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Atores gerados por IA não poderão ser premiados no Globo de Ouro
Atuações geradas por inteligência artificial (IA) não serão elegíveis para concorrer ao Globo de Ouro, cujos organizadores publicaram nesta quinta-feira (7) novas regras para o uso da tecnologia.
As novas diretrizes não desclassificarão automaticamente produções que utilizem IA, desde que o fator humano seja predominante.
"Candidaturas em que uma interpretação é substancialmente gerada ou criada por inteligência artificial são inelegíveis", determinaram os organizadores da cerimônia, que reconhece o melhor do cinema e da televisão e é considerada o pontapé inicial da temporada de premiações de Hollywood.
"O uso de IA para melhorias técnicas ou cosméticas (como rejuvenescimento, envelhecimento ou alterações visuais) poderá ser permitido, desde que (...) a IA não substitua nem altere de forma substancial o trabalho de interpretação", detalharam.
As novas regras foram publicadas uma semana depois de a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, anunciar que atores gerados por IA não poderão concorrer à sua estatueta.
A utilização de IA na indústria do entretenimento é um tema sensível que preocupa atores e roteiristas, que temem ser substituídos pela tecnologia.
O tema foi central nas negociações contratuais que paralisaram o setor em 2023 e voltou à tona recentemente com o anúncio de uma produção protagonizada por uma versão do falecido Val Kilmer gerada por IA.
Kilmer aparece no filme de faroeste "As Deep as the Grave" com o aval de sua família, que autorizou a iniciativa e abriu, para esse fim, o arquivo visual do ator, que morreu no ano passado.
O Globo de Ouro enfatizou que, para outras áreas do processo de produção, será aplicado o mesmo critério de autorizar obras nas quais prevaleçam "a direção criativa humana, o juízo artístico e a autoria", mantendo a IA apenas como uma ferramenta.
V.Fontes--PC