controle. Antes de ir, fala com Rousseaux e sua esposa: "Nós a libertamos", diz.
Quatro dias depois, seu corpo foi cremado, e as cinzas, lançadas no jardim de um memorial, nos arredores de Bruxelas, sem a presença de familiares.
A lei belga de 2002 que descriminalizou a eutanásia exige ao menos duas opiniões coincidentes para a realização do procedimento, a de um psiquiatra e de um médico da família.
O texto determina que o pedido deve responder a um sofrimento "constante, insuportável e irremediável" resultado de uma condição "grave e incurável".
Em 2022, foram realizadas 2.966 eutanásias na Bélgica, segundo a comissão federal de controle e avaliação. Deste total, 53 pessoas viviam na França.
A.F.Rosado--PC