-
Swiatek e Kostyuk vencem e vão se enfrentar nas oitavas de Roland Garros
-
Nova corrida do ouro ameaça terras protegidas da Amazônia
-
Ex-dirigente do Templo Shaolin na China é condenado a 24 anos de prisão por desvio de recursos
-
UE desbloqueará enormes recursos para a Hungria que estavam congelados sob o governo Orban
-
Autoridades militares de Israel e Líbano se reúnem em Washington
-
UE pede resposta 'mais contundente' ao desequilíbrio comercial com a China
-
Otan e UE criticam Rússia após impacto de drone na Romênia
-
EUA classifica PCC e CV como organizações terroristas
-
Diretor da OMS visita capital da RDC antes de viajar ao epicentro do surto de ebola
-
Japão proíbe fotos em torneio de vôlei de praia para evitar imagens 'maliciosas'
-
Romênia acusa Rússia por impacto de drone contra edifício residencial
-
Foguete da Blue Origin explode na plataforma de lançamento durante teste
-
Modelos e robôs compartilham passarela em Seul
-
ONU afirma que proteção das crianças online é uma 'prioridade urgente'
-
População do Japão registra queda recorde em cinco anos
-
Cruzeiro goleia Barcelona de Guayaquil (4-0) e avança às oitavas da Libertadores
-
Opositora se diz determinada a negociar transição com Delcy na Venezuela
-
Palmeiras goleia Junior Barranquilla (4-1) e vai às oitavas da Libertadores
-
Israel causa 17 mortes no sul do Líbano e perto de Beirute
-
Com Flaco López, Argentina divulga lista de convocados para a Copa do Mundo
-
Acusados dão versões opostas sobre atendimento domiciliar no julgamento da morte de Maradona
-
Qual foi o trailer do ano? Hollywood comemora o 'Oscar' das prévias do cinema
-
Fifa coloca à venda novo lote ingressos para a Copa do Mundo
-
Austríaco pega 15 anos de prisão por planejar atentado em show de Taylor Swift
-
Ben Shelton, número 5 do mundo, cai na 2ª rodada em Roland Garros
-
EUA proíbe voos de drones nos arredores dos estádios da Copa do Mundo
-
Israel causa 14 mortes no Líbano e ataca arredores de Beirute
-
Com 'Gabriéis' do Arsenal e Marquinhos no PSG, Brasil também joga a final da Champions
-
EUA revisa para baixo crescimento do PIB no 1T; inflação sobe
-
Países sul-americanos concordam em criar plano de combate ao crime organizado
-
Após queda de Sinner, Sabalenka e Gauff avançam em Roland Garros
-
Cuba põe em dúvida 'seriedade' e 'responsabilidade' dos EUA no diálogo bilateral
-
Confronto entre guerrilhas deixa 48 mortos na Colômbia a dias da eleição presidencial
-
Djokovic-Fonseca: a lenda e a promessa medem forças em Roland Garros
-
Brasil em alerta por lesão de Neymar antes da Copa do Mundo
-
EUA e Irã alcançam acordo-quadro sujeito a aval de Trump, dizem fontes americanas
-
União Africana promete vacina contra cepa Bundibugyo do ebola até fim de 2026
-
UE confirma sanções contra colonos extremistas israelenses
-
Onda de calor deixa Itália em alerta vermelho e bate recorde em Portugal
-
'Ninguém é um robô', diz Sinner após derrota em Roland Garros
-
EUA ameaça impor sanções a Omã caso o país coopere com o Irã em Ormuz
-
Israel suspende relações com o secretário-geral da ONU
-
Comunidade indígena do México é alvo do cartel
-
Irã e EUA acusam um ao outro de violar o cessar-fogo
-
Empresa francesa de IA Mistral visa fortalecer sua posição no setor de defesa
-
Imigrantes temem que ICE transforme Copa do Mundo em operação policial
-
Megaron, o herdeiro de Raoni na luta pela Amazônia
-
Neymar é dúvida para estreia do Brasil na Copa por lesão muscular
-
EUA ataca Irã, que responde com represália a uma de suas bases militares
-
ONU prevê que temperaturas globais manterão níveis máximos em 2026-2030
Diretor da OMS visita capital da RDC antes de viajar ao epicentro do surto de ebola
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, se reúne nesta sexta-feira (29) em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), com as autoridades do país para discutir o grave surto de ebola, antes de se deslocar ao epicentro da epidemia.
