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Governo dos EUA pede aumento do uso de IA para melhorar a segurança nacional
O governo dos EUA ordenou, nesta quinta-feira (24), ao Pentágono e às agências de inteligência que intensifiquem o uso de inteligência artificial para promover a segurança nacional, na primeira estratégia desse tipo para combater ameaças de potências rivais como a China.
O novo Memorando de Segurança Nacional, que surge um ano depois de o presidente Joe Biden ter emitido uma ordem executiva sobre a regulamentação da IA, busca estabelecer um vínculo entre o uso da tecnologia para combater as suas aplicações militares pelos adversários e a criação de salvaguardas para defender os direitos civis, disseram as autoridades.
"Esta é a primeira estratégia do nosso país para aproveitar o poder e gerir os riscos da IA para melhorar a nossa segurança nacional", disse o assessor de Segurança Nacional, Jake Sullivan, em um discurso na Universidade de Defesa Nacional de Washington.
"Temos que ser mais rápidos na implantação da IA (…) do que os nossos rivais, (que) estão em uma busca persistente para ficar à frente das nossas capacidades militares e de inteligência".
Os Estados Unidos buscam desenvolver aplicativos de IA para segurança nacional em áreas como segurança cibernética e contra-espionagem, em um esforço para reduzir o risco de uma "surpresa estratégica" de potências rivais, disse um alto funcionário do governo Biden a repórteres.
"Países como a China reconhecem oportunidades semelhantes para modernizar e revolucionar as suas próprias capacidades militares e de inteligência", disse ele. "É especialmente imperativo que aceleremos a adoção e utilização de capacidades de IA de ponta pela nossa comunidade de segurança nacional para manter a nossa vantagem competitiva".
Em outubro de 2023, Biden instruiu o Conselho de Segurança Nacional e o chefe de gabinete da Casa Branca a desenvolver o memorando ao mesmo tempo que promulgava uma ordem executiva que visava que os Estados Unidos "liderassem" os esforços globais para gerir os riscos da IA.
A ordem, que a Casa Branca chamou de "histórica", exigia que as agências federais estabelecessem novos padrões de segurança para sistemas de IA e que os desenvolvedores compartilhassem os resultados dos testes de segurança e outras informações críticas com o governo.
Outro funcionário observou que a maior parte do memorando não é protegida, embora contenha um anexo confidencial que trata principalmente de ameaças adversárias.
Em julho, mais de uma dúzia de grupos da sociedade civil, como o Centro para a Democracia e a Tecnologia (CDT), enviou uma carta aberta aos funcionários do governo Biden, incluindo Sullivan, pedindo que fortes salvaguardas fossem incorporadas ao memorando para proteger as liberdades civis e garantir a transparência sobre como as agências de inteligência estavam implementando a IA.
“É fundamental que os usos da IA estejam sujeitos à responsabilidade democrática, independentemente das necessidades legítimas de sigilo”, disse Samir Jain, vice-presidente de políticas do CDT, nesta quinta-feira.
Pedindo à Casa Branca e ao Congresso que assegurem a supervisão, ele acrescentou: “Não podemos confiar nas agências de segurança nacional para qualificar seus próprios deveres”.
E.Raimundo--PC