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Fabricantes de sorvetes dos EUA eliminarão corantes sintéticos
Os principais fabricantes de sorvetes dos Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (14) que vão eliminar gradualmente o uso de corantes artificiais após pressão do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que quer eliminar os aditivos desnecessários da dieta americana.
A Associação Internacional de Alimentos Lácteos (IDFA, na sigla em inglês), da qual fazem parte mais de 40 marcas de sorvetes, afirmou que deixará de usar corantes sintéticos derivados do petróleo até o final de 2027.
Alguns estudos relacionam esses aditivos com o transtorno por déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), câncer, diabetes, problemas gastrointestinais e alterações genômicas, argumentam especialistas em saúde.
"Estou particularmente feliz de estar aqui hoje porque isso é relevante para o meu alimento favorito, que é o sorvete", disse Kennedy Jr. a jornalistas.
"Este é um grande dia para os produtos lácteos e um grande dia para Tornar os Estados Unidos saludáveis outra vez", acrescentou o presidente da IDFA, Michael Dykes, referindo-se ao slogan adotado por Kennedy Jr., que por sua vez é inspirado no lema de Trump: "Torne os Estados Unidos grandes outra vez", (MAGA, "Make America Great Again", em inglês).
Andy Jacobs, presidente-executivo da Turkey Hill, assinalou que muitos produtores de sorvetes comerciais já eliminaram os corantes artificiais ou estão em processo de fazê-lo.
Os americanos consumem aproximadamente 8,6 kg de sorvete por ano por pessoa, segundo dados do setor.
Em abril, Kennedy Jr. anunciou planos para revogar a autorização de dois corantes sintéticos e para "trabalhar com a indústria" para eliminar outros seis, um enfoque que os críticos consideram brando demais.
Kennedy Jr. se autoproclama um defensor da alimentação saudável e promete eliminar os corantes artificiais de toda a indústria alimentícia, principalmente sobre a base do voluntariado.
Segundo ele, com o compromisso dos produtores de sorvete, a proporção do setor agroalimentar que prometeu não utilizar mais corantes sintéticos oscila entre 35% e 40%.
Isso se soma aos 35% relacionados com empresas ecológicas ou que utilizam produtos exclusivamente naturais, disse Kennedy Jr. em entrevista coletiva.
Para favorecer a transição, a agência reguladora de alimentos e medicamentos (FDA, na sigla em inglês) acelerou a homologação de corantes naturais, acrescentou.
Quatro novas referências foram autorizadas desde a posse do presidente Donald Trump.
Alguns grandes atores do setor alimentício ainda resistem, em particular o grupo Mars, que alega que seus produtos são "seguros" e estão "em conformidade com as normas vigentes".
A Associação Nacional de Confeiteiros (NCA, na sigla em inglês) se negou a responder ao chamado de Kennedy Jr. porque considera que suas conclusões não se baseiam em estudos conclusivos.
Ferreira--PC