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Amazon apresenta novo chip de IA para competir com Nvidia
A Amazon Web Services (AWS) lançou seu chip Trainium3, nesta terça-feira (2), em um significativo esforço para competir com a Nvidia no lucrativo mercado de potência computacional para inteligência artificial (IA).
O movimento intensifica a concorrência no mercado de chips de IA, hoje dominado pela Nvidia com uma participação estimada de entre 80% e 90% para produtos usados no treinamento de modelos de linguagem que impulsionam aplicativos como o ChatGPT.
Na semana passada, o Google causou alvoroço na indústria quando foi informado que a Meta, empresa-mãe do Facebook, utilizaria seus chips de IA em seus centros de dados, um desafio à Nvidia, atualmente a empresa mais valiosa do mundo na bolsa e um termômetro da febre de investimentos em IA.
O mais recente modelo de IA do Google, lançado no mês passado, foi treinado utilizando os próprios chips internos da empresa, não os da Nvidia.
A AWS, que disponibilizará a tecnologia para seus clientes de computação em nuvem, afirmou que seu novo chip tem um custo mais baixo do que os de seus concorrentes e oferece mais de quatro vezes o desempenho computacional de seu antecessor, enquanto consome 40% menos energia.
O consumo de energia é uma das principais preocupações da revolução da IA. Grandes empresas de tecnologia estão reduzindo ou pausando seus compromissos de emissões líquidas zero ao tentarem acompanhar a tecnologia e se manterem competitivos.
A AWS argumenta que seu chip pode reduzir o custo de treinar e operar modelos de IA em até 50% em comparação com sistemas que utilizam unidades de processamento gráfico equivalentes, ou GPUs, principalmente da Nvidia.
A subsidiária da Amazon também anunciou que já está desenvolvendo o Trainium4, que pretende oferecer pelo menos três vezes o desempenho do Trainium3.
O desenvolvimento próprio de chips por parte da Amazon reflete uma tendência mais ampla entre os provedores de serviços em nuvem.
Da mesma forma, na semana passada, a Nvidia afirmou no X que está "encantada" com a competição e garantiu que "está uma geração à frente da indústria".
A.Motta--PC