A viagem a Ituri, uma província remota no nordeste do país e principal foco da mais recente epidemia de ebola na RDC, estava prevista para esta sexta-feira, mas foi adiada para sábado (30).
A RDC, um dos países mais pobres do planeta e com mais de 100 milhões de habitantes, declarou em 15 de maio uma nova epidemia. A OMS decretou um alerta de saúde internacional.
Desde então, as autoridades de saúde congolesas e internacionais lutam para conter a propagação do vírus, que já se propagou por três províncias, assim como pela vizinha Uganda, onde sete infecções foram confirmadas, uma delas fatal.
Na RDC foram registrados 246 óbitos entre mais de 1.000 casos suspeitos.
As autoridades internacionais consideram que a real dimensão da epidemia ainda é desconhecida e que os balanços são provavelmente inferiores à realidade, principalmente devido à reduzida capacidade da RDC para fazer testes laboratoriais que confirmem os casos de transmissão.
A doença do ebola, que matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos, provoca uma febre hemorrágica aguda e extremamente contagiosa.
A epidemia mais letal na RDC provocou quase 2.300 mortes e 3.500 casos entre 2018 e 2020.
"Apesar de uma situação complexa, acredito que podemos parar isto", declarou Tedros ao chegar à capital congolesa. Em uma carta aberta publicada pouco antes no X, ele destacou que os congoleses "não estão sozinhos".
- "Seremos exterminados"
Na remota região de Ituri, os serviços do Estado estão ausentes em grande medida. A presença de grupos armados — rebeldes vinculados ao grupo radical Estado Islâmico ou milícias comunitárias que atacam os civis com frequência — dificulta o acesso dos profissionais da saúde.
As províncias vizinhas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, também afetadas pela epidemia, são cenários de violência quase ininterrupta há 30 anos.
Amplas áreas do território estão sob controle do grupo armado antigovernamental M23, apoiado por Ruanda e por seu Exército.
Milhões de deslocados que fugiram dos conflitos estão aglomerados em acampamentos. A chegada do vírus aos espaços repletos de lonas e barracas, marcados pela superlotação e condições de higiene desastrosas, seria catastrófica.
Dorcas Mapenzi lava suas roupas em uma bacia colocada diretamente no chão. Como os milhares de deslocados em Ituri, ela vive em um campo superlotado na periferia de Bunia, a capital provincial.
"Se o ebola chegar, seremos exterminados, porque estamos amontoados", disse à AFP.
"Dormimos uns em cima dos outros", descreve Déborah Nzale, outra deslocada. "Se uma única pessoa for infectada aqui neste campo, todos nós vamos morrer", comentou.
A epidemia atual é provocada pelo vírus Bundibugyo, para o qual não existe tratamento específico nem vacina. A maioria das epidemias anteriores foi causada pelo vírus Zaire, o único para o qual existe uma vacina homologada.
Na quinta-feira, o diretor da agência de saúde da União Africana, Jean Kaseya, prometeu que uma vacina e um medicamento contra a cepa Bundibugyo serão disponibilizados "até o fim de 2026".
Por sua vez, a OMS anunciou que seus grupos consultivos recomendaram ensaios clínicos para várias vacinas e tratamentos potencialmente eficazes contra a cepa Bundibugyo.
Uganda e Ruanda fecharam recentemente suas fronteiras com a RDC.
Na semana passada, a OMS elevou o nível de risco sanitário na RDC para a faixa mais perigosa. Também indicou que o risco para os países da região era "elevado", mas que em escala mundial continuava "baixo".
G.M.Castelo--PC